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Mostrando postagens com o rótulo fractal

A teia cósmica, climagate e "trick"

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Se você quer saber o significado da palavra trick muito usada no dia a dia dos cientistas e que tanto alvoroço causou no assim chamado "Climagate", basta ler a reportagem a seguir, onde a expressão aparece duas vezes. OK, vou facilitar: trick significa "uma maneira ou método criativo, que não havia sido aplicado ao problema em questão". Não é um "truque" no mal sentido, mas sim no sentido de "atalho" ou "maneira engenhosa" de obter o resultado. A teia cósmica parece ter uma certa invariância de escala (ser um fractal), mas como eu nunca ouvi as pessoas falarem isso, imagino que os dados corretos mostrem que essa invariância de escala não é boa o suficiente para ser notável. Devemos entretanto lembrar que a matéria visível corresponde a apenas 4% da matéria do universo, e que 25% correspondem a matéria escura. Será que alguém conhece modelos cosmológicos onde a distribuição de matéria escura é fractal e a distribuição de matéria visível ...

Reforma agrária = mudar o expoente fractal da distribuição de terras?

Há alguns anos eu e meu irmão Marcelo R. Kinouchi, agrônomo que atualmente trabalha no Instituto Chico Mendes ,  discutíamos sobre se a distribuição dos tamanhos de propriedades no Brasil seria fractal , e com que expoente. Sim, ela é, na época determinei isso mas perdi os arquivos com os dados e os gráficos. Se alguém quiser refazer, esteja à vontade, mas se quiser colocar nossos nomes nos agradecimentos, eu não me importaria... Lembre-se que uma boa reforma agrária não mudaria o caráter de lei de potência da distribuição de terras, mas apenas aumentaria o expoente de sua Lei de Pareto. Se o expoente atingisse um valor acima de 2, isso equivaleria a variância finita, o que parece ser um alvo bastante razoável para uma política do PSDB... Concentração de terra no País permanece alta, diz Atlas Moderno e arcaico convivem nessa parte do País, que abriga 16,4 milhões de pessoas Agência Estado O Brasil agrário é um mundo ainda marcado por grandes fluxos migratórios, disputas territoriais e...

Música dos Terremotos

Neurofisiólgos costumam ouvir os spikes de neurônios em aplificadores em em vez de apenas visualizá-los em osciloscópios. Dizem que isso se faz porque o ouvido humano é mais sensível a detetar padrões do que o sistema visual. Idéia: imitando este vídeo, faça uma escala associando magnitudes dos terremotos com tons, de um modo psicofisicamente significativo. Em princípio, se os eventos são descorrelacionados, deveriamos ter apenas uma "música fractal", ou seja, notas musicais tiradas de uma distribuição tipo lei de potência. Mas os pre-shocks, os after-shoks e os terremotos correlacionados ou disparados em avalanches globais produzirias assinaturas que poderiam ser facilmente detetáveis acusticamente. Ou não?

Fractais: uma nova visão da Natureza

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Recebi até agora mais de vinte emails de pessoas querendo comprar o livro inexistente (trecho abaixo) Fractais: uma nova visão da Natureza . Todo mundo encontra os dois capítulos iniciais do livro na internet depois que ele foi colocado no site Ceticismo Aberto pelo Kentaro Mori. Paciência, pessoal! Tentarei continuar a escrever o livro em fevereiro, depois de terminar a revisão do paper com o Mauro e Leo (quase aceito no Journal of Computational Biology! ), escrever o paper com o Adriano, Roque e Rosa, escrever o relatório bienal da CERT e a tese de livre docência. Espero que as férias acabem logo, para eu poder descansar! Trecho inicial, o resto está aqui , ou aqui com o índice completo : Capítulo 1 Introdução: Vemos o mundo com nossos olhos ou com nossas mentes? Locke, no século XVII, postulou (e reprovou) um idioma impossível no qual cada coisa individual, cada pedra, cada pássaro e cada ramo tivesse um nome próprio; Funes projetou certa vez um idioma análogo, mas o rejeitou...

Metáforas científicas I

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As férias estão chegando, de modo que talvez eu consiga escrever verdadeiros posts em vez de cut and paste (ou "cortar e colar", segundo o Charles Morphy). Em favor do cut and paste em blog de ciência, posso dizer que acredito serem os blogs (também) filtradores de notícias: eu escolho com critério as notícias a serem colocadas, esperando produzir reverberação das mesmas, ou seja, um direcionamento de atenção dos meus leitores. Nos idos de 1998 (já fazem dez anos!), no livro impublicável O Beijo de Juliana, eu discuto com Mauro Copelli sobre uma função nobre da divulgação científica que aparentemente nunca foi colocada na literatura: o fato de que conceitos científicos, ao virarem metáforas linguísticas, ampliam a capacidade de expressão das pessoas. Cuidado: eu não estou falando do uso de metáforas de linguagem comum para explicar ciência (algo que já foi discutido na literatura), mas sim do processo contrário: as pessoas se apropriam, mesmo inconscientemente, da linguagem ...