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Pareto, ateísmo científico e ética da ciência

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Do livro O Beijo de Juliana : Antes porém, uma citação (para desespero do Jean!). Mas espero que ele goste dessa, pois o overlap entre o Jean e o Pareto é muito grande: No começo do século XIX a “força vital” explicava um número infinito de fatos biológicos. Os sociólogos contemporâneos explicam e demonstram uma infinidade de coisas pela intervenção da idéia de “progresso”. Os “direitos naturais” tiveram e continuam a ter grande importância na explicação dos fatos sociais. Para muitos que aprenderam como papagaios as teorias socialistas, o “capitalismo” explica tudo e é a causa de todos os males que se encontram na sociedade humana. Outros falam da “terra livre”, que ninguém nunca viu; e contam-nos que todos os males da sociedade nasceram no dia em que “o homem foi separado dos meios de produção”. Em que momento? É isso que não se sabe; talvez no dia em que Pandora abriu sua caixa, ou, talvez, nos tempos em que os animais falavam. P areto, Manual de Economia Política, II.13 (1906). Eu ...

O índice de Hirsch individual poderia coibir práticas abusivas de autoria?

Em virtude do recente caso de aparente plágio em um paper envolvendo importantes pesquisadores da USP (inclusive sua reitora) as práticas abusivas de co-autoria em artigos científicos estão sendo discutidas em uma série de blogs, ver uma lista aqui no blog Ciência na Midia. Quando Alexandre Souto Martinez propôs o uso de índice de Hirsch individual, o h_I, definido como sendo o índice de Hirsch do pesquisador dividido pelo número médio de co-autores no h-core (conjunto de seus h papers), uma das vantagens que foi enfatizada no paper era que o h_I poderia ser usado para desestimular a prática de co-autoria abusiva. Ou seja, existem vários motivos para se ampliar a lista de co-autores de um paper: 1. Formar uma equipe (alguns dizem "quadrilha") de colaboradores, de modo a que a sinergia do grupo produza mais papers do que individualmente; 2. Facilitar a publicação de um paper usando sua chancela como figurão da ciência; 3. Incluir (e justificar as bolsas de) estudantes de In...

Folha de São Paulo e o suposto plágio na USP (I)

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O plágio é o ato pelo qual um indivíduo faz crer aos outros, mesmo que por omissão, que um determinado trabalho intelectual é de sua autoria (isto é, assinando-o com o seu nome sem declarar explicitamente que porção ou porções são pertencentes a determinado autor através de uma referência de rodapé ou melhor, na bibliografia), quando na verdade ele é cópia de algum outro anterior. Tal ato é normalmente considerado antiético (ou mesmo imoral , em praticamente todo o mundo), chegando a ser classificado como crime em vários países, especialmente no meio académico . Em determinadas áreas da academia, como a de humanas, é comum citar na íntegra o conteúdo de determinados trechos de uma obra, desde que obviamente seja citada a fonte e, nesse caso, até mesmo a paginação onde aquelas linhas foram transcritas. Por sua vez, em se tratando de textos científicos da área de ciências da vida (Biologia, Medicina, etc), não é usual fazer uso desse expediente, sendo necessário proceder nova redação, ...