SEMCIÊNCIA

Blog sobre (minha) vida científica + caderno de pesquisa e referências
Blog about (my) scientific life + notebook of research and references

Quinta-feira, Maio 15, 2008

Encontro sobre Weblogs em Portugal


Este link é para o terceiro Encontro de Weblogs em 2006. Houve outros mais recentes? Em todo caso, vale a pena dar uma olhada no formato e nos temas. Aqui o link para o segundo Encontro.



retiro isto:



Não, os weblogs não vão terminar. É a resposta que dá José Luis Orihuela à pergunta que o próprio coloca. Tudo, porque nada vai voltar a ser como antes.
Primeiro, porque foram descobertos com os blogs amplos recursos tecnológicos que estão agora disponíveis para pessoas comuns. E isso é ponto sem retorno. A comunicação social, enquanto comunicação pública e massiva, nunca mais vai voltar a ser um exclusivo dos grandes grupos mediáticos, também agora as pessoas comuns têm possibilidades de publicação a grande escala.
Depois, porque o crescimento da blogosfera em termos estatísticos é visível e isso é prova de expansão. E por fim,porque os blogs são um "media líquido", que, não conservando a sua forma, se adapta e modifica em conformidade com as situações que se lhe colocam.
Os riscos que poderiam levar ao fim dos blogs são a instrumentalização mercantil dos Weblogs, nascidos amadores e gratuitos.
Os spamblogs, que são já 56% dos blogs em Inglês, são uma ameça, visto que já são mais usaddos que o spam por e-mail.
A apropriação dos blogs por parte dos média, chamada "canibalização" por José Luis Orihuela é um risco, porque degrada a imagem dos Weblogs. Actualmente, qualquer colunista é apelidado de blogger.
A credibilidade, ou a falta dela, é o último dos perigos referidos, visto, que deu origem ao que qualquer pessoa pode publicar.
O desafio que se põe ao bloggers é a Inovação, de acordo com José Luis Orihuela este é o desafio que se poões aos média tradiconais e também aos blogs. O exemplo dado é o de Disck Fosbury, inventor do Fosbury Flop, que se tornou o modelo do salto em altura. A Inovação e superioridade técnica fê-lo sobressair e isto é o que todos nós devíamos fazer na nossa vida, assim como os bloggers.
Citando Jorge Wangensberg, o orador convidado do 3º Encontro afirmou que o " uso criativo de uma nova tecnologia é inconfundível, com a tecnologia não se trabalha menos, trabalha-se com mais ideias".


No fim da comunicação, José Luis Orihuela deixa dez dicas para novos bloggers:
1-Começa a ler blogs
2-Experimenta várias ferramentas
3-Escolhe um tema, um blog disperso fracassa. Domina o tema e fornece muita informação sobre ele.
4-Toma em atenção a qualidade da escrita, não escrevas como uma SMS, um blog é comunicação pública.
5-Faz links para as fontes
6-Esquece as estatísticas e comentários.
7-Espera o tempo suficiente para o promover. Só quando tiveres mais conteúdos interessantes é que merecerás um link.
8-Participa na Blogosfera, comenta o trabalho dos outros.
9-Lembra-te que o blog público, por isso deves ter cuidado com a qualidade.
10-Diverte-te!

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Quarta-feira, Maio 14, 2008

Google Trends




O Google Trends (acima) compara o volume de busca de palavras chave com o volume de notícias referentes às mesmas. É curioso a diferença entre as curvas no caso de Clinton (azul) e Obama (vermelho). Já o Blog Pulse parece fornecer uma série temporal bem mais detalhada. A pensar...

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Sexta-feira, Maio 09, 2008

Motor liquido




Here’s an interesting effect discovered by a group of Iranian physicists at Sharif University of Technology in Tehran, Iran (it’s not often we hear from these guys).
They placed a thin film of water in a square cell and applied two perpendicular electric fields. One was an external electric field. For the other, they used two copper electrodes to generate a voltage across the cell like an electrolysing cell (although no chemical reaction took place).
So they had a pair of electric fields at right angles acting on this thin film. The unexpected result is that the film of water begins to rotate. The team has a number of movies of the effect on its website. They call it a liquid film motor and it’s a quite extraordinary effect. At one point they divide their cell into nine smaller ones and the liquid in each cell rotates in exactly the same way.

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Quarta-feira, Maio 07, 2008

Discussão sobre o índice de Hirsch




While I am lecturing MIT’s 8.012 class (”Mechanics for Masochists”), I don’t have a lot of time to concentrate on my brown dwarf research, so I find myself drawn off by other, shall we say, intellectual dalliances. My most recent distraction has been the so-called Hirsch index, or h-index, a single number that is meant to indicate the “impact” of a researcher’s published work in science. Think of it as baseball stats for science geeks - Ted Williams may have the highest on base percentage, but I’m sure I’ve got him beat on the h-index!

For better or worse, I’ve been contemplating this index quite a bit recently - perhaps too much. In particular, I’ve been concerned about its growing impact (pun intended) on hiring decisions, salary raises, and - perhaps most importantly - the psyches of young researchers who over- or under-estimate how their h-index is perceived. It seemed to me a perfect topic for an extensive blog discussion.


Continue a ler aqui.

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Pesquisa Interdisciplinar e Avaliação


INFORMAÇÕES GERAIS
Local: Auditório do Centro de Convenções da UNICAMP
Data: 8 de maio de 2008
Horário: 8h45 às 17h
Informações adicionais: Claudia Pfeiffer - mailto:claupfe@yahoo.com
Inscrições Gratuitas: http://www.cori.unicamp.br/foruns/tecno/foruns_tecno.php


SOBRE O EVENTO
Instrumentos de pesquisa bibliográfica, criados originalmente como ferramenta de pesquisa em algumas áreas do conhecimento a partir dos anos 50 do século passado, passaram a ser utilizados como indicadores e, portanto, subsídio para avaliações. Esse uso cada vez mais difundido precisa de uma discussão, também difundida em função das diferentes ênfases dos bancos de dados e práticas de divulgação nas comunidades das distintas áreas do conhecimento. Num contexto de crescente interdisciplinaridade, essa problemática torna-se ainda mais complexa. Nesse evento, pretende-se abordar a questão com os distintos olhares acadêmicos envolvidos e necessários para uma avaliação e diagnóstico da pesquisa interdisciplinar.

PROGRAMA
MANHÃ:
8h45 - Abertura
9h00 - Introdução: “Avaliação, indicadores, perfis e disciplinas” Peter A. Schulz - IFGW/Cocen - Unicamp
10h00 - Pausa para Café
10h15 - Palestra e Discussão: “Indicadores da Produção Científica Brasileira: Um Olhar Através das Diversidades” Rogério Mugnaini - Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde
11h15 - Palestra e Discussão: “É Possível Comparar Pesquisadores com Interesses Científicos Diferentes?” Osame Kinouchi Filho - USP - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto
12h15 - Pausa para Almoço
TARDE:
14h00 - Palestra e Discussão: “A Encruzilhada Interdisciplinar: Avaliações e Rupturas” Denise Correa Rocha Lannes - UFRJ
15h00 - Pausa para Café
15h15 - Mesa Redonda (Participação de todos os palestrantes)
“Interdisciplinaridade: Um Caminho Para Uma Avaliação Mais Abrangente?” Mediadora: Silvia Regina Turcinelli - CBMEG- Unicamp
17h00 - Encerramento

ORGANIZADORES:
COCEN - Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa

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Domingo, Abril 27, 2008

Quando os clones não são gêmeos


Um ótimo artigo do Carl Zimmer no NYT, cuja tradução pelo Terra Notícias coloco aqui. Apenas não entendi a tradução Bactéria de tripa humana produz clones idênticos para o título do NYT Expressing our individuality , the way E. Coli do. ("Tripa"? Argh, por que será que o brasileiro gosta de mudar os títulos dos filmes?). O título em português acaba sugerindo exatamente o contrário do tema do artigo

Zimmer, no The Loom (curioso que não existem permalinks ali), anota os seguintes artigos científicos sobre o tema :

Stochastic Gene Expression In A Single Cell

Persister cells, dormancy and infectious disease

Predicting stochastic gene expression dynamics in single cells

Zimmer diz:

Other studies suggest that the unpredictable noisiness in E. coli’s cellular machinery is also responsible for persistence, hairy coats, selfless suicide and vulnerability to viruses. The big question for many scientists is why E. coli has evolved so that noise can produce such drastic changes in its biology.

Mathematical models suggest E. coli uses noise as a way to hedge its bets. A colony of E. coli can’t simply wait until they’re doused with antibiotics to slip into persistence. They’d be killed before they were done. Instead, noise causes a fraction of them to be persisters. If they do get hit with antibiotics, at least a few of them will survive. If the antibiotics never come, the majority of the bacteria can continue to grow and divide.

E. coli appears to follow a universal rule. Other microbes exploit noise, as do flies, worms and humans. Some of the light-sensitive cells in our eyes are tuned to green light, and others to red. The choice is a matter of chance. One protein may randomly switch on the green gene or the red gene, but not both.

In our noses, nerve cells can choose among hundreds of different kinds of odor receptors. Each cell picks only one, and evidence suggests that the choice is controlled by the unpredictable bursts of proteins within each neuron. It’s far more economical to let noise make the decision than to make proteins that can control hundreds of individual odor receptor genes.



É interessante pensar nas colônia de E. Coli como proto-organismos multicelulares, cujo mecanismo de diferenciação celular é estocástico (um mecanismo presente mesmo nos organismos multicelulares, como o exemplo dos neurônios receptores de odor mostra). Se assim é, essa diferenciação poderia ser otimizada em sistemas perto de bifurcações, pois é onde o ruído faria diferença, jogando o sistema de uma bacia de atração fenotípica para outra.

Mais um possível exemplo ilustrando a fé do Santa Fe Institute?



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Sábado, Abril 26, 2008

Possessões e reencarnações tecnológicas


O blog Infoneuro, mantido por algum tempo por Antônio Roque e Gustavo Miranda Forte foi "possuído" por um novo usuário ou robot. Alguém poderia me esclarecer como isso acontece? Aparentemente, as pré-condições são deixar o blog com poucos posts e não fazer o claim dele em algum lugar, por exemplo no Technorati.

Já o meu celular "reencarnou" num novo corpo, bastando para isso transferir seu chip. Hum, mas neste caso o termo não é totalmente adequado, pois na verdade seria mais como um transplante de cérebro. Curiosamente, as memórias (de telefones) do novo chip se misturaram com as do celular anterior.

Mas prossigamos com a analogia: se cada chip de celular equivale a um espírito, e se cada espírito preexiste à sua encarnação em um corpo (o celular), então como explicar os bilhões de chips de celular hoje existentes?

Uma das teorias é que tais chips, na sua vida passada imediata, eram chips animais. Outra idéia é que eles viriam de outro planeta. Mas quando examinamos a memória de tais chips (usando as teclas apropriadas ou o "método de regressão de vidas passadas") não encontramos tais relatos ou informações sobre isso. Pois, afinal de contas, para se ter um bom relato sobre uma vida em outro planeta você tem que ser um ótimo escritor de ficção científica. Mas esses, são raros...

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Sexta-feira, Abril 25, 2008

Xis-Xis blog



Hummm... localizado mais um blog de ciências (de novo, localizado por causa dos comentários aqui). O XIS-XIS é assim definido:

  • Ciência, meio ambiente e comportamento...
  • Em princípio, as fêmeas são XX e os machos XY. Além dessa discreta diferença, nós, mulheres, possuímos alguns bilhões de neurônios a menos. Nada de muito importante, já que nossas ligações cerebrais são imensamente mais eficientes que as deles. Também somos cheirosas, aplicadas e não precisamos mais dos homens para nos reproduzir. Então, vou provar que ciência é coisa de mulher. Que é fácil. E, ainda por cima, muito atraente.

Não entendi se é um blog recente ou a reencarnação no Wordpress de um blog mais antigo. Recomendo dar uma olhada no post Calcule o TAMANHO do seu pé (ecológico).

Lendo a Isis, fico com a impressão que os blogs científicos escritos por mulheres são mais, como direi, "femininos": ou seja, melhor escritos, menos agressivos, mais empáticos e gostosos de ler. Acho que isso fará bastante diferença no futuro dessa mídia.

Boas vindas e tudo de bom para este novo blog de ciência.

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Quarta-feira, Abril 23, 2008

Terremoto na Blogosfera

Portuguese (Português) posts that contain Terremoto per day for the last 30 days.
Technorati Chart
Get your own chart!

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Terça-feira, Abril 22, 2008

Peirce já disse isso...


Recebi um exemplar do livro esta semana. Destaco (claro!) a Introdução do meu irmão Renato.





Por: R$34,20

"Ilustrações da Lógica da Ciência", sem exagero, constitui um pequeno clássico da filosofia ocidental. Mas, a propósito, o que faz uma obra tornar-se um clássico? Em primeiro lugar, a originalidade das idéias nela contidas, isto é, suas inovações em relação ao tempo em que foi escrita. Em segundo lugar, a robustez e a popularidade da obra frente ao exame crítico da posteridade. Com efeito, essa série de ensaios satisfaz completamente esses dois critérios. Em seu todo, essa é uma obra popular, dirigida para o grande público, mas isso em nada diminui sua inegável qualidade.

Qual é a essência do conhecimento científico? Como se dá o processo de produção desse conhecimento? Qual o papel do acaso no mundo natural? Qual a relação entre a probabilidade e o método indutivo? Há uma ordem que subjaz nosso universo? Questões como essas ocupam a mente de cientistas e filósofos há tempos. Charles S. Peirce, propõe-se a discutir esses assuntos. Com a profundidade de pensamento que lhe é própria, Peirce esclarece e discute conceitos que ainda hoje informam boa parte da epistemologia e da filosofia da ciência contemporâneas. Uma obra de referência para cientistas, professores e estudantes dedicados às mais diversas áreas do conhecimento.

"Ilustrações da Lógica da Ciência", sem exagero, constitui um pequeno clássico da filosofia ocidental. Mas, a propósito, o que faz uma obra tornar-se um clássico? Em primeiro lugar, a originalidade das idéias nela contidas, isto é, suas inovações em relação ao tempo em que foi escrita. Em segundo lugar, a robustez e a popularidade da obra frente ao exame crítico da posteridade. Com efeito, essa série de ensaios satisfaz completamente esses dois critérios.
Em seu todo, essa é uma obra popular, dirigida para o grande público, mas isso em nada diminui sua inegável qualidade.

Qual é a essência do conhecimento científico? Como se dá o processo de produção desse conhecimento? Qual o papel do acaso no mundo natural? Qual a relação entre a probabilidade e o método indutivo? Há uma ordem que subjaz nosso universo? Questões como essas ocupam a mente de cientistas e filósofos há tempos. Charles S. Peirce, propõe-se a discutir esses assuntos. Com a profundidade de pensamento que lhe é própria, Peirce esclarece e discute conceitos que ainda hoje informam boa parte da epistemologia e da filosofia da ciência contemporâneas. Uma obra de referência para cientistas, professores e estudantes dedicados às mais diversas áreas do conhecimento.


Mais informações neste site aqui.

Autor: Charles Sanders Peirce

Tradução e Introdução: Renato Rodrigues Kinouchi

Título original: The essential Peirce: selected philosophical writings

Páginas: 200

Edição: 1ª

Ano: 2008

Coleção: Filosofia e História da Ciência

ISBN: 9788598239927

Formato: 23,00 x 16,00

Peso: 0,326

Cód. Fabricante: 3.01.02.1138

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Como aumentar o tráfego do seu blog


Vou listando aqui links que dão dicas para aumento de tráfego:

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ONG promete prêmio a possível criador de "carne in vitro"


Da Folha Online, da France Presse, em Washington


A ONG Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) informou que vai dar um prêmio de US$ 1 milhão para quem, até 2012, criar um método de produzir carne in vitro que seja semelhante em gosto e aparência à de verdade.
Deve ganhar o prêmio o indivíduo que conseguir desenvolver, produzir em escala comercial e ainda vender carne de frango feita em laboratório. O produto deve estar à venda até 2012 em dez Estados norte-americanos a preços competitivos.
"A produção de carne in vitro poderia usar células-tronco animais colocadas em um meio para crescerem e reproduzirem. O resultado imitaria a carne real e poderia ser cozinhada e comida", afirmou a ONG, em um comunicado.
Segundo a organização, como muitas pessoas "se recusam a deixar seu vício por carne, a Peta deseja ajudá-los a ter acesso a uma carne que não causa sofrimento e morte".
Equipes ao redor do mundo já trabalham para produzir carne em laboratório, mas deve levar algum tempo até que esses produtos cheguem de fato ao mercado. No concurso, dez jurados da ONG vão provar a carne artificial para ter certeza de que a textura e o sabor são semelhantes aos do frango comum.
De acordo com a Peta, a medida tem o objetivo de diminuir o sofrimento animal. "Mais de 40 bilhões de frangos, peixes, porcos e bois são mortos por ano de modos horríveis para gerar comida nos Estados Unidos", diz a organização.
"A carne in vitro poderia livrar os animais do sofrimento. Além disso, a carne in vitro poderia reduzir de modo dramático os efeitos devastadores dessa indústria no ambiente", diz.


En passant, achei isso fazendo buscas sobre "chicken":



The game of Chicken, also known as the Hawk-Dove game, is an influential model of conflict for two players in game theory. The principle of the game is that while each player prefers not to yield to the other, the outcome where neither player yields is the worst possible one for both players. The name "Chicken" has its origins in a game in which two drivers drive towards each other on a collision course: one must swerve, or both may die in the crash, but if one driver swerves but the other does not, he or she will be called a "chicken"; this terminology is most prevalent in the political science and economics. The name "Hawk-Dove" refers to a situation in which there is a competition for a shared resource and the contestants can choose either conciliation or conflict; this terminology is most commonly used in biology and evolutionary game theory. From a game-theoretic point of view, "Chicken" and "Hawk-Dove" are identical; the different names stem from parallel development of the basic principles in different research areas.[1] The game has also been used to describe the mutual assured destruction of nuclear warfare.[2]
The game is similar to the prisoner's dilemma game in that an "agreeable" mutual solution is unstable since both players are individually tempted to stray from it. However, it differs in the cost of responding to such a deviation. This means that, even in an iterated version of the game, retaliation is ineffective, and a mixed strategy may be more appropriate.

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Segunda-feira, Abril 21, 2008

O poder do Anel


Luis Brudna, do Glúon Blog, coloca o seguinte comentário no post ABC do LDC, onde afirmei que os critérios de inclusão seguem uma "lógica fuzzy" pois se nem Popper conseguiu definir o que é Ciência, como poderíamos querer definir o que é um blog científico:

luisbr said...

Isso é um problema.
Como manter a qualidade sem fazer patrulha texto a texto?
Vai que algum blogueiro surta e passa a escrever sobre astrologia e leitura das mãos! hehe
Conhecendo a mania pseudocientífica que brasileiro tem, eu ainda acho que isso vai ocorrer cedo ou tarde.

Luís, acho que você levantou um ponto importante: dado que o ABC é um portal patrocinado pelo Departamento de Física e Matemática da FFCLRP - USP, seria o caso de que a inclusão de um link para um blog seria uma expécie de aval ou selo de qualidade IMETRO da cientificidade do blog?


Não tenho respostas prontas para isso. É de comum acordo que blogs específicos sobre pseudociências (entendidas como práticas ou teorias que se dizem fundamentadas cientificamente mas que não são avalizadas pela comunidade científica) e paraciências (entendidas como práticas ou teorias que não afirmam serem fundamentadas cientificamente) não são o objeto primordial do portal (lembrar a letra C do ABC). Assim, existe uma triagem, mas é uma triagem grossa.

Por exemplo, eu imagino que muitos psicanalistas se sentem desconfortáveis caso fossem chamados de cientístas (embora Freud não), pois afinal "todo mundo sabe" que a Psicanálise é maior e mais ampla que uma disciplina científica. Sendo assim, caso um blogueiro psicanalista como o Rogério Silva, do Freud Explica, participante da Roda da Ciência, quiser se inscrever no Portal, ele seria filtrado fora?

Por outro lado, eu tenho visto textos e comentários tão fracos (do ponto de vista científico - ou seja, cheios de falácias e pensamento sofismático) em blogs "céticos" ou de "ateísmo militante", que pretendem "defender a ciência", que uma filtragem estrita em termos de qualidade também deveria excluí-los...

Ou seja, em que sentido a Blogosfera pode divulgar ciência ou cultura científica? Será que não seria melhor dizer que o que a Blogosfera Científica faz é uma "conversação sobre ciência", como o Science Blogs da SEED afirma? Ou seja, assim como a USP não avaliza nossas conversas (na cantina) sobre ciência e filosofia, também o portal ABC não o faria. Mas patrocinar essas conversas ajudaria principalmente a enfraquecer estereótipos sobre a ciência. Isso já seria um grande feito.

Quem vai dar o selo de qualidade final de cada blog é o "mercado" (hummmm, quem diria que um dia eu me expressaria deste modo!), ou seja, os leitores e blogueiros, com as avaliações em forma de comentários, número de visitas, autoridade Technorati de cada blog etc. OK, OK, não apenas o "mercado" leitor, pois sempre estaremos "puxando a sardinha" para propósitos educativos...

O objetivo de um portal de blogs científicos poderia ser patrocinar um elenco selecionado de blogs científicos strictu sensu. Ou talvez apenas blogs pedagógicos. Talvez outros portais o façam, mas no presente estágio, o objetivo do ABC é outro: um mapeamento extensivo da blogosfera científica latu senso (até agora localizamos 130 blogs, que estão sendo convidados), uma facilitação de acesso visando catalizar sua expansão, pois acreditamos que a qualidade vai emergir da quantidade: a blogosfera científica brasileira talvez ainda não tenha massa crítica para esse salto qualitativo.

Bom, essas são tentativas de respostas, mas o problema colocado é intrigante. Assim, no I EWCLiPo - Encontro de Weblogs Científicos em Língua Portuguesa, uma das mesas redondas será dedicada à essa questão.

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Domingo, Abril 20, 2008

Itinerância caótica com outro nome

Ler e mandar para Juliana Dias. Verificar as referências, especialmente a do New Journal of Physics. Ver também:

Neuroscience: States of mind: Nature 425, 912-913 doi : 10.1038/425912a

Neural networks with transient state dynamics

Claudius Gros 2007 New J. Phys. 9 109 doi: 10.1088/1367-2630/9/4/109 Help


Claudius Gros1
Institute of Theoretical Physics, J.W. Goethe University Frankfurt, 60438 Frankfurt, Germany
1 http://itp.uni-frankfurt.de/˜gros

Abstract. We investigate dynamical systems characterized by a time series of distinct semi-stable activity patterns, as they are observed in cortical neural activity patterns. We propose and discuss a general mechanism allowing for an adiabatic continuation between attractor networks and a specific adjoined transient-state network, which is strictly dissipative. Dynamical systems with transient states retain functionality when their working point is autoregulated—avoiding prolonged periods of stasis or drifting into a regime of rapid fluctuations. We show, within a continuous-time neural network model, that a single local updating rule for online learning allows simultaneously (i) for information storage via unsupervised Hebbian-type learning, (ii) for adaptive regulation of the working point and (iii) for the suppression of runaway synaptic growth. Simulation results are presented; the spontaneous breaking of time-reversal symmetry and link symmetry are discussed.

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A mecânica quântica de Jim Carey


Muita chuva aqui em Ribeirão, sem nada para fazer a não ser navegar, ler artigos, mexer no portal ABC, blogar aqui. Hummmm, preciso descobrir em que canal passa a Battlestar Galactica.

OK, OK, eu sei que deveria estar escrevendo o paper com o Pablo Batista e Alexandre sobre os índices de rankeamento na rede de citações da American Physical Society. Ou poderia estar escrevendo o paper da itinerância caótica e teoria de sonhos com a Juliana Dias, ou o paper da formação de colônias como processo crítico com o Thiago, ou ainda iniciar o novo artigo com Peter Riegler, Roque, Rosa e Adriano sobre os novos dados que coletamos sobre a culinária.

Por falar nisso, parece que o Peter eliminou aquela possibilidade da lei de potência de frequência de uso dos ingredientes ser uma lei lexical simples tipo lei de Zipf: a forma da curva é diferente, o expoente é diferente. Ele verificou isso em um livro de receitas judaicas kosher disponível na internet. Faltam agora os dados do Roque sobre a culinária chinesa - acho que depois disso poderemos descansar e deixar para outros a tarefa de polir os resultados.

Bom, se você está entediado como eu, dê uma olhada nesta entrevista com Jim Carey. Fica a pergunta: Jô Soares copiou seu programa desse tal de Conan ou do David Letterman?

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Crianças e Trolls


Angélica Mandrá até agora listou 120 blogs a serem convidados para o Anel de Blogs Científicos e estima que seu número passará de 200. Uma de suas conclusões é a de que nenhum deles se dedica à divulgação científica para crianças. Isso me motivou a dar uma olhada na Revista Ciência Hoje das Crianças. Sendo físico, cliquei curioso na relação de artigos de Física e Química (humpf! a Biologia têm quatro seções de artigos, mas a Física apenas 1/2).

Estes são os artigos encontrados:
*A química da digestão
*A transformação dos alimentos
Aprenda física se divertindo!
*Ciência para fazer bolo
Energia elétrica: economizar no que for preciso
Experiência: o ar existe?
Experiências eletrizantes!
Magnetismo e eletricidade
O balão que não estoura
*Ovos coloridos!
Para fugir dos raios
Pedra que te quero ouro
Plásticos do futuro
Tem ciência no picadeiro!

Interessante que aí se encontra quatro artigos ou experiências sobre alimentos. Mais uma evidência de que a cozinha é um grande laboratório de física e química, um laboratório acessível a qualquer um.

Nossa recente experiência (Roque, Rosa, Adriano, Pedro e eu) com a mídia sobre o artigo da culinária (que por acaso está na mão dos referees do New Journal of Physics) trouxe algumas reflexões: uma delas é a de que um artigo científico causa polêmica quando trata de algum assunto no qual as pessoas têm confiança que conhecem: no caso, a culinária. Se você acha que os cientistas são por vezes arrogantes, então leia os comentários dos leitores da New Scientist... Mas talvez tenha sido culpa minha: violei o princípio de "Don´t feed the trolls".

PS: Para ver o significado da figura, vá para o Gluon Blog.

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Para ler e mandar para o Alexandre, Pablo e Mônica


EDITORIAL

To Share the fame in a fair way, h_m modifies h for multi-authored manuscripts

Michael Schreiber

2008 New J. Phys. 10 040201 (9pp) doi: 10.1088/1367-2630/10/4/040201
Michael Schreiber
Institut für Physik, Technische Universität Chemnitz, 09107 Chemnitz, Germany
E-mail: schreiber@physik.tu-chemnitz.de

Abstract. The h-index has been introduced by Hirsch as a useful measure to characterize the scientific output of a researcher. I suggest a simple modification in order to take multiple co-authorship appropriately into account, by counting each paper only fractionally according to (the inverse of) the number of authors. The resulting hm-indices for eight famous physicists lead to a different ranking from the original h-indices.

Received 16 November 2007
Published 10 April 2008

OK, OK, ninguém disse que o h_I era perfeito, mas sim um degrau na busca de índices melhores. Agora já existem três tipos de índice h individuais (existe um, não publicado, mas usado pelo site Publish or Perish, que calcula vários índices usando o Google Scholar). A popularização dos mesmos é importante, pois são os únicos índices que combatem a corrupção de incluir gente demais nos papes.

Precisaríamos fazer um estudo sobre se existe uma curva universal para P(h_m), como foi encontrada para P(h_I).

Overall, I’m more interested in physics than citations
By Jorge Hirsch, Physics Professor, University of California San Diego, USA

Many people ask me why I came up with the “highly cited index” or h-index, a method for quantifying a scientist's publication productivity and impact. Basically, the truth is that I dislike impact factors because, due to the controversial nature of my articles and research, I’m unable to get my work published in journals with high impact factors. Despite this, many of my articles have received large numbers of citations.

Background of the h-index

At many institutions, including my own, citation counts are considered during decisions relating to hiring, promotion and tenure. Despite the fact that citation counts can contain misinformation, for example, when many co-authors or self-citations are involved, they form a basic quantitative measure of a researcher’s output and impact. Hence citation counts should play an important role in evaluations, even if (or maybe especially when) the papers are not published in “high-impact journals.”

The h-index is about providing a simple objective measure for research evaluation.

In the summer of 2003, I first discussed the concept and mathematical calculation of the x-coefficient, as I initially called the h-index, with some colleagues at UCSD, and started to use it informally in evaluations. I wrote up a draft paper but wasn't sure it would be of sufficient interest for publication. In the spring of 2005, I sent the paper to some colleagues and asked for comments. Some time later, a colleague from Germany emailed me inquiring about the index and expressing great interest. Then I decided to upload my h-index paper1 onto the Los Alamos server, which I did on August 3, 2005. I was still not sure whether to publish it in a refereed journal. To my surprise, the preprint received a very high level of interest. Before long, I found my email box filled with comments related to the article.

In essence, the h-index is about providing a simple objective measure for research evaluation. Since it is not related to the popularity of a journal, this index is a way to put more democracy into research performance measurements. In fact, papers that receive high numbers of citations in “low-impact” journals should be especially noteworthy.

Possible improvements to the h-index

Naturally no single quantitative measurement is sufficient on its own. One can add other features of the citation distribution besides the h-index to reflect additional citation information. For example, one may also consider the slope (first derivative) and curvature (second derivative) of the distribution, as well as the integral (total number of citations), as additional criteria. In the relation NTotal = ah2, a is normally between 3-5, but deviations do occur.

The h-index does not normalize for the number of years that a researcher has been active. This can be done by dividing by the time since graduation or receipt of a PhD: h(t) = mt (where m is expected to be approximately time independent). It is also interesting to normalize the h-index taking into account the number of co-authors. Furthermore there are variations in the h-index between different disciplines and subdisciplines.

Will I continue my investigation into indicators of research evaluation? To some extent, yes; however overall, I am more interested in physics than citations.

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Whaling no CNPq

Do blog Circuito Integrado da Folha:

Já tem versão nacional o esquema de estelionato digital que, nos Estados Unidos, vem sendo chamado de whaling (um phishing para graúdos). É menos elaborado que o americano, mas segue na mesma vertente. O e-mail, que traz o assunto "Relatório de investigação", é simples e severo, aparentando ser algo oficial. Sem mais delongas, diz apenas "PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO N.º tal". E depois manda ver: "Assunto: INTIMAÇÃO PARA COMPARECIMENTO EM AUDIÊNCIA, relativa ao procedimento investigatório em epígrafe, em tramitação nesta Regional, conforme despacho em anexo". O tal despacho em anexo é um link para um arquivo zipado. Se e quando a vítima em potencial clicar, passa a ser vítima real.

Uma versão desse programa invasor têm sido mandado aos pesquisadores do CNPq, via o e-mail institucional:
Subject: INTIMAÇÃO PARA COMPARECIMENTO EM AUDIÊNCIA
Date: Sun, 22 fever 2008 15:40:55 +0000

PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO N.º 324/2008


Assunto: INTIMAÇÃO PARA COMPARECIMENTO EM AUDIÊNCIA, relativa ao procedimento investigatório em epígrafe, em tramitação nesta Regional, conforme despacho em anexo.

Executivos dos EUA caem no conto do processo

Culpa no cartório

Cada vez mais sofisticados, os vigaristas que lançam mensagens falsas para roubar dados pessoais de suas vítimas estão conseguindo até enrolar aqueles que, supostamente, são os mais espertos da sociedade, os grandes executivos de de empresas norte-americanas.

Pelo visto, trata-se apenas de, como se diz, apertar os botões certos. Montes de altos executivos vêm recebendo e-mails informando que está aberto contra eles processo na Justiça dos EUA e que eles terão de comparecer frente um a um corpo de jurados.

A mensagem, que inclui os nomes do executivo e da empresa, diz ainda que ele deve clicar num link para ler o texto completo da intimação. Quando o faz, automaticamente permite a instalação de um software que grava tudo o que dedilha no teclado e manda para o computador do vigarista, que então pode descobrir senhas e dados confidenciais da empresa.

O software também serve para escravizar o computador da vítima. Segundo revela o repórter John Markoff, do "The New York Times", menos de 40% dos softwares comerciais de antivírus foram capazes de detectar o programa e interceptar o ataque.

Essa nova modalidade de ataque foi apelidada de whaling, um jogo de palavras com phishing (que já é um jogo de palavras com fish, fishing, pescaria) e whale, baleia. Ou seja, caça aos graúdos.

O que impressiona é a facilidade com que os executivos são enganados: as estimativas de vítimas estão na casa dos vários milhares. É que os vigaristas conseguiram acertar num ponto sensível do mundo corporativo norte-americano, o temor a processos. E, talvez, cada um ache que, efetivamente, tenha feito algo que possa ser tema de uma ação judicial...

Várias cortes de Justiça já colocaram em seus sites avisos sobre a manobra.


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