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sábado, agosto 22, 2009

Sobre os nove milhões de tratamentos Tamiflu


Estou ensinando cálculos de estimativas para os meus alunos de Física Básica.

Problema: estime o peso total da matéria prima estocada pelo Ministério da Saúde para produzir o genérico do Tamiflu.

Resposta: Cada dose de Tamiflu corresponde à 75 mg, ou seja, um tratamento de dez doses contém 750 mg ou 0,75 g. Multiplicando 9.000.000 por 0,75 g temos 6.750 Kg ou 6,75 toneladas.

Se estiverem estocados em tambores de 100 Kg, deveríamos ter uns 70 tambores desses. Por outro lado, se forem 900 mil tratamentos (9 milhões de doses), teríamos apenas uns sete tambores.

Seria interessante ter uma foto desses setenta tambores. Mas eu não sou cético ou conspiracionista a este estremo. Acho que Hélio Schwartsman tem razão, e devem ser 9 milhões de tratamentos, pois seria absurdo o governo ter apenas 900 mil tratamentos em estoque.

Por outro lado, imaginando um preço baratinho de R$ 20 reais por tratamento não envazado (em contraste com os R$ 160 de mercado), teríamos que o MS gastou no mínimo R$ 180 milhões na compra dessa matéria prima no ano de 2005 quando foi feita a compra. Imagino que isso poderia ser checado em alguma planilha do Ministério...

Update: Acho que o MS comprou mesmo os 9 milhões de kits. Segundo essa notícia aqui, foram gastos R$ 193 milhões em 2005, o que bate com minha estimativa de R$ 180 milhões...

O MS está comprando mais 9 milhões de tratamentos que chegarão em março de 2010. Acho que o ministro Temporão aprendeu com a experiência deste ano. Pena que agora estamos pagando o preço Tamiflu de alta temporada, por assim dizer.

Um comentário:

Anônimo disse...

Alô, alô Temporão! Estão avisando agora, não é uma Marolinha. Tem tempo de se preparar… Já estamos morrendo por falta do Tamiflu depois será por falta da vacina.

OMS diz que pior não passou e alerta para nova onda de gripe suína
A diretora da OMS (Organização Mundial da Saúde), Margaret Chan, pediu nesta sexta-feira à comunidade internacional que se prepare para uma provável segunda onda da gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1). Chan destacou ainda que os governos devem se preparar para o fornecimento de vacinas. A diretora da OMS afirmou que é preciso enfrentar sem rodeios o fornecimento de vacinas.