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Mostrando postagens com o rótulo poetry

O tempo não para?

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O Tempo Não Pára Cazuza Disparo contra o sol Sou forte, sou por acaso Minha metralhadora cheia de mágoas Eu sou um cara Cansado de correr Na direção contrária Sem pódio de chegada ou beijo de namorada Eu sou mais um cara Mas se você achar Que eu tô derrotado Saiba que ainda estão rolando os dados Porque o tempo, o tempo não pára Dias sim, dias não Eu vou sobrevivendo sem um arranhão Da caridade de quem me detesta A tua piscina tá cheia de ratos Tuas idéias não correspondem aos fatos O tempo não pára Eu vejo o futuro repetir o passado Eu vejo um museu de grandes novidades O tempo não pára Não pára, não, não pára Eu não tenho data pra comemorar Às vezes os meus dias são de par em par Procurando uma agulha num palheiro Nas noites de frio é melhor nem nascer Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer E assim nos tornamos brasileiros Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro Transformam o país inteiro num puteiro Pois assim se ganha mais dinheiro A tua piscina tá cheia de ratos Tuas idéias...

arXiv.org

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arXiv.org I wrote a paper late last night. I'm not sure it's completely right. I'd like to push the button soon. By 1 o'clock this afternoon. My LaTeX file is good to go I think...but is it really so? I haven't read through all I wrote. But if I wait I'll miss the boat. I can't keep checking all day long. And who cares if it might be wrong? I'll hardly feel that brief disgrace. Tomorrow I'll just push "replace". Now I'm on the uploads page. Should I proceed, or disengange? I guess I better wait a bit... It's too late! I have pushed "submit"! John Preskill May 30, 2002 The arXiv, hosted at arXiv.org by the Cornell University Library, stores over a half million e-prints in Physics, Mathematics, Nonlinear Sciences, Computer Science, Quantitative Biology, Quantitative Finance, and Statistics. This arXiv app is an iPhone app that lets you browse new e-prints by archive and subject category, as well as search for e-prints by ti...

Sistemas dinâmicos em poesia

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Embora não exista nada de novo abaixo do sol, a seguinte idéia acho que é minha (por enquanto): fazer poemas usando os tradutores da internet. O jeito é o seguinte: comece com seu poeminha ruinzinho e coloque num tradutor (vou usar aqui o Google translator com traduções inglês-português). Seja P1 a primeira versão em portugues, I1 a primeira versão em inglês, Pj a j-ésima versão em português, etc. Eu proponho um método iterativo onde você faz uma tradução sequencial P1 -> I1 -> P2 -> I2 -> ... Pj -> Ij -> etc... até o processo convergir. Isso equivale a atingir um estado estacionário tipo "ponto fixo" na teoria de sistemas dinâmicos. Vejamos um exemplo (as palavras em vermelho foram mudadas pelo tradutor): Eu não voltarei Juan Ramón Jiménez (P1) Eu não voltarei. E a noite morna, serena, calada, adormecerá tudo, sob sua lua solitária. Meu corpo estará ausente, e pela janela alta entrará a brisa fresca a perguntar por minha alma. (I1) I do not come back. And ...

Ciência e poesia II

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Bel chamou minha atenção sobre este texto de Ildeu de Castro Moreira na  Física na Escola, v. 3, n. 1, 2002 . O texto começa assim: Existem relações profundas entre Ciência, cultura e arte no processo de criação humana. Noentanto, a discussão integrada dessas dimensões raramente se realiza nas salas de aula. Numa tentativa de motivar a discussão de alguns temas científicos importantes e atuais, em particular dentro da Física, mas não exclusivamente, propomos a exploração, em sala, de poemas referentes à Ciência existentes na Literatura brasileira e portuguesa, de forma interligada e em interação com outras disciplinas (Português e História, por exemplo). Um exemplo de poema no texto: Modo Inaugural Marco Lucchesi Na luz deserta do primeiro dia está quebrada a supersimetria e assim despontam múltiplos destinos no mar onipresente de neutrinos... e vagam quase-seres pelo mundo lançados num abismo alto e profundo na luta intempestiva onde se plasma o modo inaugural do protoplasma... a somb...