Ocorreu um erro neste gadget

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Dossiê: Tramas de amor e desejo - Imagens de um cérebro apaixonado




Da Mente e Cérebro:

Com ajuda da ressonância magnética funcional, pesquisadores descobriram como o amor subverte nossa vida emocional
por Andreas Bartels e Semir Zeki


CORES DA PAIXÃO: As regiões cerebrais do sistema límbico em amarelo são ativas apenas nos apaixonados que no tomógrafo viram uma foto do parceiro. Os “módulos do amor” estão em meio a quatro estruturas diferentes, sobre cujas funções sabe-se alguma coisa: o córtex cingular ajuda a reconhecer sensações, a ínsula integra a informação dos órgãos sensoriais, enquanto partes do núcleo caudado e do putâmen também estão ativas na excitação sexual.

O amor é a espiritualização dos sentidos, dizia a sacerdotisa Diotima a Sócrates. E obviamente tudo que pensamos e sentimos, inclusive o amor, acontece em nossa cabeça. Até recentemente, os pesquisadores do cérebro pouco contribuíram para a compreensão dessa emoção tão especial. Eles estudavam principalmente sensações negativas como medo ou depressão, já que é mais fácil irritar ou assustar voluntários que produzir alegria ou mesmo amor de modo confiável em laboratório. Ainda assim, decidimos dar o primeiro passo para o desbravamento neurocientífico de sensações positivas. Começamos com o amor romântico.

Pedimos a milhares de estudantes de Londres e adjacências que se manifestassem caso se sentissem “truly, madly and deeply”, ou seja, “verdadeira, enlouquecida e profundamente” apaixonados. Recebemos cerca de 70 respostas, três quartos de mulheres. Solicitamos uma breve descrição da relação, fizemos entrevistas e finalmente selecionamos 11 voluntárias e seis voluntários, numa composição multicultural e multiétnica, com 11 nacionalidades diferentes.

Surpreendentemente, nenhum dos participantes acabara de se apaixonar– todos estavam em uma relação mais longa, de dois anos em média, e extremamente satisfatória. Mas a seleção tinha funcionado: ao responder a um questionário psicológico do amor que já tinha sido aplicado a centenas de apaixonados, nossos voluntários atingiram “valores de amor” mais altos que os melhores do estudo anterior. Para maior garantia, fizemos um teste psicológico suplementar que, à semelhança de um detector de mentiras, fundamentava-se na medição da resistência da pele. Quase todos os voluntários começaram a suar diante da foto do parceiro.

Analisamos os apaixonados com a tomografia de ressonância magnética funcional, procedimento que torna visível a atividade de várias áreas cerebrais em um determinado momento, com alta resolução espacial. É verdade que o desconfortável tubo do scanner não é exatamente propício à produção de sentimentos amorosos. Mostramos ao voluntário deitado no scanner uma foto da pessoa amada, pedindo que pensasse nela e relaxasse. Como nos relataram, todos puderam sentir claramente seu afeto.

Continue a ler aqui.

PARA CONHECER MAIS
The Neural Basis of Romantic Love.

A. Bartels, S. Zeki em Neuroreport 11, pág. 3.829, 2000.
www.vislab.ucl.ac.uk

Andreas Bartels e Semir Zeki são pesquisadores do University College de Londres.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Devemos contar para as crianças que Papai Noel não existe?








Na verdade, Papai Noel existe sim, enquanto complexo memético (The Meme Machine) capaz de se encarnar em cérebros humanos (ver Milagre da Rua 34). O mesmo pode ser dito do Papai do Céu, claro. O debate sobre o Ateísmo Natalino pode então ser definido pela questão: cada argumento ateísta referente ao fato de ser justificável ou não o uso de mitos culturais na educação infantil (sejam eles religiosos, histórias de contos de fadas ou mitos científicos como a experiência da Torre de Pizza de Galileu) têm o seu análogo tanto na questão de Papai Noel quanto na de Papai do Céu. Ou seja, se não devemos ensinar as crianças sobre Papai do Céu (e depois permitir que, num rito de passagem, adquiram uma visão mais madura da vida), pelo simples fato de serem mentiras que pretensamente minam a confiança das crianças em seus pais, então também devemos banir outras mentiras que contamos a elas, por exemplo:

1. Que devem cuidar dos seus irmãozinhos - uma análise sociobiológica ou mesmo de teoria de jogos diria que a melhor estratégia seria que eles matassem seus irmãozinhos para ficar com toda a atenção dos pais;

2. Que os policiais são bonzinhos e devem ser procurados em caso de emergência;
3. Que comer cenoura faz bem para os olhos;

4. Que papai e mamãe as amam - afinal, somos apenas robôs, veículos de nossos genes, cujo único objetivo biológico é construir outros robozinhos, e o amor é uma miragem mental, sem correlato direto com propriedades atômicas ou eletrônicas...
Comece a pensar e você verá que existem zilhões de outras mentiras que contamos às crianças, e nem por isso elas perdem a fé em nós ou nas pessoas - na verdade, elas aprendem a detectar melhor as mentiras quando são expostas a elas! Ser exposto a mentiras nos deixa mais espertos, com nosso sistema imunológico memético mais desenvolvido. Que Papai Noel seja uma grande mentira cultural e social, nao apenas parental, o recomenda mais ainda. Ou será que queremos culturas humanas expurgadas de toda tradição e todo folclore? Não seria isto o cúmulo do politicamente correto (que expurga nossa linguagem, literatura etc apenas dos termos racistas, sexistas etc?).
Dawkins diz que a Bíblia não é um livro modelo nem de ciência nem de moralidade. Sim, os costumes judaicos antigos eram, pelos nossos padrões atuais eco-feministas-iluministas, realmente bárbaros - o mesmo pode ser dito de qualquer cultura antiga -, mas usar isso como crítica a uma cultura (no caso, a judaico-cristã) é simplesmente um caso claro de pensamento anacronístico, algo imperdoável em cientistas ou pelo menos alguém que conheça o mínimo de pensamento Histórico. A mesma crítica poderia ser feita em relação à obra de Shakespeare... Ciência errada, moralidade errada, cheia de preconceitos contra as minorias... Fazer o que? Proibir as pessoas de ler Sheakespeare (ou pelo menos as crianças?). Queimar o Hamlet ou o Mercador de Veneza?
O estudo psicológico mais recente sobre a crença em Papai Noel diz que, em vez das crianças mais velhas ficarem chateadas por descobrirem que os adultos mentiram para elas, na verdadem se sentem orgulhosas porque agora já não são "criancinhas" e sabem algo que os pequenos não sabem... Um rito de passagem rumo à consciência adulta. Apenas isso...
Da Wikipedia: Psychologist Tamar Murachver said in that it was a cultural, not parental, lie; thus, it does not undermine parental trust.[35] The New Zealand Skeptics also see no harm in parents telling their children that Santa is real. Spokesperson Vicki Hyde said, "It would be a hard-hearted parent indeed who frowned upon the innocent joys of our children's cultural heritage. We save our bah humbugs for the things that exploit the vulnerable."[35]
Dr. John Condry of Cornell University interviewed more than 500 children for a study of the issue and found that not a single child was angry at his or her parents for telling them Santa Claus was real. According to Dr. Condry, "The most common response to finding out the truth was that they felt older and more mature. They now knew something that the younger kids didn't."[36]



Mas Richard Dawkins diz que qualquer pessoa que conta a seus filhos mitos religiosos é um estuprador mental de criancinhas, um pedófilo cujo abuso mental é moralmente mais condenável que o abuso sexual físico, um transmissor de vírus meméticos similar a quem transmite AIDs intencionalmente. Como tenho quatro filhos, este argumento me deixa particularmente aflito, se for válido. Infelizmente este tipo de (falta de) lógica indispõe um grande número de pessoas contra Dawkins e, por tabela, contra a comunidade de cientistas das quais faço parte e que não reconhecem o extremismo de Dawkins (leia-se, prosa retórica cheia de falácias lógicas tipo straw man etc.) como representativo dos cientistas, nem mesmo dos cientistas ateus.

Acredito que o extremismo anti-religioso de Dawkins infelizmente não se deve a algum brio intelectual, mas sim ao medo, ou mesmo paranóia, que aqueles que pertencem a certas minorias discriminadas (como os ateus) acabam desenvolvendo sem perceber. Vejam este gráfico que saiu na última VEJA:


Um exemplo de reação contra o extremismo de Dawkins é esta página (coloco aqui, mesmo não sendo católico, por que acho que a lógica do autor está correta). Afinal, quero ter a liberdade de contar história do Papai Noel para o meus filhos no Natal, talvez assistir Expresso Polar, sem que Dawkins e outros chatos (chatos como as eco-feministas, todos criados no Puritanismo Inglês, suponho - Dawkins era Anglicano...) queiram me processar por pedofilia mental...

RICHARD DAWKINS WORLD
By Mike Gene

This page is not completely in character for this site. Nevertheless, Prof. Richard Dawkins is such a Big Player[1] in this overall debate that some aspects of his extremism beg for comment. As such, I will use the page to comment on some of Dawkins’ extremism and update it accordingly (so you might want to check back periodically).


4-15-05

Back in October of 2002, Richard Dawkins wrote a short essay for The Dubliner entitled, “The God Shaped Hole”. In this essay, Dawkins actually compares Catholicism to the sexual molestation of children, and argues the former is worse:

Regarding the accusations of sexual abuse of children by Catholic priests, deplorable and disgusting as those abuses are, they are not so harmful to the children as the grievous mental harm in bringing up the child Catholic in the first place. I had a letter from a woman in America in her forties, who said that when she was a child of about seven, brought up a Catholic, two things happened to her: one was that she was sexually abused by her parish priest. The second thing was that a great friend of hers at school died, and she had nightmares because she thought her friend was going to hell because she wasn't Catholic. For her there was no question that the greatest child abuse of those two was the abuse of being taught about hell. Being fondled by the priest was negligible in comparison. And I think that's a fairly common experience. I can't speak about the really grave sexual abuse that obviously happens sometimes, which actually causes violent physical pain to the altar boy or whoever it is, but I suspect that most of the sexual abuse priests are accused of is comparatively mild - a little bit of fondling perhaps, and a young child might scarcely notice that. The damage, if there is damage, is going to be mental damage anyway, not physical damage. Being taught about hell - being taught that if you sin you will go to everlasting damnation, and really believing that - is going to be a harder piece of child abuse than the comparatively mild sexual abuse. [9]

I think it clear that this is raw anti-religious bigotry. We can ignore the letter from “a woman in America” as a) we have no idea whether her account is valid and b) even if valid, it is an anecdote. Since Dawkins is a drum-banger for science, surely he would recognize science would need much more than a vague anecdote to support this contention.

So let’s think through on Dawkins’ logic. First, where is the science? What scientific evidence does Dawkins offer to support the contention that believing in Hell is a worse form of abuse than being sexually molested? Where is the evidence of this “grievous mental harm” in bringing up the child Catholic? His biased opinion? His emotional approach? An anecdote?!

Secondly, it is ironic that Dawkins has the science backwards. There are plenty of studies to show that sexual molestation of a child can have long term, negative effects. Dismissing it as “a bit of fondling” and being “mental damage anyway” is insulting to the many victims of child molestation. And there are plenty of studies that also show that religious belief and convictions, if held seriously, provide a net positive benefit in terms of psychological and physical health. In other words, contrary to the views of Dawkins, being raised a Catholic is not worse than being sexually abused.

But let’s follow through with this example of Dawkins Think. As it stands, it is illegal to sexually molest a child. And, of course, it is not illegal to raise your child as a Catholic. But if it is really more harmful to raise your child as a Catholic than to sexually molest your child, as Dawkins believes, society needs to adjust its laws. According to Dawkins’ logic, we should a) either make it illegal to raise your child as a Catholic, as it is worse than pedophilia, or b) legalize pedophilia, since it is not as bad as the legal activity of teaching a child about Hell and Catholicism. Which option would Dawkins choose? It’s his logic, thus his choice to clarify.

Consider a simple analogy. The house next to your house goes up for sale. Two families are interested in buy it. The first family is a devout Catholic family. The father is hard working and has broken no laws. But he has taught his kids to believe in Catholic doctrine, including belief in Hell. The second family is not religious. The father is also hard working, but he also sexually molests his kids. In Dawkins World, you hope the child molester moves in next door, as he is not as bad as the Catholic man.

Speciesism and Vegetarianism
...what I am doing is going along with the fact that I live in a society where meat eating is accepted as the norm, and it requires a level of social courage which I haven’t yet produced to break out of that. It’s a little bit like the position which many people would have held a couple of hundred years ago over slavery. Where lots of people felt morally uneasy about slavery but went along with it because the whole economy of the South depended upon slavery.
In reply to a question from Peter Singer author of Animal Liberation during an interview on Point of Inquiry







quarta-feira, dezembro 26, 2007

Papai Noel, um delírio

Preocupante a reportagem sobre a intolerância dos brasileiros em relação aos ateus mostrada na VEJA dessa semana, Vade Retro Ateus! A conclusão é de que os brasileiros são tolerantes quanto à religião, mas extremamente intolerantes frente à falta de religião.

Acho que a estatística da VEJA está com problemas. Afinal como é possivel que o estado mais sem religião seja a Bahia, e a capital mais descrente seja Salvador. Minha resposta para isso é a seguinte: as pessoas seguidoras de crenças New Age, OSHO etc se declaram "sem religião" para o IBGE, no sentido que não seguem nenhuma religião institucionalizada. Mas claro que esses seguidores de O Segredo não podem ser classificados no mesmo grupo dos ateus e agnósticos. A estatística está simplesmente errada. O que cresceu para 7% da populacao não foram os ateus, mas os New Agers!



Também preocupante a crescente antagonismo entre ciência e religião: no passado, sempre que tal antagonismo se exacerbou, a ciência saiu perdendo... Acho que existem duas estratégias que os cientistas podem adotar nesta difícil situação: o porraloquismo de Giordano Bruno - que, reparemos, não era cientista mas crente propagandista do culto solar de Akenaton que, segundo ele, viria substituir Cristianismo na Nova Era de 1600. Ou seja, Giordano era uma espécie de Madame Blavatsky ou OSHO da época... Bruno argumentava que o Heliocentrismo era a prova da falência do Cristianismo e do Papado, e sua superação pela antiga religião egípcia renascida se daria no século XVII, algo que os inquisidores tiveram alguma dificuldade em aceitar... e acho que a totalidade dos cientistas atuais também.


A segunda estratégia é a cautela inteligente de Galileu Galilei, que sabia que bater de frente com instituições idiotas é prova de igual idiotia (social, suponho). Pode-se ganhar a batalha, perde-se a guerra (pelos corações e mentes dos jovens candidatos a cientistas). Algo que muitos ateus, livres pensadores e céticos ainda não entenderam, talvez por excesso de testosterona.

O que eu acho mais chato, mesmo, é o cara que fica a vida toda se gabando que é livre pensador, ateu etc (conheci vários!), mas no final da vida vira espírita, ou seguidor da Igreja da Graça do J. Soares, ou leitor de Fritjov Capra, O Segredo, ou assistidor de Quem Somos Nós etc e tal. A estes ex-ateus e ex-céticos, meu Feliz Natal (sim, eu acredito em Papai Noel!) e... Ano Novo, Vida Nova, heim!

PS: O próximo projeto de Dawkins é escrever um catatau de mais de 1000 páginas mostrando científicamente que Papai Noel não existe... Alguns fatos a serem usados:


24/12/2007 - 14h11


Para entregar presentes, Papai Noel teria que se deslocar a 5.800 km/seg

Folha Online, da France Presse, em Estocolmo


O período das festas de fim de ano pode ser estressante, sobretudo para o Papai Noel. Para fazer o trajeto dele pelo mundo, ele teria que se deslocar a uma velocidade de 5.800 km por segundo para levar presentes às crianças do mundo inteiro, segundo um estudo sueco.
"Entre hoje e amanhã, 25 de dezembro, Papai Noel teria que parar em 2,5 bilhões de casas, considerando que as crianças de todas as religiões receberão um presente", explicou Anders Larsson, da consultoria Sweco.
"Consideramos que há no planeta 48 habitantes por km², e que 20 metros separam cada casa. Logo, se Papai Noel parte do Quirguistão e viaja no sentido contrário ao da rotação da Terra, ele tem 48 horas para entregar todos os presentes", explicou.
Segundo a tradição, Papai Noel mora no Pólo Norte. Entretanto, várias cidades nórdicas reivindicam o título de local de residência oficial do Papai Noel, entre as quais Rovaniemi, na Finlândia.
Porém, segundo o estudo realizado pela Sweco, a moradia ideal para Papai Noel seria mesmo o Quirguistão. É este país da Ásia Central que proporciona a ele, objetivamente, o melhor ponto de partida para racionalizar ao máximo seu trajeto pelo mundo, perdendo o menos de tempo possível.
"Papai Noel tem 34 milésimos de segundo para cada parada", resumiu o estudo.
De acordo com outro estudo que circula na internet, o trenó do Papai Noel, carregado de toneladas de presentes e se deslocando a uma velocidade supersônica, se desintegraria em 4,26 milésimos de segundo devido à resistência do ar.

terça-feira, dezembro 25, 2007

Até que enfim!


Japanese robot dances to iPod music
A Japanese robot twists and rolls to music from an iPod in an intricate dance based on complex mathematics, a technology developers say will enable robots to move about spontaneously instead of following preprogrammed motions. Tokyo-based venture ZMP Inc’s 14-inch long Miuro robot — which looks like a white ball wedged between two halves of an egg — wheels about in time with music from the iPod player that locks into the machine.At a demonstration in Tokyo, the 11-pound Miuro pivoted about on a stage in time to beats of a pop music track played through its speakers. The dance wasn’t preprogrammed, but generated by the robot itself.Scientists involved in the robot’s development believe the technology could lead to robots capable of spontaneous motion. Miuro uses algorithms, or mathematical rules, to analyze music and translate the beats into dances, said ZMP President Hisashi Taniguchi.Unlike older Miuros, which hit stores last August, the prototype is fitted with software based on what scientists call chaotic itinerancy, a mathematical pattern similar to the movements of a bee circling from flower to flower as it collects nectar.That allows the new Miuro to act spontaneously and unpredictably — “just like a child playing,” said Tokyo University researcher Takashi Ikegami, who developed the software.Other improvements will let users set the Miuro like an alarm clock so it wheels into the bedroom and blasts music at a certain time. Future versions of the Miuro will also use built-in sensors to seek out people to play tunes to, Taniguchi said.The $895 original Miuro can also receive wireless signals from a personal computer to play iTunes and other stored digital files. Separately sold options add a camera that beams images to PCs or lets owners control their Miuros by mobile phone. ap



Chaotic itinerancy, temporal segmentation and spatio-temporal combinatorial codes


Journal title: Physica D: Nonlinear Phenomena

Corresponding author: Dr. Osame Kinouchi

Citation information: Vol 237/1 pp 1-5

DOI information: 10.1016/j.physd.2007.06.021

Your article is now available online via the following DOI link: http://dx.doi.org/10.1016/j.physd.2007.06.021


Please note access to the full text of this article will depend on your personal or institutional entitlements.

You will be alerted by e-mail when the issue in which your article is published has been dispatched to subscribers.

What is DOI? The digital object identifier (DOI) may be used to cite and link to electronic documents. The DOI will never change, which makes it an ideal medium for citing your article. The DOI scheme is administered by the International DOI Foundation (http://www.doi.org/). Many of the world's leading learned publishers have come together to build a DOI-based article linking scheme known as CrossRef (http://www.crossref.org/).

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Starbuck



Foto: Capitã Kara Thrace, codinome Starbuck - Battllestar Gallactica, nova série (2004).

Existe uma lenda na Internet de que foi o tenente Starbuck (Dirk Benedict) da série antiga Battlestar Gallactica que inspirou (ou mesmo criou!) o nome Starbucks Coffee. Uma simples busca na net destroi ese mito, dado que a companhia foi fundada em 1971, com o nome de Starbucks Coffee, Tea and Spices (depois mudado para Starbucks Coffee Company), bem antes da série antiga vir ao ar (1978).
Uma lista de personagens com nome Starbuck pode ser encontrada na Wikipedia:
Starbuck, the first mate of the ship Pequod in Herman Melville's novel Moby-Dick
Lieutenant Starbuck, a character in the original 1978 Battlestar Galactica film and TV series
Captain Kara Thrace, call sign Starbuck, a character in the 2004 Battlestar Galactica TV series
Nathaniel Starbuck, the main character in the Starbuck Chronicles novels by Bernard Cornwell
Elon Cody Starbuck, a space pirate featured in the adult-oriented anthology Star Reach and in Heavy Metal magazine
Bill Starbuck, the main character in the play The Rainmaker (1954) by N. Richard Nash, later a film (1956) with Katharine Hepburn and Burt Lancaster; adapted by Tom Jones and Harvey Schmidt as a Broadway musical, 110 in the Shade, in 1963, and revived on Broadway in 2007
Starbuck, the nickname given to fictional character Dana Scully by her father in the TV series The X-Files
Na wiki-página da Starbucks company, encontramos:
Name
The company is named in part after
Starbuck, Captain Ahab's first mate in the book Moby-Dick, as well as a turn-of-the-century mining camp (Starbo or Storbo) on Mount Rainier. According to Howard Schultz's book Pour Your Heart Into It: How Starbucks Built a Company One Cup at a Time, the name of the company was derived from Moby-Dick, although not in as direct a fashion as many assume. Gordon Bowker liked the name "Pequod" (the ship in the novel), but his creative partner Terry Heckler responded, "No one's going to drink a cup of Pee-quod!" Heckler suggested "Starbo." Brainstorming with these two ideas resulted in the company being named for the Pequod's first mate, Starbuck.[19]

Sócios da Locadora Café com Letras (nos envie um e-mail caso queira se inscrever!):


1. Osame Kinouchi


2. Angela Faleiros


3. Andreza Shimura


4. Valéria Ribeiro


5. Pablo Dias Batista


6.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Astrônomos criam mapa digital da Via Láctea com 200 milhões de estrelas



da Efe, em Valencia (Espanha) :

Uma equipe internacional de astrônomos criou o maior mapa digital da Via Láctea de que se tem notícia, com cerca de 200 milhões de objetos celestes, informou o espanhol Juan Fabregat.
O cientista, professor da Universidade de Valência (Espanha) e membro do projeto, destacou que o catálogo do projeto Iphas (do inglês INT/WFC Photometric Ha Survey) é o maior mapa digital da Via Láctea elaborado até o momento.
Mais de 50 astrônomos europeus, americanos e australianos ajudaram a fazer o catálogo, através da observação da emissão de luz dos átomos de hidrogênio presentes em diversos objetos da galáxia.
O estudo foi feito com o telescópio Isaac Newton instalado na ilha canária de La Palma.
"Estes dados permitirão determinar com uma precisão inédita a estrutura de nossa galáxia", disse Fabregat, astrônomo do Observatório Astronômico da Universidade de Valência.
"Também tornará possível o estudo e caracterização de conjuntos de estrelas muito peculiares, das quais se conhecem poucos casos, e que constituem fases rápidas da evolução estelar que ainda não são bem compreendidas", ressaltou.
Segundo o pesquisador, "a primeira versão do catálogo que foi publicada agora cobre uma área celeste de 1.600 graus quadrados (a Lua cheia vista da Terra tem uma área de 0,1 grau quadrado), ao norte do Plano Galáctico da Via Láctea (a região com maior número de estrelas)".
"As observações foram feitas em duas cores de banda larga e com um filtro de banda estreita sensível à emissão de hidrogênio na região mais vermelha do espectro (a emissão Ha)", ressaltou.
'"A resolução das imagens é suficientemente alta para permitir a detecção de estrelas individuais que tenham emissão em Ha e do gás difuso que forma as belas e resplandecentes nebulosas que já conhecemos devido a mapas anteriores de resolução mais baixa", afirmou Fabregat.
A astrônoma Julia Suso, que também participou do projeto, disse que o interesse do grupo é "o estudo de estrelas com grande massa, nas quais se observa emissão de luz por certos elementos químicos".
"A partir dos dados do Iphas poderemos traçar a estrutura dos braços mais externos da Galáxia e localizar regiões de formação estelar recente", afirmou.
Além de esclarecer a estrutura da galáxia, os dados do projeto permitem fazer estudos da evolução estelar graças ao grande número de estrelas observado e obter um mapa empírico da distribuição do pó interestelar no Plano Galáctico.
O catálogos final incluirá observações do sul do Plano Galáctico e conterá de 700 milhões a 800 milhões de objetos.

Leia mais

Estudantes que não dormem têm notas piores, diz estudo


14/12/2007 - 18h54


da Folha Online


Os alunos que nunca ficam estudando à noite toda têm notas ligeiramente maiores do que aqueles que optam por perder noites inteiras para estudar, diz um estudo norte-americano divulgado nesta sexta-feira.
Uma pesquisa com 120 estudantes na St. Lawrence University, em Nova York, revelou que os estudantes que nunca passavam noites em claro estudando tinham nota média 3,2. Já os que optavam por perder noites de sono para estudar tiveram nota 2,95.
O estudo será publicado em janeiro na revista "Behavioral Sleep Medicine".
"Não é uma grande diferença, mas chama a atenção", afirmou Pamela Thacher, professora-assistente da universidade e autora do estudo. "Eu estudo principalmente a questão do sono e sei que ninguém consegue pensar de forma clara às 4 da manhã. Você acha que sim, mas não consegue", diz.
Um segundo estudo feito por Thacher mostra resultados "bastante similares", com notas mais baixas entre os estudantes que deixam de dormir.
Howard Weiss, um médico do St. Peter's Sleep Center, em Albany, afirma que os resultados do estudo fazem sentido.
"Certamente os dados mostram que um período curto de sono interfere na concentração, no desempenho e em testes objetivos", disse ele.
No primeiro estudo de Thacher, 65 alunos afirmaram que passaram mais de uma noite toda sem dormir para estudar e 45 disseram que nunca haviam feito isso. A pesquisa foi feita com alunos de diversos cursos.

Leia mais
Estudo identifica "gatilho" que aciona relógio biológico
Cérebro gerecia memória como o computador, diz estudo
Privação do sono realça experiências negativas, diz estudo
Cientistas descobrem mecanismo de perda de memória em ratos


Da Wikipedia:



[edit] Dream content
From the 1940s to 1985, Calvin S. Hall collected more than 50,000 dream reports at Western Reserve University. In 1966 Hall and Van De Castle published The content analysis of dreams in which they outlined a coding system to study 1,000 dream reports from college students.[26] It was found that people all over the world dream of mostly the same things. Hall's complete dream reports became publicly available in the mid-1990s by Hall's protégé William Domhoff allowing further different annylisis.

[edit] Emotions
The most common emotion experienced in dreams is anxiety. Negative emotions are more common than positive feelings.[26] Some ethnic groups like the Yir Yoront showed an abnormally high percentage of dreams of an aggressive nature. The U.S. ranks the highest amongst industrialized nations for aggression in dreams with 50 percent of U.S. males reporting aggression in dreams, compared to 32 percent for Dutch men.[26]

[edit] Gender differences
It is believed that in men's dreams an average of 70 percent of the characters are other men, while a female's dreams contain an equal number of men and women.[27] Men generally had more aggressive feelings in their dreams than women, and children's dreams did not have very much aggression until they reached teen age. These findings parallel much of the current research on gender and gender role comparisons in aggressive behavior. Rather than showing a complementary or compensatory aggressive style, this study supports the view that there is a continuity between our conscious and unconscious styles and personalities.

[edit] Sexual content
The Hall data analysis shows that sexual dreams show up no more than 10 percent of the time and are more prevalent in young to mid teens[26]. Another study showed that 8% of men's and women's dreams have sexual content[28].

[edit] Recurring dreams
While the content of most dreams is dreamt only once, many people experience recurring dreams—that is, the same dream narrative is experienced over different occasions of sleep. Up to 70% of females and 65% of males report recurrent dreams.[29]

[edit] Common themes
Content-analysis studies scientists have identified common reported themes in dreams. These include: situations relating to school, being chased, running slowly/inplace, sexual experiences, falling, arriving too late, a person now alive being dead, teeth falling out, flying, embarrassing moments, failing an examination, or a car accident. Twelve percent of people dream only in black and white.[30]

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Angelina Jolie é a mais sexy de Hollywood, segundo revista


Segunda, 10 de dezembro de 2007, 17h42
Atualizada às 17h47
Reuters

Angelina Jolie foi a primeira da lista, seguida por Natalie Portman e Daniel Craig


Angelina Jolie foi a primeira colocada na lista das 100 pessoas mais sexy do cinema, publicada pela revista Empire. O segundo lugar ficou com a atriz Natalie Portman.
» Filhos de Angelina Jolie mandam carta ao Papai Noel » Angelina Jolie interpretará espiã da vida real » Assista a trailers inéditos
Entre os homens, a melhor colocação ficou com o 007 Daniel Craig, que apareceu em terceiro lugar. O segundo na contagem masculina foi Johnny Depp, quinto colocado na lista geral. O marido de Angelina, Brad Pitt, ficou em sétimo.
As atrizes Eva Green, Scarlett Johansson, Halle Berry e Anne Hathaway e o ator Gerard Butler ficaram entre os 20 primeiros colocados.
A lista da revista Empire teve algumas surpresas, como Daniel Radcliffe, o Harry Potter, que aparece em 23º e Emma Watson, que interpreta sua amiga Hermione, em 26ª. Além das surpresas, a lista contou com nomes clássicos como Marilyn Monroe e Marlon Brando.

Pensamento do dia II


"Basic research is like shooting an arrow into the air, and, where it lands, painting a target". American chemist Homer Adkins.

Juiz na Índia convoca deuses para depor


Um interessante exemplo de como um simples nome pode ligar vários assuntos de (meu) interesse...








07/12/2007 - 11h40


AMARNATH TEWARYda BBC Brasil, em Patna


Um juiz na Índia convocou dois deuses hindus, Ram e Hanuman, para ajudar a resolver uma disputa de propriedade.
O juiz Sunil Kumar Singh, no Estado de Jharkhand, no leste do país, colocou anúncios em jornais pedindo aos deuses "que compareçam ao tribunal pessoalmente".
A convocação foi feita para a terça-feira, depois que o magistrado disse que cartas endereçadas a eles não foram respondidas.
Os envelopes voltaram pois estavam com "endereço incompleto".
Ram e Hanuman estão entre os mais populares deuses hindus.
Pequenas causas
O juiz Singh preside uma espécie de tribunal de pequenas causas na cidade de Dhanbad, criado para resolver divergências rapidamente.
A disputa que levou o juiz a convocar os deuses existe há 20 anos e é em torno da propriedade de um terreno de 1,4 acres de terra que abriga dois templos.
As divindades são adoradas nos dois templos no local.
O sacerdote Manmohan Pathak alega que o lote pertence a ele, pois teria sido dada a seu avô por um rei local, mas moradores locais dizem que os proprietários são os dois deuses.
O caso foi levado à Justiça pela primeira vez em 1987.
Há alguns anos, a disputa foi resolvida em favor dos moradores locais. Mas o sacerdote contestou o veredicto e levou o caso para o tribunal de Dhanbad.
Leia mais
Conheça os fundamentos das principais crenças religiosas

domingo, dezembro 09, 2007

Você sabia disso?


Cesar Tercariol enviou:
Se você é usuário de Estacionamentos em ZONA AZUL, leia; vai lhe interessar! Esta vale a pena circular, mas tem gente que não tem interesse em tornar isso público. Esta informação é muito válida para nós, contribuintes. Vamos aproveitar e fazer o nosso exercício de cidadania repassando-a. Revista Consultor Jurídico - O Estado de S. Paulo.
Dever de vigilância - Quem paga Zona Azul tem direito à segurança do carro 'Optando o Poder Público pela cobrança de remuneração de estacionamentos em vias públicas de uso comum do povo, tem o dever de vigiá-los, com responsabilidade pelos danos ali ocorridos'. Assim, a empresa que administra a Zona Azul de São Carlos, foi condenada a pagar indenização no valor de R$ 8,5 mil ao motorista Irineu Camargo de Souza de Itirapina/SP, que teve o carro furtado quando ocupava uma das vagas do sistema de Zona Azul da cidade de São Carlos, serviço explorado pela empresa. A decisão é da 1ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmando sentença da comarca de Itirapina. Agora já existe jurisprudência! Para se exercer a plena cidadania, é imprescindível a informação. Repasse-a, oportunizando o conhecimento a outras pessoas.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Para ler na semana que vem...


Neuropsychopharmacology Reviews


Neuropsychopharmacology (2008) 33, 56–72; doi:10.1038/sj.npp.1301555; published online 19 September 2007


Neural Mechanisms of Extinction Learning and Retrieval


Gregory J Quirk1 and Devin Mueller1
1Department of Psychiatry, University of Puerto Rico School of Medicine, San Juan, Puerto Rico
Correspondence: Dr GJ Quirk, Department of Psychiatry, University of Puerto Rico School of Medicine, PO Box 365067, San Juan 00936-5067, Puerto Rico. Tel: +1 787 999 3058; Fax: +1 787 999 3057; E-mail: gjquirk@yahoo.com
Received 15 May 2007; Revised 11 July 2007; Accepted 29 July 2007; Published online 19 September 2007.
Top of page
Abstract
Emotional learning is necessary for individuals to survive and prosper. Once acquired, however, emotional associations are not always expressed. Indeed, the regulation of emotional expression under varying environmental conditions is essential for mental health. The simplest form of emotional regulation is extinction, in which conditioned responding to a stimulus decreases when the reinforcer is omitted. Two decades of research on the neural mechanisms of fear conditioning have laid the groundwork for understanding extinction. In this review, we summarize recent work on the neural mechanisms of extinction learning. Like other forms of learning, extinction occurs in three phases: acquisition, consolidation, and retrieval, each of which depends on specific structures (amygdala, prefrontal cortex, hippocampus) and molecular mechanisms (receptors and signaling pathways). Pharmacological methods to facilitate consolidation and retrieval of extinction, for both aversive and appetitive conditioning, are setting the stage for novel treatments for anxiety disorders and addictions.
Keywords:
infralimbic cortex, amygdala, fear conditioning, glutamate receptors, bursting, PTSD

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Generosidade Israelense


05/12/2007 - 12h26

A generosidade está nos genes, diz estudo israelense


da France Presse, em Jerusalém (Israel)

A generosidade é um fenômeno programado geneticamente, segundo um estudo de cientistas israelenses publicado nesta quarta-feira.

Durante um teste de comportamento foi dado doze dólares a 203 indivíduos e se comprovou que quase 50% das pessoas testadas e que estavam dispostas a doá-los de forma anônima, seja em parte ou em totalidade, eram portadores do gene AVPR1 ou de uma de suas variantes.

Nesse estudo, cujos resultados foram publicados no site da "Genes, Brain and Behavior", participaram pesquisadores do departamento de psicologia da Universidade hebraica de Jerusalém.

Segundo o professor Ariel Knafo, o AVPR1 estimula a liberação de um hormônio, a arginina vasopressina, que atua, por sua vez, em uma área cerebral que favorece o comportamento altruísta.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Aumente seu QI fazendo sexo...

03/12/2007 - 08h35


Sexo e chocolate aumentam capacidade cerebral, diz livro

da BBC Brasil


Fazer sexo, comer chocolate amargo e consumir um café da manhã rico em frios pode ser o segredo para treinar e impulsionar a capacidade cerebral.
A tese é defendida no livro Teaching Yourself: Training Your Brain (Ensine você mesmo: treine seu cérebro, em tradução livre), que será publicado em janeiro no Reino Unido e ainda não tem data para chegar ao Brasil.
Na obra, os autores Terry Horne e Simon Wootin analisam como a dieta, o ambiente e o estresse afetam a capacidade mental das pessoas.
Grande parte das sugestões feitas no livro tem como base substâncias químicas liberadas no organismo a partir de certas atividades, como fazer sexo.
De acordo com a obra, a penetração durante o ato sexual aumenta os níveis de oxitocina, que estimula o cérebro a pensar em novas idéias e soluções para problemas, enquanto que o pós-coito aumenta a quantidade de serotonina, estimulando a criatividade e o pensamento lógico.
No que se refere à comida, os autores acreditam que ingredientes encontrados no chocolate amargo, como magnésio e antioxidantes, aumentam a oxigenação cerebral. E comer frios, ovos ou peixes no café da manhã dá mais energia e facilita a absorção de nutrientes pelo organismo.
Envolvimento e satisfação
"Durante décadas nós pensamos que a capacidade no cérebro é geneticamente determinada, e agora ficou claro que é uma questão de estilo de vida", explicou Terry Horne, autor do livro e palestrante na Universidade de Lancaster.
Os autores aconselham os leitores a seguirem um "conceito de vida" chamado BLISS (prazer corporal, alegria, envolvimento, satisfação e sexo, na sigla em inglês) para aumentar a performance mental.
E ainda afirmam que quem quer impulsionar o cérebro deve evitar fumar maconha, assistir a novelas e conviver com quem reclama muito da vida.
"Misture-se com pessoas que te façam rir. Evite as pessoas que reclamam demais porque elas podem deixá-lo deprimido", aconselhou Hornes, que ainda defende baixa ingestão de álcool e carnes vermelhas.
Ainda na lista das atividades para estimular a "massa cinzenta", os autores defendem que crianças façam deveres de casa acompanhadas de colegas ou dos pais e que desde cedo sigam uma dieta baixa em gordura, rica em brócolis, peixes com ômega 3, pães e massas integrais.

Música das esferas



Tadeu Penna escreve:



Brian May finalmente terminou sua tese, iniciada nos anos 70. May, 59, se formou em Física no Imperial College, de Londres, após anos de estudo da poeira interestelar, ele abandonou o projeto para se dedicar ao Queen. O interesse pela Física retornou quando ele escreveu "Bang! The Complete History of the Universe," lançado ano passado. Por sorte, ele manteve todas as anotações, escritas à mão, durante todo este tempo.


Da Wikipedia:



Em 1967 entra no Imperial College em Londres, onde se formou em ciências físicas e matemáticas (foi, inclusive, um dos melhores alunos). Em seguida, começou a trabalhar na sua tese de doutoramento em astronomia (tendo trabalhado no Observatório de La Laguna, em Tenerife, Espanha), mas nunca o concluiu. Na verdade, a decisão de ficar em Londres e proseguir com o doutoramento foi igualmente tomada porque só lá Brian poderia perseguir o sonho da música. E, também porque o seu pai não concordava com o seu "sonho da música". No verão de 1967 juntamente com Tim Staffell (vocal e baixo) e Roger Taylor (bateria) formam a banda "Smile", que foi a precursora do Queen, quando da saída de Staffell, substituído por Freddie Mercury (vocal) e John Deacon (baixo).
O facto de não ter concluído o doutoramente deveu-se ao facto de Brian ter de escolher entre as duas paixões: a música e a astronomia. Ambas eram inconciliáveis, pois ambas requeriam um grande esforço e energia. Brian decidiu arriscar e escolheu a música.




Da Folha Online:




O guitarrista do grupo de rock britânico Queen, Brian May, 59, trocou a música pela astronomia e lançou nesta segunda-feira um livro que conta a história do Big Bang e de como o universo evoluiu desde seu suposto explosivo nascimento, há 13,7 bilhões de anos. Autor de sucessos como "We Will Rock You", "The Show Must Go On" e "Flash", o astro uniu forças com dois célebres astrônomos britânicos, Chris Lintott e Patrick Moore, para escrever "Bang! The Complete History of the Universe" (Bang! A História Completa do Universo, numa tradução literal). "Quando fiz 7 anos, ganhei minha primeira guitarra. Foi também quando vi (o programa de TV da BBC) 'The Sky at Night'. E desde então estas duas paixões me acompanham", contou May nesta segunda-feira, na apresentação pública de seu livro. As duas paixões explicam sua trajetória: May obteve um diploma de física no Imperial College de Londres, mas depois de anos estudando a poeira interplanetária, deixou tudo pelo rock, quando o Queen, liderado por Freddie Mercury, se lançou na conquista dos palcos do mundo. Décadas depois, o astro do rock voltou aos livros e telescópios e agora se dedica a finalizar sua tese, esperada com interesse pela comunidade científica.May expressou a esperança de que o livro, de 192 páginas, ilustrado com belas fotografias e cheio de cor, tenha tanto sucesso quanto as músicas do grupo. "Este não é um livro para cientistas. É um livro para todos", afirmou o guitarrista, acrescentando que acaba de aceitar o convite para inaugurar o GTC, o Grande Telescópio Canárias, "que será o maior telescópio do mundo".


Da Wikipedia inglesa:

May was born in Hampton, in Middlesex, and attended Hampton Grammar School (now Hampton School). May is known for being rather quiet and reserved at parties.[citation needed] He has stated in interviews that he suffered from depression in the late 1980s, even to the point of contemplating suicide,[10] and that drug use would have worsened any problems he faced.

sábado, dezembro 01, 2007

Fêmeas agressivas


30/11/2007 - 10h32


Antílope prefere fêmea agressiva


RICARDO BONALUME NETO da Folha de S.Paulo


Assédio sexual, agressividade, promiscuidade. Se elas fossem mulheres não seria possível escrever sobre seu comportamento sexual em um jornal lido por toda a família. Mas elas são antílopes, e a descoberta de como fazem sexo virou de cabeça para baixo um quase-dogma da biologia.
O biólogo Jakob Bro-Joergensen, da Universidade de Jyväskylä, Finlândia, descobriu que entre os antílopes topi africanos (Damaliscus lunatus), o tradicional "conflito sexual" entre indivíduos machos e fêmeas foi invertido.
Em vez de os machos importunarem as fêmeas com pedidos de mais e mais sexo, são essas meninas superpoderosas do reino animal que pedem agressivamente para serem "cobertas", segundo estudo de Bro-Joergensen publicado na revista "Current Biology".
Segundo a teoria do conflito sexual, os machos tendem a ser mais persistentes que as fêmeas em busca de sexo porque o esperma é barato e abundante, ao contrário do óvulo.
Ao macho interessaria fazer sexo com o maior número de fêmeas e com isso espalhar seus genes e ter mais descendentes; já a fêmea guardaria zelosamente seu óvulo para ser fecundado apenas pelo melhor parceiro. "Hoje não, querido, estou com dor de cabeça" é uma frase explicável pela teoria da evolução, de certa forma.
Os antílopes topi têm um padrão de reprodução original. As fêmeas se tornam receptivas aos machos durante apenas um dia, que pode ocorrer num período de um mês e meio por ano. Em compensação, elas fazem sexo com quatro machos em seqüência, em média.
O local da ação é uma espécie de "arena de acasalamento", conhecida como "lek". No centro da arena se posicionam os machos mais vistosos e mais cobiçados pelas fêmeas.
"Quando eu fiz minha pesquisa de doutorado com os antílopes topi, percebi que as fêmeas eram estranhamente agressivas e competitivas quando faziam sexo com machos favoritos. Por que seria assim? Eu suspeitava que neste caso seria provável os machos estarem sendo perseguidos para fazer sexo, o que contrastava com o que geralmente é esperado", disse Bro-Joergensen em entrevista à Folha.
Ele também notou que os machos ficavam completamente exaustos durante picos na atividade reprodutiva, o que o deixou "determinado a investigar se haveria um conflito de interesses entre machos discriminatórios, que eram cuidadosos com o modo como dispensavam seu esperma limitado, e fêmeas agressivas que queriam incrementar seu índice de acasalamentos".
Era comum uma fêmea dominante tentar interromper o coito do macho na qual está interessado. Ela vence pelo cansaço; o macho acaba optando por transar com a intrusa.
Mas há limites. O macho rejeita a fêmea agressiva se eles já tiverem acasalado várias vezes antes. Ele prefere ir atrás das fêmeas mais "sem graça", mas com "quilometragem" relativamente menor, para assegurar que serão mesmo os pais dos filhotes, algo que a "guerra de esperma" no útero das mais fecundadas não garante.
"O que é provavelmente crítico entre os antílopes topi é que as fêmeas são altamente promíscuas, não apenas no sentido de que elas acasalam com vários machos, mas também fazem sexo muitas vezes com cada um. Isso promove a diminuição do esperma nos machos favoritos", diz o pesquisador, hoje trabalhando no Instituto de Zoologia da Sociedade Zoológica de Londres.
A forte sincronia de reprodução e o fato de que as fêmeas preferem uns poucos machos mais "gostosões" aumenta a demanda dos estoques de esperma desses machos favoritos.

terça-feira, novembro 27, 2007

Modelos simples são mais didáticos...


El Nino and the Delayed Action Oscillator


Authors: Ian Boutle, Richard H. S. Taylor, Rudolf A. Roemer
(Submitted on 10 Mar 2006)
Abstract: We study the dynamics of the El Nino phenomenon using the mathematical model of delayed-action oscillator (DAO). Topics such as the influence of the annual cycle, global warming, stochastic influences due to weather conditions and even off-equatorial heat-sinks can all be discussed using only modest analytical and numerical resources. Thus the DAO allows for a pedagogical introduction to the science of El Nino and La Nina while at the same time avoiding the need for large-scale computing resources normally associated with much more sophisticated coupled atmosphere-ocean general circulation models. It is an approach which is ideally suited for student projects both at high school and undergraduate level.
Comments:
13 RevTeX pages, 14 .eps figures included, submitted to the American Journal of Physics
Subjects:
Atmospheric and Oceanic Physics (physics.ao-ph); Geophysics (physics.geo-ph)
Journal reference:
American Journal of Physics 75, 15-24 (2007)
DOI:
10.1119/1.2358155
Cite as:
arXiv:physics/0603083v1 [physics.ao-ph]

Para ler...


Possible Structures of Sprites
Authors: Kwang-Hua W. Chu
(Submitted on 19 Sep 2006)
Abstract: Upon using the hydrodynamic analog we can derive some families of stationary Beltrami field-like solutions from the free Maxwell equations in vacuum. These stationary electromagnetic fields are helical and/or column-like once they are represented in a suitable frame of reference. Possible dendritic and jelly-fish-like patterns of sprites are demonstrated.
Comments: 2005 Feb. works; 5 figures
Subjects: General Physics (physics.gen-ph)
Cite as: arXiv:physics/0609157v1 [physics.gen-ph]

Submission history
From: K.-H. W. Chu Dr. [view email]
[v1] Tue, 19 Sep 2006 09:46:54 GMT (314kb)

Livre arbítrio


26/11/2007 - 10h23


Problema não é no DNA, mas os genes influenciam, diz cientista


da Folha Online


É errado enfocar a análise do comportamento violento na genética. Essa é a opinião do geneticista Renato Zamora Flores, da UFRGS (Universidade Federal do RS), que coordenará as análises de DNA no trabalho com os adolescentes homicidas, como informa matéria da Folha de S.Paulo de hoje (conteúdo exclusivo para assinantes da Folha e do UOL).
No trabalho que irá desenvolver junto com a PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do RS), Flores fará uma análise para avaliar se os meninos têm algum polimorfismo --diferença genética-- que já tenha sido associada a comportamento violento em outros estudos.
"Nenhum polimorfismo age sozinho nem influencia comportamento violento sem um efeito ambiental por trás", diz o cientista. "Mas, na presença de um ambiente estressor, aqueles geneticamente mais frágeis têm o risco muito aumentado."
Acompanhe as notícias em seu celular: digite o endereço wap.folha.com.br
Leia mais
Para grupo de pesquisa, índole violenta é uma doença mental
Estudo vai mapear cérebro de homicidas
Mapeamento cerebral aponta área ligada a competitividade e inveja

domingo, novembro 25, 2007

Seminários de Neurociência



Prezados (as) senhores (as):

Dentre os 200 pesquisadores convidados para os seminários, 15 retornaram o e-mail sobre o local preferível para sua realização. Desses, 10 optaram pelo prédio central e 5 pelo HC.

Sendo assim, nessa nova tentativa de maior adesão aos seminários, a próxima reunião será no dia 29 de novembro, às 17 horas, na Sala da Congregação do Prédio Central da USP.

Palestrante: Prof. Dr. Norberto Cysne Coimbra.
Título: "Vias que Modulam o Medo sob a Óptica da Neuroanatomia Funcional e Tractrografia por Tensão de Difusão (DTI)"

Agradecemos a presença de todos,

Atenciosamente,

Janaína Brusco
Departamento de Biologia Celular e Molecular e de Bioagentes Patogênicos
Laboratório de Estrutura Sináptica
FMRP-USP

sábado, novembro 24, 2007

Quer pena que os humanos não sejam vermes...


Do G1: Quer viver mais? Tome um antidepressivo. Mas só se você for um verme nematóide. Em essência, essa foi a descoberta que fez um trio de cientistas do Instituto Medico Howard Hughes, em Seattle, Estados Unidos. Sabe-se há um bom tempo que certas circunstâncias fazem com que alguns animais vivam bem mais que o normal. Os campeões da longevidade induzida são os vermes Caenorhabditis elegans, mas fenômenos parecidos já foram reportados em criaturas mais próximas dos seres humanos, como camundongos. Em geral, o jeito mais fácil de fazer um animal viver mais é deixá-lo morrendo de fome. Por algum motivo, restrição calórica ativa certos circuitos no organismo que fazem com que ele viva mais. Mas os detalhes ainda não estão totalmente claros. Alguns experimentos de laboratório já demonstraram que também é possível que certas substâncias façam esse serviço para o C. elegans, que é um favorito dos cientistas nesse tipo de experimento por seu tempo de vida relativamente curto: cerca de três semanas. Michael Petrascheck, Xiaolan Ye e Linda Buck estavam justamente à procura de substâncias capazes de produzir um verme-matusalém quando tropeçaram com a mianserin -- um dos 88 mil compostos testados em seus experimentos. Ao ser administrada, ela produziu um aumento no tempo de vida em aproximadamente um terço. Para um verme, é uma semaninha de bônus. Mas, se traduzido para um ser humano, seria algo como se sua expectativa de vida saltasse de 90 anos para 120 anos. E a grande surpresa: a tal mianserin é um antidepressivo que já é usado por humanos. É possível que ele tenha um efeito semelhante em nós? "O problema é que ninguém sabe se o tempo de vida pode ou não ser aumentado em humanos", disse Petrascheck ao G1. "Estamos planejando olhar dados que poderiam indicar se o mianserin tem um efeito no tempo de vida das pessoas que já o tomam. Mas isso é bem difícil, porque os dados de pacientes são protegidos. Além disso, você tem que levar em conta que as pessoas que tomam mianserin sofrem de depressão, o que pode influenciar seu tempo de vida consideravelmente."


Continue a ler aqui.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Marxismo experimental


Stanisław Lem (12 de setembro de 1921, Lviv, então Polônia - 27 de Março de 2006, Cracóvia, Polônia) foi um ensaísta, filósofo e autor de ficção científica polonês.


"A tragédia do séc. XX consiste em não ter sido possível experimentar as teorias de Karl Marx em ratos primeiro".


Stanisław Lem (pronunciation (help·info), September 12, 1921March 27, 2006) was a Polish science fiction, philosophical and satirical writer. His books have been translated into 41 languages and have sold over 27 million copies.[1] In 1976, Theodore Sturgeon claimed that Lem was the most widely read science-fiction writer in the world.[2]
His works explore philosophical themes; speculation on technology, the nature of intelligence, the impossibility of mutual communication and understanding, despair about human limitations and humankind's place in the universe. They are sometimes presented as fiction, but others are in the form of essays or philosophical books. Translations of his works are difficult; Michael Kandel's translations into English have generally been praised as capturing the spirit of the original.


1957 - City of Kraków's Prize in Literature (Nagroda Literacka miasta Krakowa)
1965 - Prize of the Minister of Culture and Art, 2nd Level (Nagroda Ministra Kultury i Sztuki II stopnia)
1973 - Prize of the Minister of Foreign Affairs for popularization of Polish culture abroad (nagroda Ministra Spraw Zagranicznych za popularyzację polskiej kultury za granicą)
1972 member of commission "Poland 2000" of the Polish Academy of Sciences
1973 Literary Prize of the Minister of Culture and Art (nagroda literacka Ministra Kultury i Sztuki) and honorary member of Science Fiction Writers of America
1976 State Prize 1st Level in the area of literature (Nagroda Państwowa I stopnia w dziedzinie literatury)
1981 - Doctor honoris causa honorary degree from the Wrocław Polytechnic
1986 Austrian State Prize for European Literature
1991 Austrian literary Franz Kafka Prize
1994 - member of the Polish Academy of Learning
1996 - recipient of the Order of the White Eagle
1997 - honorary citizen of Kraków
1998 - Doctor honoris causa: University of Opole, Lwów University, Jagiellonian University
2003 - Doctor honoris causa of the University of Bielefeld

segunda-feira, novembro 19, 2007

Homens "emburrecem" diante de loiras, diz estudo


Da BBC Brasil:



Um estudo publicado na revista especializada Journal of Experimental Social Psychology sugere que os homens mudam de comportamento e "emburrecem" para se adequar ao estereótipo da "loira burra".
No estudo liderado pelo psicólogo social Thierry Meyer, da Universidade Paris-X Naterre, o desempenho intelectual dos homens cai quando eles são expostos a fotográficas de mulheres loiras.
Os cientistas fizeram testes de conhecimento geral em homens em duas ocasiões, depois de mostrar a eles diferentes fotos de mulheres. Nas experiências, os homens que viram fotos de loiras tiveram resultados inferiores.
Os cientistas acreditam que os resultados não foram causados por simples distração causada pelas loiras, mas sim porque, inconscientemente, eles teriam sido contaminados pelo estereótipo da "loira burra".
"Isso prova que as pessoas confrontadas com estereótipos geralmente se comportam de acordo com eles", disse Meyer. "Neste caso, as loiras têm potencial para fazer homens agirem de forma mais burra, porque eles 'imitam' inconscientemente o estereótipo da loira burra."
Pesquisas anteriores já mostraram que o comportamento do ser humano é fortemente influenciado por estereótipos. Alguns trabalhos apontaram que as pessoas tendem a andar e a falar mais devagar diante de idosos.
Segundo os pesquisadores, o esterótipo da "loira burra" se intensificou, particularmente, no último século. Nos Estados Unidos, a imagem ganhou peso com a publicação do livro Os homens preferem as loiras, de Anita Loos, em 1925, que trata loiras como desfavorecidas intelectualmente, apesar da atenção privilegiada que elas despertam no mundo masculino.
O romance virou filme estrelado por Marilyn Monroe e contribuiu para fortalecer o estereótipo.
BBC Brasil

Da Wikipedia Quotes: "Well behaved woman rarely make history" - Marilyn Monroe.

terça-feira, novembro 13, 2007

Funes o Memorioso


Drogas para melhorar atividade mental geram debate


Ben Hirschler


O aumento no número de casos de pessoas saudáveis que ingerem pílulas para melhorar sua performance em provas ou no trabalho representa uma preocupação ética e médica de longo prazo, afirmou na quinta-feira a Associação Médica Britânica (BMA).
O órgão deseja promover um debate público sobre os riscos e os benefícios envolvidos na utilização de remédios que aumentam a memória e a concentração, chamados algumas vezes de "aperfeiçoadores de cognição".
A possibilidade de prescrever medicamentos e procedimentos médicos para melhorar a performance intelectual deve expandir-se significativamente nos próximos 20 ou 30 anos devido aos avanços da ciência.
"Sabemos que, provavelmente, haverá uma demanda por esses tratamentos vinda de pessoas saudáveis", afirmou Tony Calland, presidente da Comissão de Ética Médica da BMA, no lançamento de um estudo sobre a questão.
"No entanto, levando-se em consideração que nenhum remédio ou procedimento médico está livre de riscos, seria ético disponibilizá-los para pessoas que não sofrem de doença nenhuma?"
O uso ilegal de medicamentos controlados que aumentam a capacidade mental é bastante comum nos EUA e deve aumentar na Grã-Bretanha, afirmou a BMA.
Hoje, o consumo de produtos farmacêuticos para melhorar a performance limita-se, de modo geral, a certos grupos - em especial, aos estudantes na época de provas.
Entre as escolhas mais comuns incluem-se medicamentos usados no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, como o Ritalina, ou metilfenidato, fabricado pela Novartis AG e por outras empresas.
Tais medicamentos podem ser comprados facilmente pela Internet. No futuro, os cientistas poderão oferecer tratamentos definitivos contra distúrbios de memória ou déficit de concentração por meio de estímulos cerebrais e neurotecnologia.
Esses tratamentos envolveriam técnicas como o estímulo magnético transcraniano, conhecido como "botox para o cérebro", em que pulsos magnéticos são usados para estimular regiões específicas da massa cinzenta.
Esse tipo de tratamento poderia beneficiar os indivíduos e, potencialmente, a sociedade como um todo se aumentarem a competitividade da força de trabalho.
Mas uma "supercapacitação" das funções cognitivas pode ter efeitos colaterais indesejados, como prejudicar a capacidade do cérebro de filtrar informações triviais ou traumáticas, fazendo com que a pessoa seja atormentada por memórias indesejadas ou traumáticas.
Reuters

Ainda sobre o YouTube do Osame

Dos comentários da Roda da Ciência:


Silvia Cléa disse...



Oi, Osame! Quero me ater, ou tentar, aos aspectos ditos "científicos" do tema proposto pelo vídeo: ao meu ver o mais provocativo e instantâneo e a exposição (sua, enqto professor; e, da aluna pega como exemplo em sala de aula).


Desconheço se, tanto vc qto ela, sabiam do fato de seus comportamentos naquele momento estarem sendo gravados (tal ignorância só piora os fatos, na verdade). Mas, com este exemplo, podemos perceber até onde estamos expostos em nosso cotidiano durante nossas práticas laborativas. Esse sim seria um ótimo assunto para debatermos aqui!




Não vi maldade em sua atitude não, Osame. Conheço vc um pouco, através de conversas (em PVT) e dos debates aqui no Roda e de seus posts...não diria que essa é uma de suas características. Mas escrevi aquilo, porque a leitura do vídeo pode conduzir a tal.




Acho que para encerrar este comentário, gostaria de dizer mais uma opinião estritamente pessoal:Não sou a Regina Duarte, ms tenho muito, digamos, medo, das pessoas que ficam falando de si...com ou sem "falsas modéstias". Aqui, todos somos alguma coisa...eu por exemplo, jamais me vangloriei por andar, respirar, mastigar, dormir, acordar, sonhar e até pensar! E olha, que às vezes, tento fazer algumas dessas coisas concomitantemente!!!! ;o))))bjos
12 Novembro, 2007 12:44



OK disse...



OK, OK, Silvia, retiro o que disse (afinal foi um exagero), embora eu tenha aprendido a duras penas que nunca se deve ser condescendente, ou seja, se uma pessoa bem sucedida diz para os outros que se considera mediocre, ela ofende a todas as pessoas que não tiveram tanto sucesso ou sorte assim, pois estaria chamando-as de mais mediocres ainda.




Além do mais, como disse um amigo mais experiente quando eu falei que achava certo fisico brasileiro muito bom, " - Você nunca conheceu um físico realmente bom aqui no Brasil"... O que eu estou querendo dizer é que as pessoas muito sérias, pomposas, que buscam a respeitabilidade social acima de tudo, são essas o principal alvo de chacotas entre seus pares, e nao acho que isso seja fruto do ressentimento Nietzcheniano dos mediocres. Acho que essas pessoas pomposas e arrogantes merecem ser alvo de chacotas sim, porque nao reconhecem o ridículo da situação humana - exemplo, assisti um dos maiores físicos brasileiros, conhecido por sua pouca modéstia, dar uma palestra no IFUSP na frente de 100 pessoas, com a braguilha aberta e sua cueca aparecendo... E ninguem moveu uma palha para avisa-lo...




Será que me fiz entender? É preciso ter senso do ridículo e bom humor nesta vida, senao aí é que seremos realmente tontos (ridiculamente querendo mostrar o que não somos, pobres e estúpidos seres humanos, não importa nosso QI!). Quando Einstein tira aquela foto com a lingua de fora, não era apenas porque ele tinha cacife para fazê-lo e nós não, mas sim para dizer a todos os seus colegas: Se o cientista mais popular da historia nao tem medo do ridículo, querer ser mais sério, mais correto, mais presbiterianamente responsável que ele é o supremo da arrogância... É querer se passar por alguém superior a Einstein...Ou seja, se Einstein lavou nossos pés (fazendo aquela foto), devemos lavar os pés uns dos outros...




Quanto a questão da privacidade em sala de aula (sim, eu nao sabia nem tinha autorizado a filmagem), acho que seria um ótimo tema e eu apóio vocé para que seja um tema de discussão (em dezembro?). Também nao autorizei que se colocasse no YouTube (ainda estou tentando descobrir qual foi o aluno que fez isso), mas uma vez colocado, achei melhor eu patrocinar e divulgar o filme em vez de outros fazerem isso pelas minhas costas. Se eu faco piada de mim mesmo, então não posso ser alvo de piada, concorda? É por isso que judeu gosta de contar piada de judeu...




Finalmente, reconheço que foi uma grande marcada não ter ajudado a Karla a se levantar. Pedi desculpas a ela em público (nos comentários do YouTube), algo que não sei se outros professores "sérios" fariam. Aqueles que nunca pecaram, que atirem a primeira pedra...




Para todos, recomendo a música "Senhas" de Adriana Calcanhoto.


segunda-feira, novembro 12, 2007

Sobre mulheres inteligentes...


12/11/2007 - 10h34
Estudo relaciona curvas femininas à inteligência dos filhos
da BBC Brasil
Um estudo publicado pela revista científica "Evolution and Human Behaviour" afirma que mulheres com curvas são mais inteligentes e têm filhos mais espertos.
A explicação dos pesquisadores é que os ácidos graxos ômega 3, que se acumulam nos quadris e nas coxas das mulheres, servem de alimento para o cérebro e são essenciais para o desenvolvimento neurológico dos bebês durante a gravidez.
Os pesquisadores Stephen Gaulin, da Universidade da Califórnia, e William Lassek, da Universidade de Pittsburgh, usaram dados do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde, nos Estados Unidos, para fazer o estudo e descobriram que a relação cintura-quadril das mães estava diretamente relacionada ao desempenho delas e dos filhos em testes de cognição.
Quanto mais gordura acumulada na parte inferior do corpo das mães, e não na cintura, melhor eram as notas nas provas.
"Coxas e quadris fartos guardam nutrientes essenciais que alimentam o cérebro e podem produzir crianças inteligentes também", disse Gaulin ao jornal "The Daily Telegraph".
Os cientistas acreditam que é essa é mais uma razão pela qual os homens se sentiriam mais atraídos pelas mulheres "com curvas".
"Os homens reagem a isso porque é importante para a reprodução (da espécie)", afirmou Lassek ao jornal.
O estudo também concluiu que mães adolescentes têm filhos com problemas cognitivos porque não têm uma reserva suficiente de ácidos graxos, mas os pesquisadores afirmam que as que têm quadris largos acabam sendo menos afetadas pelo problema.