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quarta-feira, novembro 25, 2009

Computadores, bibliotecários, confiabilidade e mulheres


Seja por capacidades inatas vindas de uma psicologia evolucionária (hiperdesenvolvimento de destreza e acuidade visual devido à coleta de grãos e ervas), seja por um grande treinamento e educação cultural (tapeçaria, artesanato, crochê e tricô etc), mulheres são mais confiáveis em tarefas que exigem meticulosidade, precisão, atenção, acuidade visual e destreza. É por isso que a maior parte dos operário/as são mulheres nas fábricas de microprocessadores.

É também por este motivo que elas foram os primeiros computadore/as, ou seja, o antigo ofício (agora extinto) das pessoas que faziam cálculos antes da invenção do computador mecânico eletrônico. Talvez ainda pelo mesmo motivo, elas se dão bem em trabalhos que exigem grande grau de organização e perfeccionismo, como no caso do/as bibliotecário/as.

Mas quem sabe, em breve, robots venham a libertar as mulheres de tais ofícios (como as máquinas as libertaram das oficinas de tecelagem). O futuro está chegando, e já podemos ver que as meninas de uma nova geração, em vez de se tornarem bibliotecárias, estão se tornando "cientistas da informação". Não é apenas uma mudança de nome ou rótulo, mas de conceito: é o mesmo que aconteceu entre ser uma calculadora (ou computadora) não-mecânica, simples auxiliar em um trabalho que os homens não queriam ou não conseguiam fazer a contento, e uma desenvolvedora de software, com todas as possibilidades de um trabalho mais criativo e inovador...


da Reuters, em Londres

A Biblioteca Nacional do Reino Unido irá remanejar parte de seu acervo em um novo prédio, onde a responsabilidade pelo armazenamento e coleta de 7 milhões de itens passará de um bibliotecário a uma grua --aparelho para levantar pesos, como um guindaste-- robotizada.

O centro climatizado de 30 milhões de libras na cidade de Boston Spa, no norte da Inglaterra, irá abrigar o equivalente a 262 quilômetros de estantes, em um tipo de armazenamento de alta densidade que normalmente é usado mais por varejistas do que por bibliotecas.

O diretor de finanças e serviços corporativos da biblioteca, Steve Morris, afirmou que os livros serão armazenados em contêineres, que serão empilhados seguindo um algoritmo que calcula a demanda por certos títulos.

"As gruas, na verdade, são a única parte da organização agora que saberão onde está o material", disse Morris.

"Ao longo do tempo, com o material sendo acessado, o sistema irá lembrar de quais livros são mais pesquisados e irá guardar esses livros na frente no prédio, para que sejam acessados mais facilmente".

Já livros que são raramente procurados acabarão ficando no fundo do prédio.

Oito pessoas

A nova tecnologia significa que apenas oito pessoas serão necessárias para acessar o acervo que será mantido no centro.

"Antigamente, andávamos pelos andares e buscávamos os livros nós mesmos, mas com isso, quando estiver tudo lá, tudo o que precisamos fazer é apertar um botão e ele vem até nós", disse a bibliotecária Alison Stephenson.

Stephenson e seus colegas estão checando os livros que chegam de Londres antes de serem colocados nos contêineres e levados para dentro do prédio pelos robôs.

"Se você colocar um livro na caixa errada nesse prédio, então, de fato, você nunca mais irá encontrá-lo", disse Morris.

A construção do centro deve ser concluída até meados de 2011, complementando sua sede no bairro de St. Pacras, em Londres, onde os livros estarão disponíveis 48 horas após serem solicitados de Boston Spa.



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