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Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Marina Silva diz que sofreu mais preconceito por ser evangélica do que por ser negra, pobre ou mulher



Marina Silva diz que não vai votar no Lula pela primeira vez

Senadora acredita que se o país “já elegeu um sociólogo e um metalúrgico, está pronto pra eleger uma mulher”


A senadora ambientalista, Marina Silva, de 51 anos, conta em entrevista à “TPM” que, pela primeira vez, não vai votar no presidente Luiz Inácio lula da Silva, já que o presidente não será candidato às eleições de 2010. “Ainda bem”, complementa Marina, que vai concorrer à presidência no próximo ano.

Ela fala à revista sobre como foi a infância na floresta e como superou doenças como leishmaniose, malária e hepatite que, até hoje, a obrigam a fazer uma dieta específica.

Mesmo assim ela não costumava reclamar da vida e diz que sofreu mais preconceito por ser evangélica do que por ser negra, pobre ou mulher. Mesmo sabendo que o Brasil é um país machista, ela acredita que se a população “já elegeu um sociólogo e um metalúrgico, está pronto pra eleger uma mulher”. Segundo a senadora, o país é muito ousado e “a sociedade brasileira é capaz de se colocar à frente de seus próprios

Uma revolução na área da Genética?

Se a visão de que para cada doença genética temos centenas ou milhares de genes como possíveis fatores, cada um deles explicando apenas uma pequena quantidade de casos, se tornar dominante, teremos uma revolução nas "promessas do genoma" para a medicina. Se isso se confirmar também para organismos mais simples como o Amarelinho e o genoma do câncer, teremos uma revolução até mesmo dentro da FAPESP...


Uma visão ainda mais radical é que uma doença "genética" é desencadeada por vários fatores cooperando ao mesmo tempo, parte deles genéticos, parte epigenéticos, parte ambientais, parte puramente acidentais. Ou seja, a probabilidade de ocorrer uma dada doença seria dada, por exemplo, por um perceptron sigmoidal com N entradas:


Y = SIG( SUM_i W_i X_i - Lambda)


onde Y é a probabilidade da doença ocorrer, SIG é a função sigmoide, SUM é o somatorio, W_i é o peso com que o fator X_i contribui para a doença e Lambda é um limiar).


Imaginem agora se tivermos N da ordem de dezenas ou mesmo centenas (ou mesmo milhares, pois parte dos X_i podem ser tão individuais como traumas psicológicos de tipo específico). Teremos centenas de fatores que contribuem, mas nenhum decisivo, nenhum necessário. Basta apenas que o campo total h = SUM_i W_i X_i , ou seja, a soma ponderada dos fatores, seja maior que o limiar para que a doença "genética" se desenvolva.


Isso seria o fim de qualquer tipo de terapia gênica e certamente, de qualquer prática eugenista. Ou seja, a Eugenia sairia do campo da ética (não fazer eugenia por motivos políticos e éticos) e cairia no campo científico (ou seja, a eugenia para eliminação de "doenças genéticas" simplesmente não iria funcionar na prática, não seria factível ou operacional). Infelizmente, as promessas das terapias gênicas também se mostrariam inviáveis, e os recursos da FAPESP e CNPq iriam para outras linhas de pesquisa...


É claro que os mecanismos poderiam ser redes ainda mais complexas do que perceptrons! Poderiam ser perceptrons multicamadas ou mesmo redes com feedbacks, ou seja, redes onde os atratores seriam os fenótipos, os organismos seriam multifenotípicos e os diferentes atratores seriam atingidos dependendo da história do indivíduo, da fecundação até o presente estágio psicológico do mesmo. Dinâmicas que dependem fortemente da história passada são chamadas de "dinâmicas vítreas", por analogia com um dos maiores mistérios da física atual que é a teoria dos materiais vítreos.


As figuras acima mostram um perceptron simples, um perceptron multicamadas e uma rede de atratores. Se você quiser saber mais, basta consultar a Wikipedia, de preferencia em inglês!


A notícia do NYT:

A Genetics Company Fails, Its Research Too Complex

DeCode Genetics, a pioneering company that used the Icelandic population as its guinea pigs in detecting disease-causing mutations, filed for bankruptcy on Tuesday.

deCode

A lab at deCode Genetics, which found that the genetic nature of human disease was far more complex than anyone thought.

The company’s demise suggests that the medical promise of the human genome may take much longer to be fulfilled than its sponsors had hoped. Based in Reykjavik, Iceland, it was founded in 1996 by Dr. Kari Stefansson, a research neurologist who worked at the University of Chicago and at Harvard. After the human genome sequence was achieved in 2003, Dr. Stefansson quickly realized that Iceland’s excellent medical records, combined with the genealogical information available on its close-knit population, provided a fine test bed for seeking the roots of genetically complex diseases like cancer, diabetes and schizophrenia.

DeCode quickly became the leader in the worldwide race to identify the causes of common disease. The company’s researchers discovered mutations linked to schizophrenia, heart disease, diabetes, prostate cancer and many other illnesses. Its approach was to identify the mutations first in Icelanders and then to confirm them in other populations.

Whatever business errors deCode may have made, a principal reason for its downfall is scientific — the genetic nature of human disease has turned out to be far more complex than thought.

Many researchers expected that just a handful of genetic mutations would explain most cases of any given major disease. But the mutations that deCode and others detected in each disease turned out to account for a small fraction of the overall incidence. Natural selection seems to be much more efficient than expected at ridding the population of dangerous genes, even of those that act well after the age of reproduction. That leaves thousands of different mutations, each very rare in the population, as the probable culprit. And because most of the mutations are rare, they are extremely hard to find.

The mutations that deCode detected in each major disease were responsible for too few cases to support the development of widely used diagnostic tests or blockbuster drugs.

Today’s bankruptcy affects deCode Genetics, the parent company based in the United States that owns the Icelandic operation, called Íslensk Erfagreining. That operation is being put up for auction and, depending on the wishes of its new owners, could continue its gene-hunting efforts much as before.

“It’s not a happy day but it would be worse if the genetics operation were not to continue,” said Edward Farmer, deCode’s chief communications officer. The discovery that major diseases do not have any simple genetic pattern of causation has dealt a serious setback to the gene-hunting field as a whole, and researchers are trying to figure out their next move.

“DeCode has been very successful using genome-wide association studies, and among the first to publish many discoveries,” said Dr. David Altshuler, a medical geneticist at the Massachusetts General Hospital. But he expressed optimism that the human genome project would succeed despite deCode’s stumble.

“It would be a mistake to draw any connection between the medical promise of the human genome and the success of a specific company and business model,” he said.


Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Maximizando a criatividade na ciência

Monday, November 16, 2009

The Curious Threshold For Creativity

A new model of society suggests that we should spend no more than 50 percent of our time being creative

When it comes to creativity, it's easy to imagine that more is better. Creativity lies at the heart of science. It solves problems and drives innovation. Then there's the small matter of art and literature. Humanity's self expression and aesthetic explorations are born of our creative drive.

And yet creativity has its downsides too, say Stefan Leijnen and Liane Gabora at the University of British Columbia in Canada. Creative solutions can only spread if they are adopted by other individuals. These imitators play an important role in society. They act as a kind of memory, storing the results of successful creative strategies for future generations. But the time that individuals spend creating means less time imitating. Clearly we cannot all be creators all the time but neither can we all be imitators.

That raises an interesting question, say Leijnen and Gabora. How much creativity does a society need to optimize the evolution of ideas?

To find out, they built a computational model that simulates the way ideas are created, how they spread and how they evolve in a society. The model simulates the behaviour of agents that invent new ideas by modifying existing ones, that imitate these ideas and also think, in the sense that they are able to evaluate new ideas before trying them out. The agents are assessed against a fitness criteria and reproduce accordingly. A new generation then repeats the process and so on.

Leijnen and Gabora measure the success of creativity versus imitating by looking at the fitness of the society as a whole and how this changes over time.

Of course, real individuals are both creators and imitators. In their simulations, Leijnen and Gabora find that society benefits most when individuals spend less than half their time creating and the rest imitating. When that happens, there is scope for everyone to be creative without any drop in society's fitness.

But if some individuals spend all their time creating and none imitating, this situation changes. In that case, a maximum of 30 per cent of a population can be creative, without society suffering. Which means that 70 per cent of individuals are condemned to a life of mindless copying.

What does that mean for us? It's hard to say. It would be easy to question how well the model and, in particular, its fitness criteria applies to the real world. But that would be to miss the point of an interesting attempt to model the evolution of ideas.

The implication is that we should spend less than 50 percent of our time being creative, if we want to maximise the benefit of our ideas to society.

What we lack here is a good understanding of what it means for real humans to be creative and how much time it is possible to spend on this task. Given the unavoidable demands of being human: the need for sleep, food, sex, relaxation which all involve a certain amount of creativity and copying etc, it's quite possible that it's physically impossible to spend anywhere near the 50 percent threshold on being creative. That would imply that we can safely pursue creativity as a goal in our society for the foreseeable future.

There's another interesting idea. It may be possible that evolution has already solved this problem: that humans have evolved in a way that optimises the spread of ideas through society. So the balance between creativity and imitation in ou lives is built inot our genese and culture. That's one for the anthropologists.

Ref: arxiv.org/abs/0911.2390: How creative should creators be to optimize the evolution of ideas? A computational model

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

O tipo de evangélico que apóia José Serra...

O pessoal ainda não se tocou que existem evangélicos e evangélicos: Evangélicos adotaram o Criacionismo no século XIX para combater o Movimento Eugenista que se dizia ser científico e Darwiniano na época. Não temos apenas Sarah Palin e Bush no campo evangélico. Martin Luther King era evangélico, Obama é evangélico. Existem evangélicos do lado bom da Força e do lado Negro da Força. O mesmo vale para os ateus (na verdade, especialmente para os ateus, do not forget Stalin, please!).

Garotinho apóia Dilma, e agora "Magnus Carlo" apóia Serra.

E ainda criticam Marina Silva, cuja trajetória está ligada à Teologia da Libertação...

Sem comentários...

Obrigado a exilar-se novamente, Serra foi para os Estados Unidos, onde obteve outro mestrado e o doutorado em Ciências Econômicas pela Universidade de Cornell.
E foi, por dois anos, professor do Instituto de Estudos Avançados de Princeton.


Ou melhor, um comentário: a informação de que Serra foi professor na Universidade de Princeton (divulgada em seu site oficial como governador, a menos que ele tenha deletado isso) é falsa: Serra foi pesquisador convidado do diretor, e não erana Universidade de Princeton mas numa faculdade particular sem vínculo com a Instituição. E fez o mestrado e o doutorado em Cornell em quatro anos não por ser um gênio, mas por serem cursos latu sensu. E, até agora, não se encontrou a dissertação de mestrado de Serra na completíssima biblioteca de Cornell, não se sabe por que...

Eu só não faço um comentário sobre o tamanho do currículo do Magnus Carlo porque tenho medo de ser processado (acho que a mãe dele é advogada). Mas que um jovem de 26 anos tenha tal currículo só é possível para essoas que têm Magnus no próprio nome...
 
ABECAD - Ver site de apoio a José Serra aqui.

É uma sociedade e agremiação contra as drogas de caráter cultural que congrega estudantes, professores e pais de todo o Brasil. Fundada de fato em 1990 e juridicamente em 2004, com Sede Nacional à Rua 18 n 1363, sala 3, Centro, cidade de Ituiutaba – MG,CEP.38.300.00. Recebe colaboração financeira do Seminario Internacional de Teologia. O processo para associar é por meio de inscrição na ABECAD ou matrícula no Curso Antidrogas e obtenção de uma carteirinha, qual contém as razões educativas e preventivas contra o uso e consumo de drogas. www.abecad.com.br
Dr. Omar Silva da Costa e o Exmo Sr. Presidente da República Fernando Henrique Cardoso
maconha picada
Atendemos também alunos de escolas públicas, particulares e universitários, desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até bacharelados (preferencialmente dos 12 aos 18 anos). Qualquer interessado poderá enviar mensagens, remetendo rol de novos associados e as seis questões da prova do Curso e, dentro de poucos dias, a secretaria da ABECAD providencia a carteirinha e o curso escolhido.
Do rol, em cada escola será nomeado um estudante como Delegado Antidrogas, para representar a ABECAD, na referida comunidade escolar. A ABECAD não cobra mensalidade; por isso cresce em número de associados a cada dia que passa. Envie o formulário da inscrição e uma redação antidrogas e 50 reais, digo 25 reais para associar ou; 60 reais, digo 30 reais para fazer o curso remetendo as respostas das seis questões. e 300 reais digo 150 reais para o curso avançado de especialização em todos os casos você recebe a Carteirinha grátis para pagar meia. Depositar na conta n 20.756-0, agência 0204-6, Banco do Brasil S/A , Ituiutaba - MG., e fazer o pedido via site, fone ou fax (34) 3261-3853, (34) 9965-8260, Correios ou e-mail:
www.colecaosaude.com.br .

haxixe (placa)
bastão de maconha(proveniente da Tailândia)
O curso poderá ser feito por qualquer estudante e, ainda pessoas diversas como um político, por exemplo, que deve e precisa saber muito sobre cursos antidrogas; isso para aumentar mais a bagagem e conhecimento e proferir com mais facilidade, palestras e seminários em escolas, associações de bairros e entidades e saber o que falar e como falar diante da Imprensa e de pais que estão vivendo o problema. Uma educadora, um religioso ou um presidente de bairro ou de associação diversa pode e deve da mesma forma, fazê-lo.
O Livro é dividido em 8 capítulos distintos; 01-considerações preliminares; 02-principais drogas, países e efeitos; 03-por qual motivo um jovem usa droga; 04-personalidade; 05-adolescente; 06-prevenção escolar; 07-recuperação, crimes e penas e, 08-religião. A entidade é detentora dos direitos autorais do livro "Escola e Comunidade no Combate às Drogas", lançado no mercado a preço de 60 reais, apropriado para adolescentes, estudantes, pais, educadores e autoridades.
cacto peyote
Papoula Papaver
A ABECAD detém, também, os direitos autorais de mais dois livros: “Tabagismo – O Amigo do Câncer” e “Dramaturgia – Viva a Vida Sem Drogas”. Ambos doados pelo escritor Dr.Omar e o lucro é para cobrir as doações dos cursos. Esse último é um teatro que pode ser encenado em escolas e que visa exclusivamente, à prevenção e conscientização contra o uso e consumo de drogas, inclusive explicando sobre todas as penas e punições para usuário e traficante, também a preço de 60 reais cada exemplar já com a promoção.0
A Secretaria de Saúde, ou de Educação ou de Desportos, ou mesmo a Câmara Municipal, pode e deve adquirir essas obras para serem distribuídas para as bibliotecas escolares, diretoras, professoras, representantes de classes, COMEN e, assim, todos darem as mãos contra o uso e consumo.
raspagem do fluido do ópio

BIOGRAFIA E OUTRAS OBRAS DO AUTOR

Qualificação:

Magnus Carlo de Oliveira Costa, 1983, filho de Omar Silva da Costa (advogado, politíco, escritor, empresario e professor) e de Márcia Helena de Oliveira Silva (professora, pedagoga, inspetora, orientadora e diretora), irmãos de: Kellen Cristine de Oliveira Costa (22 anos, advogada e diretora do departamento jurídico do SBTe) e, Issacar de Oliveira Costa (17 anos, Levita em 5 instrumentos e estudante de medicina).

Obras do Autor:

01 - Escola e Comunidade no Combate às Drogas;
02 - Dramaturgia – Viva a Vida sem Drogas;
03 - Tabagismo, o Amigo do Câncer;
04 - Efeitos Maléficos da Maconha;
05 - Cocaína, o Caminho do Manicômio;
06 - Crack e Êxtase, o Caminho da Morte;
07 - Compêndio das Leis Antidrogas;
08 - Danos e Drogas do Alcoolismo;
09 - LSD e Heroína;
10 - Alcoolismo;
11 - Curso de Oratória Política;
12 - Projeto Reeleição;
13 - Regimento Municipal;

Faculdades que estudou:

01 - UEMG - Universidade Estadual de Minas Gerais.
02 - UnB - Universidade de Brasília/SENAD;
03 - FAMA - Faculdade Aldete Maria Alves
04 - Seminário Internacional de Teologia
05 - Seminário Brasileiro de Teologia
06 - UNOPAR -Universidade Norte do Paraná07 - Faculdade Internacional de Cursos Livres

Faculdades e Escolas que lecionou:

01 - Escola ABECAD
02 - Escola de Lideres
03 - Associação dos Missionários.
04 - Seminário Brasileiro de Teologia.
05 - Seminário Internacional de Teologia.
06 - Escola de Líderes e Pastores.
07 - Faculdade Internacional de Cursos Livres

Vida Ministerial e Profissional

01 - Evangélico.
02 - Professor de Escola Bíblica Dominical.
03 - Fundador da ABECAD.
04 - Conferencista Internacional desde 2005.
05 - Administrador de empresas
06 - Professor
07 - Escritor


Filantropia

01 - Monitor não remunerado de Casa de Recuperação de viciados.
02 - Monitor não remunerado da ABECAD.
03 - Conselheiro não remunerado da Associação dos Aposentados.

Cursos que estudou:

01 - Direito
02 - Marketing
03 - Economia Publica
04 - Contabilidade Empresarial
05 - Filosofia Religiosa
06 - Administração de Empresa Aplicada
07 - Psicologia Pastoral
08 - Direito Eclesiástico
09 - Bacharel em Teologia
10 - Mestrado Teologia Bibliológica
11 - Doutorado em Teologia da Divindade
12 - Phd Judaísmo Messiânico
13 - Prevenção Antidrogas
14 - Assistiu dezenas de cursos, simpósios, conferencias, semanas, palestras e outros.

Palestras e conferências

Ministrou centenas de cursos e palestras teológicas e antidrogas (para milhões de religiosos e mais de duzentos mil alunos em escolas oficiais) no Brasil e Exterior;

Honra ao Mérito e filiação em Associações, Conselhos, Ordens e Academias:

01 - Academia Internacional de Professores Contra as Drogas
02 - Conselho Mundial de Magistrados e Educadores Contra as Drogas
03 - Ordem Internacional de Bacharéis Contra as Drogas
04 - Associação Nacional de Mestres e Educadores Contra as Drogas
05 - Associação Brasileira dos Estudantes Contra as Drogas
06 - Ordem Internacional dos Teólogos e Doutores;
07 - UMUPE - União Mundial dos Pastores Evangélicos;
08 - MEEU - Ministério de Evangelização Européia;
09 - ALBC - Academia de Letras do Brasil Central;
10 - ABOE - Academia Brasileira de Oradores Evangélicos;
11 - ABRAME - Academia Brasileira de Mestres e Educadores;
12 - AECB - Academia dos Escritores e Compositores do Brasil;
13 - ABPAM - Associação Brasileira de Pastores, Ministros e Missionários;
14 - CFP - Conselho Federal de Pastor;
15 - Membro dos Conselhos de Pastores Latino-Americanos;
16 - Membro da Ordem Hispano-Americanos de Evangélicos;
17 - APAMEB - Associação do Pastores, Ministros Evangélicos do Brasil;
18 - ABRALOE - Academia de Letras e Oradores Evangélicos;
19 - UINAC - União Internacional dos Advogados Cristãos e;

20 - CIPAM - Conselho Internacional de Pastores e Ministros.

Teste: será que você realmente é um cético?



De um interessante artigo (ou extrato) publicado no site Ceticismo Aberto:
Consequências Práticas do Ceticismo Filosófico

Ao contrário do que muitos pensam, o cético não é um frívolo diletante que tem por hobby questionar tudo e que faz da filosofia uma disputa entre egos, um joguinho de salão. Ao contrário, há mesmo um propósito moral no ceticismo filosófico. Pois, ao fazer da incerteza um dos princípios do pensamento humano, o que o filósofo cético também pretende é destruir esse escudo da covardia, essa negação da liberdade, essa arma da intolerância, isso que é a categoria central de todos os sistemas filosóficos fechados imunes à discussão e ao questionamento e que apenas servem de ideologia para os inimigos da sociedade aberta: o mito da certeza absoluta.

Penso que nós, céticos, ou melhor, “ceticistas”, tivemos sucesso em nossa empreitada. Sim, ao menos no front filosófico, destruímos o encouraçado do dogmatismo. Deste só restam destroços e alguns náufragos que, para não se afogarem, fazem das tautologias — como, por exemplo, “o existente existe” — e do cogito cartesiano sua tábua de salvação.

Claro, existem muitos “não-céticos” que estão absolutamente certos das virtudes da sociedade aberta. Estes costumam criticar o cético pelo fato de ele não saber com certeza se assassinar uma criança indefesa é moralmente justificável ou não, ou porque “diz não saber com certeza que uma ditadura sanguinolenta é defensável ou não” Não percebem esses “dogmáticos de boa vontade” que o que ameaça a sociedade aberta não é a incerteza quanto à verdade dos seus princípios, mas a certeza compartilhada por muitos, inclusive por supostos paladinos da democracia (Nixon, Kissinger, Sharon, Bush…) de que assassinar crianças é muitas vezes moralmente justificável: essa mesma certeza ou convicção inabalável tão característica dos que se arvoram os guardiões da Razão, do Pensamento Correto ou da Verdade e que, por isso, não estão muito dispostos a perder tempo com discussão, com a busca do consenso mediante o diálogo e outras “masturbações” democráticas, motivo pelo qual chegam mesmo a defender ditaduras sanguinolentas sempre que lhes convém. Como, por exemplo, o “racionalista” e “libertário” de direita Milton Friedman, que certa vez teceu elogios rasgados a Pinochet e justificou sua tirania.

É investindo contra o mito da certeza absoluta ou reduzindo-a ao ponto de jamais se transformar em instrumento de dominação política que se garante “quase certamente” a sociedade aberta.

Ao admitir que nem eu nem você detemos o monopólio do conhecimento certo e indubitável, não estou senão aceitando como razoável a atitude de considerar seus contra-argumentos e, por extensão, de reputar como legítimas todas as opiniões diferentes. Essa incerteza, que está na margem tanto da minha quanto da sua crença, é o que torna nossos pontos de vista iguais, malgrado as dessemelhanças. Também é a incerteza a justificação racional da minha e da sua liberdade de questionar, concordar, discordar. Ora, a aceitação do outro (do diferente, da opinião das minorias), a igualdade entre os interlocutores e a liberdade de questionar são tanto os princípios da razão quanto da democracia.

E nem é preciso ter certeza da verdade desses preceitos para defendê-los firmemente, pois o que os sustenta e o que lhes dá firmeza não é outra coisa que a incerteza intrínseca do conhecimento: o princípio fundamental de que tudo é incerto, inclusive esta afirmação.

Manuel Bulcão
Fevereiro/2002

Ciência e Ideologia nos blogs de ciência


A comunidade científica é grande e diversa. Isso significa que seus membros possuem as mais variadas filosofias de vida e ideologias.


Entretanto, criou-se um mito em uma parte da blogosfera científica de que


A) Existiria uma "única" ideologia científica,


B) Essa única ideologia não é uma ideologia mas sim uma "cultura científica"


C) Nosso dever como divulgadores de ciência é divulgar tal tipo de cultura.


D) A cultura científica é idêntica ao (neo)ateísmo científico à lá Dawkins.


No post Dawkins vs Wilson, eu sugiro que existem "evidências empíricas" de que Edward O. Wilson:


1. É Deista em vez de neoateista (isso é uma declaração dele).


2. É um cientista muito mais produtivo e de maior impacto que Dawkins (por qualquer parâmetro de impacto e qualidade científica que se queira medir).


3. É um escritor de divulgação científica melhor de Dawkins, no sentido de que é um escritor com um (dois?) Pulitzer, é um escritor mais profundo, tem um estilo melhor e é um cientista ativo.


Assim sendo, é preciso explicar a anomalia, que não deveria ser esperada a priori, sobre a preferência de inúmeros blogueiros biólogos por Dawkins em vez de Ed Wilson. Será que aqui entra também um viés ideológico?


Isso não é um detalhe irrelevante, uma firula que só interessa à comunidade dos divulgadores de ciência. Acho que, em 2010, o tema Dawkins vs Wilson será fundamental. Explico:


Wilson propõe, em seu livro "A Criação", que secularistas e religiosos se unam por um propósito maior que é a conservação e defesa dos ambientes naturais, a busca de uma economia (mais) sustentável etc. Ou seja, para Wilson, a divisão importante hoje em dia não é se você é ateu ou religioso, direita ou esquerda, liberal ou conservador (nos costumes) mas sim se você é verde ou cinza.


Sendo assim, um ateu-verde-direita-conservador como Wilson pode colaborar com uma religiosa-verde-esquerda-conservadora como Marina Silva e com um ateu-verde-esquerda(?)-liberal como Gabeira, porque ser verde é mais importante que as outras coisas na presente conjuntura histórica.


Por outro lado, Dawkins, que é um ateu-cinza-direita-liberal, e seus seguidores no Brasil com mesmo perfil, não podem apoiar Marina Silva ou mesmo dialogar com ela, pois segundo Dawkins, um religioso "razoável" ou que tenta ser "racional" é pior que um religioso fundamentalista (ainda não entendi por que, me parece que apenas pelo fato de que os fundamentalistas são melhores "homens de palha" para serem atacados).


Assim como existe um amplo espectro político, me incomodam certas dicotomias filosóficas tipo ateu-teísta tão discutidos ultimamente (com os ateus militantes, que lembram igrejinhas de extrema esquerda, afirmando que agnósticos são ateus que ainda não saíram do armário e que religiosos que dão valor à Razão ou não são literalistas bíblicos etc ou são contraditórios ou não são verdadeiros religiosos (por que os verdadeiros religiosos são, ou deveriam ser, fundamentalistas) ou são irrelevantes numericamente (mas desde quando, em filosofia, conta-se números de apoiadores para se verificar a validade de uma proposta?).


O que existe, na verdade, é um espectro filosófico envolvendo a questão de se nosso universo teve uma criação proposital ou não por um ser finito ou não. Vejamos:


1. O Universo surgiu espontaneamente sem planejamento ou propósito algum


2. O Universo foi criado por um ser finito (um Demiurgo - nem onipotente, nem onisciente nem onibondoso, por exemplo, uma civilização em um Universo-Mãe) por acidente e não tem propósito algum.


3. O Universo foi criado por um Demiurgo de forma planejada, porém não tem propósito interno (poderia ser um experimento científico).


4. O Universo foi criado por um Demiurgo de forma planejada e possuí um propósito interno, por exemplo manter a vida, a consciência após a morte do Universo-Mãe, e produzir outros universos-bebês.


5. O Universo foi criado por um Deus Platônico (onipotente, onipresente ou onisciente, mas não bondoso) = Deísmo.


6. O Universo foi criado por um Deus Platônico-Cristão (o Deus dos Filósofos, como dizia Pascal, com a adição que seria bondoso para com a Vida ou pelo menos para com os seres sencientes).


7. O Universo foi criado por um deus tradicional com forte ênfase na "bondade" ou "defesa da justiça para os oprimidos", ou seja, um deus judaico-cristão primitivo hoje defendido pela Teologia da Libertação (acho que alguns teólogos da libertação vão discordar de mim dizendo que não subscrevem a visão tradicional de Deus, mas que para eles Deus é o Horizonte Histórico, Deus é o Amor, Deus é a Utopia etc). OK, fiquemos por aqui.


8. O Universo foi criado por um Deus tipo religião tradicional, tipo o deus judaico Yavé (sem os conceitos de teologia sistemática), ou seja, um Deus onde os conceitos de infinitude (oni-alguma coisa) são mais expressões pleonásticas do que descritivas (no mesmo sentido de que "O Palmeiras é o melhor time do mundo!"). Nessa categoria entrariam qualquer mitologia cosmologica tradicional, da mitologia sumérica (que deu origem ao relato do Gênesis) até as mitologias indigenas mais recentes - em geral as culturas não letradas possuem mitos orais que remontam a apenas 200 anos no máximo, embora tenhamos esse mito de que elas sejam imemoriais).


Ou seja, existe todo um espectro de possibilidades (e olha que eu ainda nem discuti o Panteísmo e o Panenteísmo (visão mais próxima do jovem Einstein). Ou seja, dado que a situação é essa, e que cientistas dos mais variados calibres subscrevem as mais diferentes filosofias (tanto em relação à questão do que define a ciência, se existe um método científico ou não, o que define a ética científica etc, mas também a essas visões cosmológicas), por que adotar uma visão unilateral e enviesada, por que adotar ou propalar a idéia de que a visão Dawkiniana é a "única" ou a "mais correta" visão científica?


Minha resposta é que tudo não passa de um momento político-ideológico muito particular. A crise da secularização desde a década de 60 (crescimento do pentecostalismo, crescimento do espiritualismo New Age, queda das repúblicas socialistas oficialmente atéias, ascenção das repúblicas islâmicas etc) implicou em que ateus e não-crentes se vissem como minoria (uma minoria que anteriormente se orgulhava de sê-lo - por se considerar uma elite). E, como toda minoria, viu seus direitos civis ameaçados (por lei religiosas, por influência política da religião, etc)


Ou seja, Dawkins é emblemático por iniciar uma militância atéia nos moldes da militância gay, por proclamar que era hora dos ateus saírem do armário.


Sabe aquele militante gay (ateu) chato? Aquele para o qual todos são ou gays (ateus) enrustidos ou são homofóbicos (religiosos fundamentalistas), sem meios termos?


Sim, é importante para os extremistas aniquilar o centro, dizer que o centro não existe, que os centristas são ideologicamente falsos.


Mas a questão, para o Brasil de 2010, é que os Ateus Verdes e os Religiosos Verdes, seja de esquerda ou direita, deveriam apoair Marina. E que a distancia entre um ateu-verde-esquerdista-liberal e um ateu-cinza-direitista-conservador é muito, muito, MUITO grande, não importa quão grande seja seu ateísmo...


Do O Beijo de Juliana:




Nas palavras de Monod:


Pela primeira vez na História, uma civilização tenta edificar-se, permanecendo desesperadamente atada, para justificar seus valores, à tradição animista e abandonando-a como fonte de conhecimento, de verdade. As sociedades “liberais” do Ocidente ainda ensinam, da boca para fora, como base de sua moral, uma repugnante mistura de religiosidade judeu-cristã, de progressismo cientista, de crença em direitos “naturais” do homem e de pragmatismo utilitarista. As sociedades marxistas professam sempre a religião materialista e dialética da História; quadro moral aparentemente mais sólido que o das sociedades liberais, mas talvez mais vulnerável, em virtude da própria rigidez que até aqui tinha feito sua força. Seja como for, todos os sistemas enraizados no animismo estão fora do conhecimento positivo, fora da verdade, são estrangeiros e definitivamente, hostis à ciência, que querem utilizar mas não respeitar e servir. O divórcio é tão grande, a mentira tão flagrante, que inquieta e dilacera a consciência de qualquer homem provido de alguma cultura, dotado de alguma inteligência e habilitado pela ansiedade moral que é a fonte de toda criação.

Às vezes penso que esse trecho de Monod está na raiz de toda a revolta dos humanistas românticos, de Roszack a Rubem Alves. É como se eles o tivessem lido quando jovens, acreditado que isso representa realmente a “posição da Ciência”, daí acendeu uma luz, uma revelação, e eles passam a dedicar suas vidas ao combate dessa “visão científica fonte de todos os males”, como o Império do Mal que Reagan combatia.

Mas eles, tão sofisticados, tão cheio de nuances, não conseguem perceber as diferenças políticas e filosóficas dentro da Ciência e da comunidade científica? Podem sim, mas não querem, porque se reconhecessem isso perderiam o seu “sentido de vida”, o seu ideal de luta, o seu bode expiatório particular que responde a todas as perguntas... Pois é, Monod, tão arrogante, acabou prestando a todos nós um belo desserviço, não?

oOo

Vocês deixariam sua filhinha ficar aos cuidados de um cara que acha que os humanos são máquinas e que as máquinas não possuem direitos? É por isso que esse ponto é essencial para mim: acredito que os humanos são máquinas biológicas (e incluo o comandante Data no gênero humano), mas defendo que as máquinas tem, em algum sentido a ser determinado melhor, “direitos naturais”. Por exemplo, o direito de não ser prejudicado ou destruído sem motivo justificável. O direito de qualquer configuração neguentrópica, por motivo de sua imensa raridade num universo composto de 99.99% de neutrinos, fótons, hidrogênio e hélio, de simplesmente continuar a existir como um tributo à complexidade. Mas essa visão ou opção valorativa (“não devemos usar a Mona Lisa como papel higiênico”), para Monod, é puro animismo.

Freeman Dyson conta:


Jaques Monod tem uma expressão para as pessoas que pensam como eu e para os quais reserva seu desprezo mais profundo. Chama-nos “animistas”, crentes em espíritos. “O Animismo”, diz, “estabelece um pacto entre a natureza e o homem, uma aliança profunda fora da qual parece estender-se somente uma terrível solidão. Devemos romper esse vínculo porque o postulado da objetividade assim o exige?” Monod responde que sim: “O antigo pacto encontra-se em fragmentos; finalmente, o homem sabe que está sozinho na imensidão inexorável do Universo, fora do qual emergiu apenas por acaso”. Respondo que não. Creio no pacto. Ë verdade que emergimos do universo por acaso, mas a idéias de acaso é em si mesma apenas um disfarce para a nossa ignorância. Não me sinto alienado no Universo. Quanto mais examino o Universo e estudo as minúcias de sua arquitetura, tanto mais prova encontro de que o Universo, de certo modo, deve ter sabido que vínhamos.



Uniburka



Via Twitter do Roberto Takata...

Papai Noel é um vetor de Gripe Suína?

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

EUA: crianças morrem seis vezes mais com gripe A


Bem escondidinho no último boletim disponível do Ministério da Saúde (19/outubro/2009) temos a informação de óbitos.

Entre os 17.219 casos confirmados de influenza pandêmica, 1.368 (8%) evoluíram para óbito. Cabe destacar que o acréscimo no número de óbitos em relação ao último boletim refere-se aos casos antigos de SRAG que tiveram confirmação laboratorial e que foram atualizados no SINAN. Segundo a data dos óbitos por influenza pandêmica, 53% (720/1.368) ocorreram entre 16 de julho a 16 de agosto de 2009 (Gráfico 6).
Outras informações:

EUA: crianças morrem seis vezes mais com gripe A

Números do CDC comparados com o registo de mortes da gripe sazonal


Quase quatro mil (3900) norte-americanos morreram com gripe A entre Abril e Outubro deste ano, entre os quais 540 crianças, informaram esta quinta-feira as autoridades sanitárias dos EUA, citadas pelo El País.

A média de crianças falecidas durante uma temporada normal de gripe sazonal é de 82, pelo que a taxa de mortalidade infantil sextuplicou.

Segundo o Centro de Prevenção e Controlo de Doença (CDC), esta é a pior temporada de gripe desde que há controlo de números (1997).

O vírus H1N1 já infectou 22 milhões de pessoas nos EUA, sendo que 98 mil tiveram de ser hospitalizadas. Oito destes 22 milhões eram crianças.

Com a gripe sazonal, 90 por cento das mortes correspondiam a pessoas com mais de 65 anos. Com a gripe A, 90 por cento das pessoas infectadas são adultos jovens e crianças.



Vulcano e a filosofia da ciência


Finalmente explicado a origem da saudação vulcana "Vida Longa e Próspera". Com direito a nave Vulcana em formato discoidal...

Algumas pessoas não sabem, mas Vulcano é o nome de um hipotético planeta intra-mercuriano que explicaria a precessão do perihélio de Mercúrio, ou seja, era uma das explicações desse fenômeno antes da Relatividade Geral. Vários astronomos durante o século XIX reportaram o avistamento de Vulcano cruzando o disco solar e um deles ganhou a Legião de Honra por esta descoberta.

Ou seja, como sempre o positivismo ingênuo, que enfatiza o predomínio das evidências físicas, das observações e das explicações mais simples (a Navalha de Occam favorece a hipótese de Vulcano sobre a hipótese da Relatividade Geral) estava errado. Devemos notar também que o princípio cético não é respeitado pela Relatividade Geral: dado que havia a hipótese de Vulcano, a precessão do perihélio não constitui evidência não ambígua a favor da RG. O deslocamento das posições estelares durante as eclipses também não constituia evidência não ambígua. Na verdade, as evidências fortes a favor da RG só aparecem na década de 60 com experimentos de precisão com lasers...

E, de novo, os físicos teóricos (que tem uma filosofia mais sofisticada do que o neopositivismo ingênuo) estavam corretos. Note-se que Einstein abandona o positivismo Machniano quando começa a acreditar na existência real dos átomos em vez de interpretá-los apenas como instrumentos ou modelos úteis para fazer cálculos.

A fonte de erro dessa filosofia da ciência é que os dados de observação e experimentação sempre estão contaminados por erros e que esses erros às vezes não podem ser eliminados (ou por serem sistemáticos ou por não terem distribuição Gaussiana mas sim em forma de lei de potência, de modo que grandes erros - outliers - podem ocorrer com probabilidade não desprezível). Ou seja, são nossos preconceitos teóricos que nos permitem filtrar os dados, eliminar os dados irrelevantes, o ruído, os outliars. Examinei isso com bastante detalhe em minha tese de doutorado:

Doutorado em Física .
Instituto de Física da Usp.
Título: Aprendizagem Ótima em Percéptrons a partir de Exemplos com Ruído, Ano de Obtenção: 1996.
Orientador: Prof Dr. Nestor Felipe Caticha Alfonso.
Bolsista do(a): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq, Brasil.
Palavras-chave: Redes Neurais; perceptrons; inteligência artificial; teoria da estatística da aprendizagem.

A ciência moderna (desde Newton!) não é experimental, mas sim teórico-experimental! Os experimentos não implicam ou induzem teorias (estas são formuladas livremente pelos atos criativos dos cientistas) mas têm um papel menor: testar e sugerir a necessidade de correções nas teorias. Por outro lado, as teorias são o que nos permitem filtrar as falsas evidências, os "fatos" que não são "fatos" mas apenas erros sistemáticos de observação e experimentação.

Hypothesis non fingo é uma frase de efeito que Newton usava quando lhe pediam que formulasse um modelo mecanicista (Cartesiano) da origem das forças gravitacionais. Não representa sua filosofia da ciência, e nem sua prática científica histórica real. Newton fazia hipóteses, e muitas!

Eram essas hipóteses que o fizeram acreditar que a Gravitação dependia da distância na forma de lei de potência C/r^alpha, com alpha = 2 exatamente. Se ele dependesse de experimentos para verificar o valor de alpha, ele teria que escrever alpha = 2,00 +- 0,08, o que pode ser muito correto e bonito para um experimentalista (físico ou biólogo) mas apenas denota low QI profile se for defendido por um teórico (físico ou biólogo).

PS: Será uma contradição usar exemplos históricos (empíricos) para tentar refutar o empirismo ingênuo? Não, apenas é uma contradição para os adeptos de Inre Lakatos como eu. Para os empiristas ingênuos, se a história da ciência refuta a metodologia (teoria filosófica normativa) proposta por eles, isso constitui um grave defeito para a mesma. Afinal, para eles, não se deveria tentar forçar a realidade histórico-social da ciência dentro de uma cama de Procusto ideológica neopositivista ou mesmo Popperiana. Os fatos falam por si, e deveriam induzir teorias da ciência mais apropriadas e realistas. Ou seja, para eles o argumento é perfeitamente válido! (Acho que quem observou isso primeiro foi Thomas Kuhn, na década de 60).

The search for Vulcan

In December 1859, Le Verrier received a letter from a French physician and amateur astronomer called Edmond Modeste Lescarbault, who claimed to have seen a transit of the hypothetical planet earlier in the year. Le Verrier took the train to the village of Orgères-en-Beauce, some 70 kilometres southwest of Paris, where Lescarbault had built himself a small observatory. Le Verrier arrived unannounced and proceeded to interrogate the man.

Lescarbault described in detail how, on 26 March 1859, he noticed a small black dot on the face of the Sun, which he was studying with his modest 3.75 inches (95 mm) refractor. Thinking it to be a sunspot, Lescarbault was not at first surprised, but after some time had passed he realized that it was moving. Having observed the transit of Mercury in 1845, he guessed that what he was observing was another transit, but of a previously undiscovered body. He took some hasty measurements of its position and direction of motion, and using an old clock and a pendulum with which he took his patients’ pulses, he estimated the duration of the transit at 1 hour, 17 minutes and 9 seconds.

Le Verrier thought he was satisfied that Lescarbault had seen the transit of a previously unknown planet. On 2 January 1860 he announced the discovery of Vulcan to a meeting of the Académie des Sciences in Paris. Lescarbault, for his part, was awarded the Légion d'honneur and invited to appear before numerous learned societies.

Not everyone accepted the veracity of Lescarbault's "discovery", however. An eminent French astronomer, Emmanuel Liais, who was working for the Brazilian government in Rio de Janeiro in 1859, claimed to have been studying the surface of the Sun with a telescope twice as powerful as Lescarbault's at the very moment that Lescarbault said he observed his mysterious transit. Liais, therefore, was "in a condition to deny, in the most positive manner, the passage of a planet over the sun at the time indicated" (Popular Science, Volume 13, pages 732-735, 1878).

Based on Lescarbault’s "transit", Le Verrier computed Vulcan’s orbit: it supposedly revolved about the Sun in a nearly circular orbit at a distance of 21 million kilometres, or 0.14 astronomical units. The period of revolution was 19 days and 17 hours, and the orbit was inclined to the ecliptic by 12 degrees and 10 minutes (an incredible degree of precision). As seen from the Earth, Vulcan’s greatest elongation from the Sun was 8 degrees.

Numerous reports — all of them unreliable — began to reach Le Verrier from other amateurs who claimed to have seen unexplained transits. Some of these reports referred to observations made many years earlier, and many could not be properly dated. Nevertheless, Le Verrier continued to tinker with Vulcan’s orbital parameters as each new reported sighting reached him. He frequently announced dates of future Vulcan transits, and when these failed to materialize, he tinkered with the parameters some more.

Among the earlier alleged observers of Vulcan, the following are the most noteworthy (Astronomical Register, 1869):

Shortly after eight o'clock on the morning of 29 January 1860, F A R Russell and three other people saw an alleged transit of an intra-Mercurial planet from London (Nature, 5 October 1876). An American observer, Richard Covington, many years later claimed to have seen a well-defined black spot progress across the Sun’s disk around 1860, when he was stationed in Washington Territory (Scientific American, 25 November1876).

No "observations" of Vulcan were made in 1861. Then, on the morning of 22 March 1862, between eight and nine o’clock Greenwich Time, another amateur astronomer, a Mr Lummis of Manchester, England, saw a transit. His colleague whom he alerted also saw the event. Based on these two men's reports, two French astronomers, Benjamin Valz and Rodolphe Radau, independently calculated the object’s supposed orbital period, with Valz deriving a figure of 17 days and 13 hours, and Radau a figure of 19 days and 22 hours.

On 8 May 1865 another French astronomer, Aristide Coumbrary observed an unexpected transit from Constantinople, Turkey.

Between 1866 and 1878 no reliable observations of the hypothetical planet were made. Then, during the total solar eclipse of 29 July 1878, two experienced astronomers, Professor James Craig Watson, the director of the Ann Arbor Observatory in Michigan, and Lewis Swift, an amateur from Rochester, New York, both claimed to have seen a Vulcan-type planet close to the Sun. Watson, observing from Separation, Wyoming, placed the planet about 2.5 degrees southwest of the Sun, and estimated its magnitude at 4.5. Swift, who was observing the eclipse from a location near Denver, Colorado, saw what he took to be an intra-mercurial planet about 3 degrees southwest of the Sun. He estimated its brightness to be the same as that of Theta Cancri, a fifth-magnitude star which was also visible during totality, about six or seven minutes from the "planet". Theta Cancri and the planet were very nearly in line with the centre of the Sun.

Watson and Swift had the reputation as excellent observers. Watson had already discovered more than twenty asteroids, while Swift had several comets named after him. Both described the colour of their hypothetical intra-mercurial planet as "red". Watson reported that it had a definite disk – unlike stars, which appear in telescopes as mere points of light – and that its phase indicated that it was approaching superior conjunction.

These are merely the more "reliable observations" of alleged intra-Mercurial planets. For half a century or more, many other observers tried to find the hypothetical Vulcan. Many false alarms were triggered by round sunspots that closely resembled planets in transit. During solareclipses, stars close to the Sun were mistaken for planets. At one point, to reconcile different observations, at least two intra-mercurial planets were postulated.

[edit]Search conclusion

In 1877 Le Verrier died, still convinced of having discovered another planet. With the loss of its principal proponent, the search for Vulcan abated. After many years of searching, astronomers were seriously doubting the planet's existence.

The final act came in 1915, when Einstein's theory of relativity explained the perturbations of Mercury as a mere byproduct of the Sun's gravitational field. His equations predicted slightly different results than classical mechanics, and exactly in the right amount to explain Mercury's actual orbit.

The difference applies to the orbits of all planets, but the magnitude of the effect diminishes as one gets farther out from the Sun. Also, Mercury's fairly eccentric orbit makes it much easier to detect the perihelion shift than is the case for the nearly circular orbits of Venus and Earth.



Sobre a Belle de Jour cientista

The Big Bang Theory, a série, diz que "Smart is the new sexy".


Mas essa notícia realmente me pegou de surpresa. RB (re-blogando) do Carlos Hotta, no BemJ:


Cientistas, blogs e a profissão mais antiga do mundo


Category: Ciência Geral e Ceticismo
Posted on:
Novembro 15, 2009 11:54 PM, by Carlos Hotta

Antes de Bruna Surfistinha havia a Belle de Jour, uma call girl que relatava suas histórias no blog Belle de Jour: diary of a London call girl, que até foi selecionado como o melhor blog de 2003, pelo The Guardian.

Assim como a nossa versão tupiniquim,
Belle começou a ter muito sucesso por causa de seu blog que gerou três livros e uma série de TV. Apesar da soma gigantesca de dinheiro que Belle ganhou, ninguém sabia de sua verdadeira identidade - nem mesmo seu agente. A qualidade de seus textos, no entanto, sugeria que fosse alguém já familiar com a arte de escrever.

Hoje
Belle de Jour resolveu desmascarar seu pseudônimo: ela é uma cientista! A Dra. Brooke Magnanti tem PhD em neurotoxicologia do desenvolvimento e epidemiologia do câncer no Departamento de Patologia Forense da Universidade de Sheffield. O seu PhD, aliás, foi a razão de ter entrado no mundo da prostituição: enquanto escrevia sua tese, Dra. Magnanti mudou-se para Londres para procurar emprego. Como sua tese demorou para ser finalizada e suas economias minguavam-se, ela decidiu registrar-se em uma agência de call girls onde chegava a ganhar até 300 libras por hora. O resto pode ser lido em seu blog e livros.

Uma curiosidade: aparentemente
Belle de Jour se deu tão bem com o blog dela porque ela já estava familiarizada com a ferramenta: ela possuía um blog de Ciências antes de começar a se prostituir!

Algumas coisas podem ser concluídas a partir desta história: 1) cientistas podem ser interessantes; 2) cada país tem a Bruna Surfistinha que merece; 3) blogs de Ciência servem para alguma coisa e podem abrir caminho para grana e sucesso e 4) o período cinzento que engloba o fim da tese e seus meses posteriores existe em todos os países, até os mais desenvolvidos.

Domingo, Novembro 15, 2009

Gripe Suína: o que podemos esperar para o Brasil em 2010?

Temos que aprender com a experiencia de outros países que já estão enfrentando a segunda onda. Em especial, a Ucrânia enfrenta uma epidemia em ano eleitoral. O Brasil enfrentará a mesma situação em 2010...


Mortos por gripe chegam a 135 na Ucrânia; epidemia pode adiar eleições

07/11 - 10:23 - EFE

EFE - v1

Kiev, 7 nov (EFE).- As autoridades de saúde da Ucrânia informaram hoje que 135 pessoas já morreram de gripe no país desde meados de outubro, situação que pode forçar o adiamento das eleições presidenciais de janeiro.

Só nas últimas 24 horas, foram registradas 25 mortes por pneumonia ou outros problemas respiratórios, destacou o Ministério da Saúde.

Ao todo, 871.037 pessoas ficaram gripadas desde o início da epidemia, mais de 100.000 entre ontem e hoje. Em todo o país, há quase 40.000 ucranianos internados, 317 deles em estado grave.

As cidades mais afetadas pelo surto da doença continuam sendo a de Lviv (oeste), onde foram registradas mais 12 mortes, e a de Ivano-Frankovsky, com cinco óbitos.

Devido à rápida propagação da gripe por quase todo o território, a Presidência da Ucrânia disse que pode adiar até maio de 2010 as eleições presidenciais previstas para 17 de janeiro.

"Se o Governo não conseguir assumir o controle da epidemia de gripe, não será possível descartar a decretação de estado de emergência e o adiamento do pleito", disse Igor Popov, subchefe do gabinete da Presidência.

Segundo o funcionário, a epidemia "mudou radicalmente o andamento da campanha eleitoral" e "colocou em dúvida a igualdade de oportunidades entre os candidatos e os direitos dos eleitores".

"A quarentena está vigente nas regiões mais politizadas e não está em vigor em outras. A proibição de comícios prejudica mais os opositores, já que os candidatos governistas podem visitar as regiões em quarentena, se reunir com a imprensa, o que faz outros candidatos se sentirem discriminados", acrescentou.

O presidente da Rada Suprema (Legislativo), Vladimir Litvin, também candidato à Presidência, apoiou o adiamento da votação.

Por sua vez, o líder da oposição Viktor Yanukovich, propôs a suspensão da campanha eleitoral, mas ninguém até agora defendeu a suspensão temporária da eleição. EFE

Por que Marina Silva é diferente do PMDBPT e do DEMPSDB?




Marina Silva é a única senadora do Partido Verde. Por que os Verdes não são aliados naturais tanto dos "eficientes neo-gestores da cadeia produtiva" do PSDB aliados dos " neoliberais proprietários da cadeia produtiva" do DEM? Por que Marina também não é uma aliada natural de Dilma e outros "neodesenvolvimentistas neostalinistas"

O vídeo, dirigido aos jovens, peca por excesso de simplificação, mas acho que isso é um problema de qualquer tentativa de popularização das ciências, no caso, das ciências econômicas e ecológicas. A questão não é quanto o vídeo é inacurado em seus detalhes, mas se ele transmite uma big picture, se é eficiente para evitar que os neodesenvolvimentistas do PT/PMDB (corpor-ativistas) e neogestores/neoproprietários do PSDB/DEM (corpor-acionistas) se perpetuem no poder em uma década decisiva para nosso futuro ambiental.

Sábado, Novembro 14, 2009

Lições da segunda temporada da gripe suína nos EUA


O que o Brasil pode aprender com a segunda temporada de gripe suína nos EUA.


1. A gripe não é sazonal (ainda), ou seja, o forçamento externo providenciado pela variação de temperatura ainda não teve tempo de deslocar a fase das epidemias (representadas por um oscilador extendido tipo modelo SIRS).

2. Isso significa que provavelmente a gripe irá chegar mais cedo (como está acontecendo com os EUA, em vez de chegar na época da gripe sazonal). Se acontecer no Brasil o que está acontecendo nos EUA, teremos um pico epidemico no outono, e não no inverno.

3. O suprimento de vacinas será insuficiente para conter o pico epidêmico.

4. O sistema de saúde, pressionado, irá entrar em colapso (especialmente o setor de tratamento intensivo).

5. Se o Brasil tiver um sistema de notificação tão sofisticado quanto o americano, então o número de óbitos está sendo subestimado por um fator quatro. Se o sistema brasileiro for pior, então a subestimação é maior.

6. Ou seja, fazendo uma pequena extrapolação dos eventos dos EUA (e corrigindo por um fator proporcional à população), teremos por volta de 100 mil internações de estados graves e 8 mil mortos (oficiais) nesta segunda temporada. Sim, eu sei, isso é um chute - ou melhor, um educated guess de um físico estatístico (e alguns blogueiros meus amigos já aprenderam a não fazer apostas com físicos estatísticos). O número de óbitos reais deverá ficar na casa dos 40 mil mortos.
PS: Caso o Igor do blog 42 ou o Carlos Hotta do Brontossauros em Meu Jardim discordem dessas afirmativas, eu terei o maior prazer em fazer uma "discussão pública" com eles, a ser finalizada nos bares do III EWCLiPo. Hummmm, eu achei este artigo aqui com as previsões para a gripe suína Hotta e do Átila. Muito divertido!



28/10/2009 - 14h55



Malia e Sasha Obama, as filhas do presidente americano, foram vacinadas contra a gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1), anunciou uma porta-voz da primeira-dama, Michelle Obama, no blog da Casa Branca.


O casal presidencial, por outro lado, deverá esperar para receber sua imunização, já que não faz parte de uma faixa da população americana com prioridade --grávidas, pessoas com saúde frágil e jovens com menos de 24 anos.


30/10/2009 - 19h06


Obama está frustrado com fabricantes de vacinas contra gripe suína

Uma disputa entre o governo dos Estados Unidos e fabricantes da vacina contra a gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)--, chegou ao ápice nesta sexta-feira quando o presidente Barack Obama manifestou frustração pelo ritmo lento de produção.


Autoridades federais reduziram suas estimativas iniciais sobre a quantidade de vacinas que disponível de 40 milhões de doses até o fim de outubro para 26 milhões até esta sexta-feira.




Anne Schuchat: these estimates will give a single number and then a range, a lower and upper estimate around each number. And I want to tell everyone who is rapidly taking notes that the numbers I’m going to give you are under the CDC website under media information place. So for April through October 17th, we estimate the 22 million people have become ill from pandemic influenza. We estimate 98,000 people have been hospitalized so far through October 17th. And the upper and lower estimates on hospitalizations are from 63,000 to 153,000. We estimate that 3,900 people have died so far in the first six months of the pandemic from this virus. And the estimates there are from 2,500 up through 6,100 people having died so far.


We’ve been talking a lot about this pandemic being a younger person’s disease, that it's disproportionately affecting children and young adults and relatively sparing the elderly, very different from seasonal flu. So I also want to give you some estimates for cases, hospitalizations and deaths for different age groups. So in children under 18, we estimate 8 million children have been ill with influenza, 36,000 hospitalized, and 540 children have died from this pandemic influenza. In the first six months of the pandemic for adults 18 to 64 years of age, we estimate 12 million cases, 53,000 hospitalizations, and 2900 deaths. For people 65 and over, we estimate about 2 million cases, 9,000 hospitalizations and about 440 deaths.


That’s a lot of numbers. Again, I remind thank you we've posted those numbers on our website so you can look in more detail. The website also has additional information about the methods that were used to derive these estimates for those who are interested. We will be updating the toll that the pandemic has taken these estimates about every three to four weeks. We don't think we'll be able to do this every week because it takes some time for information to be filled in, chart reviews involved and other data collection but we're expecting about every three to four weeks to be able to update you on the full illness, hospitalizations and deaths the virus has had.