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quinta-feira, julho 30, 2009

Mais uma evidência contra o sociodeterminismo


Acima: Rapaz faz cara de que não está conseguindo enxergar direito...



As pessoas tem uma tendência de gostar daquilo que fazem bem. Talvez as mulheres tenham mais facilidade para fazer tricô, crochê e enfiar linha em ponta de agulha do que os marmanjos. Essas atividades são culturais, mas a facilidade para fazê-las vai além do simples treinamento. Talvez isso explique porque as mulheres são melhores no uso de microscópios (tenho certeza que alguém vai reclamar sobre esta frase)...

Enviado por Sandro Reia:


Homens enxergam melhor de longe e mulheres, de perto; efeito é atribuído à seleção natural.

LONDRES - Homens e mulheres veem diferente por uma questão de programação cerebral derivada de quando os antepassados masculinos se dedicavam predominantemente a caçar e os femininos a colher, segundo um estudo publicado no British Journal of Psychology.

As conclusões do estudo, dirigido pela psicóloga Helen Stancey, são o resultado de uma série de experiências que demonstraram que os homens têm uma maior capacidade de discernir à longa distância e as mulheres focalizam melhor a curta distância.

A pesquisa, segundo os autores, sugere que o cérebro dos homens e das mulheres evoluiu de maneira diferente por causa das tarefas definidas que tinham os indivíduos de cada sexo para garantir a sobrevivência do grupo.

Os homens eram os caçadores e tinham que forçar a vista para as distâncias longas, em busca de presas, o que gerou uma seleção a favor da capacidade para distinguir de longe, enquanto as mulheres, em sua condição de coletoras de frutos ou raízes, se adaptaram melhor à visualização de objetos ao alcance das mãos.

Para demonstrar que há uma diferença de percepção visual em função do sexo, os pesquisadores pediram a um grupo de 48 homens e mulheres que marcassem com um ponteiro laser o eixo central de várias linhas traçadas em uma folha de papel.

O resultado foi que os homens eram mais precisos quando o papel se situava a uma distância de 100 metros e que as mulheres se aproximavam mais do ponto central quando se situava a 50 centímetros.

"Já existia evidência de que houve caminhos separados na maneira de processar cerebralmente a informação visual. Nossos resultados sugerem que a relacionada com as distâncias curtas favorece as mulheres e a relacionada com as distâncias longas os homens", disse Stancey, professora do Hammersmith and West London College.

Um comentário:

Dedalus disse...

Caro Osame,

Em astronomia, na seismossáurica época das chapas fotográficas era comum ter grupos de mulheres para analisar o que havia em cada chapa. Os motivos eram dois: mão de obra mais barata e - tcharam! - maior acuidade visual. Ou seja, esse estudo parece confirmar algo que na prática já se sabia.

Um abraço!