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Mostrando postagens com o rótulo Ethics

Imite as baleias: coma camarão e deixe os polvos em paz...

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Cientistas australianos criam "super camarão" 08 de julho de 2010 • 06h12 comentários 0 Notícia Reduzir Normal Aumentar Imprimir Após dez anos de pesquisa e graças à seleção genética, cientistas australianos conseguiram criar um "super camarão", maior e mais saboroso que a espécie natural. Especialistas em biologia molecular da organização para a pesquisa industrial e científica da comunidade da Austrália analisaram o DNA do crustáceo ao longo de oito gerações até identificar qualidades como a cor, o sabor e o tamanho. Pouco a pouco, foram comparando aos melhores até chegar ao "super camarão". O líder do projeto, Nigel Preston, explica em comunicado que quando iniciou o estudo em 2000, a piscicultora Gold Coast Marine Acquaculture, no oeste do país, produzia uma média de cinco toneladas da espécie de camarão por hectare. Mas uma década depois e graças às modernas técnicas genéticas aplicadas à criação do crustáceo, a última colheita foi a maior de sua hi...

Pessoas não-humanas estão chegando...

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Escrito em 1998, no artigo " A Perigosa Persistência do Determinismo Social ": Assim, minha conclusão nesta seção é a de que a "quantificação inadequada" das capacidades cognitivas (e outras capacidades humanas) nãoo precisa ser um mal em si. Ela pode muitas vezes aparecer como o único instrumento disponível para detetar os efeitos destrutivos de práticas sociais desigualitárias. Mas a antipatia de Steven Rose por este tipo de quantificação das capacidades humanas tem raízes ético-filosóficas mais profundas. Ela se baseia no receio de que quantificação, comparação com modelos animais e máquinas etc. representem um processo de degradação da dignidade humana. Se os humanos são afinal máquinas (orgânicas, complexas, mas ainda assim máquinas), o que nos impediria de tratá-los como máquinas, explorando-os e usando-os apenas para nossos fins? (mas nossos de quem? de outras máquinas orgânicas pertencentes às classes dominantes?) Nas próximas seções, mostrarei q...

Pareto, ateísmo científico e ética da ciência

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Do livro O Beijo de Juliana : Antes porém, uma citação (para desespero do Jean!). Mas espero que ele goste dessa, pois o overlap entre o Jean e o Pareto é muito grande: No começo do século XIX a “força vital” explicava um número infinito de fatos biológicos. Os sociólogos contemporâneos explicam e demonstram uma infinidade de coisas pela intervenção da idéia de “progresso”. Os “direitos naturais” tiveram e continuam a ter grande importância na explicação dos fatos sociais. Para muitos que aprenderam como papagaios as teorias socialistas, o “capitalismo” explica tudo e é a causa de todos os males que se encontram na sociedade humana. Outros falam da “terra livre”, que ninguém nunca viu; e contam-nos que todos os males da sociedade nasceram no dia em que “o homem foi separado dos meios de produção”. Em que momento? É isso que não se sabe; talvez no dia em que Pandora abriu sua caixa, ou, talvez, nos tempos em que os animais falavam. P areto, Manual de Economia Política, II.13 (1906). Eu ...

Sobre o suposto plágio no paper da USP onde a reitora é co-autora

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Este post sofreu update devido a novas informações. Rafael do RNAm escreveu aqui sobre o caso de plágio noticiado pela Folha e pelo G1 . O Sherlock Takata descobriu que não houve apenas cópia de fotos, mas que as legendas se referem a organismos diferentes e portanto isso configuraria erro científico fatual. Ver aqui . Rafael, o caso é mais sério do que parece. Ser co-autor de um paper não equivale totalmente a ser um operário que monta um carro (de modo que se eu trabalhei no motor e o defeito foi nos freios, a culpa não é minha). Explico: a responsabilidade dos autores dos papers é desigual. Os alunos tem pouca responsabilidade caso os orientadores ou autores seniores tirem conclusões indevidas ou mesmo façam fraude ou plágio. O contrário não é exatamente verdade. Pelo menos o orientador tem que estar atento a possíveis plágios cometidos pelos estudantes (usando, por exemplo, o Google para checar textos suspeitos). Se você é apenas um técnico em um paper de onze autores, tudo bem, ta...