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sexta-feira, julho 03, 2009

Ateísmo futebolístico


Comentário postado no blog Entrelinhas do jornalista Luis Antônio Magalhães.

Luis, o futebol é um tipo de religião: desde o êxtase do gol e o "dízimo" dominical pago pelas entradas no estádio, passando pela alienação política e o culto a ídolos futebolísticos, ele inspira fanáticos e intolerâncias de todos os tipos. No Brasil, morre muito mais gente pelas mãos das torcidas fanáticas do que por religiosos fanáticos. Criancinhas pequenas são doutrinadas para serem corintianas, sem possibilidade de escolha racional. É um verdadeiro estupro mental e molestação infantil, isso é muito mais grave que um estupro físico, como diria Dawkins, e deveria ser punido com a cadeia para os pais. Um "ateu do futebol" nunca seria eleito para presidente do Brasil. É preciso combater o futebol com todas as nossas forças. Não é possível ser um verdadeiro ateu sem ser também um ateu frente a essa religião secular chamada futebol...




4 comentários:

Lucia Malla disse...

O Bia escreveu sobre isso faz um tempo de maneira bem irônica (como sempre...):

http://www.verbeat.org/cgi-local/mt4/mt-search.cgi?search=criacionismo&IncludeBlogs=10

É dos meus textos favoritos sobre futebol como "religião".

Leo disse...

É uma analogia interessante, mas de um argumento inespecífico, o problema não é o futebol em si, mas a dedicação, o culto e importância desmedida que é atribuída a ele por certos torcedores, e creio que o mesmo se aplique a outras formas de entretenimento e ativismo. O problema é a adoração acrítica, a supervalorização e a alienação do resto da realidade.

Osame disse...

Oi Lucia, há quanto tempo! Vou dar uma olhada.
Leo, o post acima é uma paródia...

none disse...

Eu defendo a liberdade do jogador de futebol de expressar sua religiosidade, embora reconheça que se trate de uma questão sensível - eles , por coerência, deveriam toleram um eventual jogador que mostrasse uma camisa escrita: "Sou de Satanás".

O único senão que faria é que gostaria de ver essa atitude também *nas derrotas*. Afinal, deus Javé exorta os humildes. Vangloriar-se que tem deus ao lado é muito fácil quando se é o vitorioso - e uma injúria velada, ao afirmar que o derrotado não tinha deus ao lado.

[]s,

Roberto Takata