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Mostrando postagens com o rótulo Estatística Aplicada I

Sexo, internet, mentiras e estatísticas

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A Folha reporta hoje uma série de estatísticas referentes ao comportamento sexual do brasileiro. Imagino que pesquisas deste tipo devem ter os seus problemas metodológicos, mas me impressiona que tais problemas não sejam discutidos durante a reportagem. Por exemplo, eu nunca entendi este tipo de dado: Entre os homens, 10,3% afirmaram ter feito sexo com ao menos um parceiro que conheceu pela internet durante o período -- para as mulheres, a taxa é de 4,1%. Descontando as relações homossexuais e com profissionais do sexo (que imagino não foram alvo da pesquisa específica sobre comportamento na internet), estes dados diriam, no mínimo (ou seja, na hipótese de apenas uma parceira por homem), que algumas mulheres são mais promíscuas, pois estariam fazendo sexo com uma média de 2,5 homens. Eu disse "no mínimo", pois a pesquisa reporta "ao menos um", ou seja, em média mais que um. Isso parece pouco crível: ou homens, ou mulheres, ou ambos estão mentindo, como diria o Dr. G...

Mamar no peito ajuda ascensão social, diz estudo

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Continuo aqui com minha faraônica acumulação de material para o curso de Estatística Aplicada I para Psicologia. Pessoal de Estatística para Economia, esperem um pouco que já começo o dossiê de vocês. Bebês que foram amamentados pela mãe têm maior probabilidade de ascensão social quando adultos, sugeriu estudo da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha. Da BBC Brasil: Os pesquisadores acompanharam 1,4 mil bebês nascidos de 1937 a 1939 durante 60 anos. Os que foram amamentados no seio da mãe tiveram uma probabilidade 41% maior de subir de classe social do que os alimentados com mamadeira. Especialistas disseram que o estudo publicado em Archives of Disease in Childhood sustentam a idéia de que aleitamento materno leva a resultados melhores para crianças no longo-prazo. As pessoas que participaram da pesquisa tinham, originalmente, sido incluídas no Estudo Boyd Orr de Saúde na Grã-Bretanha no Pré-Guerra, realizado no período entre 1937 e 1939. Elas foram acompanhadas até uma faixa etá...

Suicídio é maior entre mulheres com implantes nos seios

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Ainda seguindo minha coleta de material para o curso Estatística Aplicada I para Psicologia. Da BBC Brasil: Mulheres com implantes de silicone nos seios têm entre duas e três vezes mais probabilidade de cometerem suicídio, de acordo com uma série de estudos publicados pela revista médica New Scientist. [Ops, a New Scientist não é uma revista médica, mas de divulgação! Ela deve ter apenas comentado a pesquisa.] Os estudos incluem uma pesquisa americana que acompanhou 13 mil mulheres e um estudo canadense, com 24 mil pacientes. Esses dois estudos inicialmente procuravam supostas ligações entre os implantes de silicone e doenças como câncer e problemas do sistema imunológico. "A única descoberta consistente de todos os estudos foi a inesperada ligação com o suicídio", disse Joseph McLaughlin, diretor do Instituto Internacional de Epidemiologia em Rockville, nos Estados Unidos, que coordenou alguns dos estudos. Mistério Os cientistas não sabem a razão da maior probabilidade de mu...

Modelos são menos felizes e satisfeitas, diz pesquisa

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Ok, ok, deixa eu esclarecer porque fico colocando notícias aparentemente banais aqui. Primeiro, estou juntando uma série de pesquisas estatísticas curiosas que possam despertar o interesse das minhas turmas de Estatística deste ano. Acredito que a notícia abaixo, por juntar Psicologia e Estatística, cai como uma luva para a minha turma de Estatística Aplicada I para Psicologia. Segundo, temas do cotidiano (e fotos de mulheres bonitas) atraem leitores para este blog. Como o objetivo do mesmo é divulgar ciência para um público geral (e não ficar falando para sissudos professores da USP), vale como estratégia inovadora de divulgação, na linha "Anything Goes" de Feyrabend (claro que sem exageros). Pois eu acredito sinceramente que se a Playboy publicasse artigos de divulgação científica (ela já publica FC!), as vocações científicas seriam multiplicadas por dez. Não fui eu quem disse isso, mas Monteiro Lobato (se referindo ao bem que o livro Theresa Philosofa fez pela alfabetizaç...