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terça-feira, março 03, 2009

Cientometria como área de pesquisa


Ainda no aeroporto de Recife, preciso esperar o avião que sai as 3:25 da manhã. Chego às 10h em Ribeirão (atenção alunos, estarei na minha sala às 11h!).


Sem nada o que fazer, o que resta? Blogar, respondendo a um post de Vitor sobre o índice de Hirsch. O problema é que a área de Cientometria tem seus métodos, tradição e conhecimento acumulado, além de revistas próprias. Não podemos simplesmente passar por cima de tudo isso, seria um desrespeito aos pesquisadores que publicam na área...


(Violando a privacidade de um amigo, como sempre).


Oi Osame,


Concordo com você. Não te mandei a mensagem para defender um ponto de vista, mas apenas para te dar um exemplo (um "case") para ser usado caso seja necessaário. Quanto mais índices melhor! Pena que as suas ideias nao encontrem repercusão mais ampla ... Um abraço,


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Ele apenas mostrou mais um índice: que se poderia ter um impact factor de publicações baseadas em sua tiragem, nao em citações. Esse Impact factor II seria importante para jornalistas e divulgadores de ciência.


Lembre-se, minha proposta é que os índices (número de papers N, número de citações C, número de conference abstracts A, orientados de doutorado D, cargos departamentais CD, índices h, h_i, g, K etc) são coordenadas em um espaco multidimensional que poderia ser usado para clusterizar os docentes-pesquisadores. E, IMPORTANTE, cada índice tem que estar normalizado por área ou sub-área (como encontramos que o indice h de um matemático deve ser multiplicado por 3 para poder ser comparado com um de biólogo. Nenhum desses índices é uma medida suficiente (unidimensional).


O QUE SE DEVERIA FAZER É UM PCA (Principal Component Analysis), talvez, para ver se há combinações desses índices que sejam mais relevantes. Por exemplo, é óbvio que para um cargo de titular, é muito mais importante a experiência departamental do que um paper (mesmo que em boa revista).


Nao precisamos de menos índices, ou menos dados estatísticos. Precisamos de uma centena deles.


Daí sim, com esse amplo espectro de indicadores, uma banca pode fazer um julgamento qualitativo de um candidato, por exemplo. Mas se não aceitarmos h normalizado, então não deveriamos contar número de papers N e citações C também, que são indicadores MUITO piores!), nem de número de mestres e doutores formados, e nada "numérico". Apenas avaliação qualitativa (charme do candidato, padrinhos, etc...)


Como disse o Marcelo Leite: precisamos de uma avaliação MAIS do que quantitativa, nao MENOS do que quantitativa.


Osame

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