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segunda-feira, julho 13, 2009

Pesquisas que dão lucro


Pesquisas sobre tecnologia de ponta não podem dar lucro ao Brasil, pois ou tais patentes seriam compradas por multinacionais (dado que veicular tecnologia de ponta custa muito caro) ou laboratórios no exterior chegariam antes no processo de P&D.

Pesquisas menos sofisticadas, em nichos aparentemente banais como brinquedos, poderiam dar certo e muuito lucro. Mas acho que o Brasil deixou este nicho para a China.

O cara que conseguiu essas bolhas de sabão coloridas vai ficar rico, muito rico. Como diz a reportagem, bolhas de sabão são o brinquedo mais popular do mundo - posso confirmar isso calculando quantos tubod de bolha de sabão já comprei para meus filhos.

Mas é claro que o CNPq ou a FAPESP nunca teriam financiado tal pesquisa, não é mesmo? Dado que tais orgãos só financiam pesquisas "sérias", o nicho das invenções criativas aparentemente fica fora do nosso alcance...


Bolhas coloridas surgem após 15 anos de pesquisa

Inventor gasta cerca de R$ 6 milhões pelo ‘cálice sagrado’ dos brinquedos.
Desacreditado por colegas, fabricante lança bolhas de sabão coloridas.

Depois de 15 anos de estudos e US$ 3 milhões (cerca de R$ 6 milhões) gastos em pesquisas, o norte-americano Tim Kehoe, de 35 anos, descobriu o que era considerado o ‘cálice sagrado’ do mercado de brinquedos: bolhas de sabão coloridas. Seu produto, Zubbles, foi por muito tempo desenganado por outros fabricantes de brinquedo, mas Kehoe insistiu.

“Muitas pessoas diziam que uma bolha não poderia ser colorida, o que me desencorajava muito, pois era exatamente o que eu tentava fazer”, contou Kehoe à rede norte-americana de TV "NBC".

A primeira vez que o uso de bolhas como diversão foi relatado data de 400 anos atrás, e hoje, segundo dados apresentados pela NBC, as bolhas de sabão são o brinquedo mais popular do mundo, com cerca de 200 milhões de frascos vendidos por ano. Muito mais popular que Lego, por exemplo.

Muita gente pode pensar que seria simples colorir bolhas de sabão com colorantes alimentícios, mas eles são mais pesados que a água, como Kehoe comprovou em seus primeiros experimentos.

Solução química

“Tentei adicionar colorantes às bolhas. No começo os primeiros apenas deixavam o fundo das bolhas coloridos e os que tiveram melhor resultado, acabavam manchando roupas e pele. As crianças nem se importavam muito com isso, mas no final da brincadeira elas pareciam saídas de uma cena de batalha do filme ‘Coração Valente’”, brincou.

E foi após 11 anos se debatendo com esse problema que o norte-americano – considerado um ‘cientista maluco’ por seus colegas – conseguiu a ajuda de um químico molecular indiano, e junto com ele investiu mais US$ 500 mil e conseguiu descobrir a solução do problema. Segundo ele disse ao "Mental Floss.com", uma mistura que contém alquil-sulfato de metal e poliéter.

Em 2005, Kehoe ganhou o Grand Prize for Innovation from Popular Science (“Grande Prêmio de Inovação em Ciência Popular”, em português) por seu invento, mas o Zubbles começou a ser vendido apenas agora, e só nas cores rosa e azul, por US$ 15 (cerca de R$ 30). Porém, o inventor garante que logo colocará a venda mais cores à paleta do produto.

"É ótimo ver depois de 15 anos as bolhas coloridas que eu imaginei virarem realidade. Depois de oito anos eu me perguntei ‘por que estou fazendo isso?’, mas ainda bem que continuei seguindo meu sonho”, concluiu Kehoe.

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