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terça-feira, setembro 08, 2009

Quem tem medo de Marina Silva (II)?


Marina é a candidata dos petistas que foram traídos pelo petismo burocrata. Afinal, é melhor ser ex-petista (Marina) do que ex-pedetista (Dilma).

Lula, Dilma e Aécio começam a falar de ambiente e sustentabilidade. Aposto um kit Colorado de que Serra começa a falar sobre isso até o final do mês.

Embora, convenhamos: se Marina quiser estender a lei anti-fumo de Serra para todo o Brasil, vão falar que ela está impondo uma agenda evangélica sobre a população. Mas se Serra fizer isso, será apenas uma ótima lei de tolerância zero em cima da classe média.

Alexandre Martinez me disse que o problema do Serra é sua taxa de rejeição. Sua fatia eleitoral nas pesquisas refletem seu teto máximo. Eu apóio a lei anti-fumo, mas desconfio que vai ter muito fumante que vai se vingar de Serra nas eleições...

Efeito Marina leva Lula a fazer PAC ambiental


Catarina Alencastro

DEU EM O GLOBO


Plano de desenvolvimento sustentável da Amazônia seria usado como plataforma de campanha de Dilma em 2010

BRASÍLIA. Para tirar da senadora Marina Silva (PV-AC) o monopólio do discurso ambiental, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encomendou ao governo, em caráter de urgência, um plano de desenvolvimento sustentável com foco na Amazônia, uma espécie de PAC do meio ambiente. Esse novo plano seria usado como plataforma de campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência.

A ideia é que uma nova versão do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal seja elaborada e apresentada ainda na atual gestão, mas com ações que se estendam ao longo dos próximos anos.

Dilma, ao se habilitar como sucessora de Lula, herdaria assim um programa ambiental pronto, mas em estágio inicial, no ponto para executado pelo governo que começará em 2011. A candidata de Lula agregaria assim a questão ambiental a seu programa eleitoral.

Até o anúncio da possível candidatura de Marina Silva a presidente pelo PV, o programa de Dilma era centrado exclusivamente no viés da ampliação da infraestrutura do país.

Na próxima semana, Dilma deverá ter uma reunião para se atualizar sobre os principais pontos que vêm sendo negociados para a Cúpula da ONU sobre Mudanças Climáticas, em dezembro, em Copenhague.

Na ocasião, deve ser apresentado a ela já um esboço de atividades que podem dar para a Região Norte uma dinâmica mais ecológica.

A encomenda de Lula foi feita no último dia 19 de agosto, mesmo dia da saída de Marina do PT e data em que ficou definido que o Zoneamento da Cana no Pantanal irá excluir as partes ambientalmente sensíveis da região. Como consequência, o assunto já foi tratado internamente pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e seus principais técnicos, em reunião na segundafeira seguinte, dia 26. Minc já estuda o novo programa.

Mais ações nos municípios que mais desmatam O plano que deverá ser apresentado a Dilma passa pela ampliação de ações que já começaram a ser feitas nos 43 municípios que mais desmatam a Amazônia.

Por meio da operação Arco Verde Terra Legal, o governo tenta incutir uma mentalidade mais preservacionista naqueles que sempre viveram de atividades predatórias. Famílias assentadas receberão um cartão verde com recursos para reflorestar assentamentos desmatados.

A outra grande área do programa ambiental será para fortalecer metas previstas no Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que visam à redução das emissões de gás carbônico. Aumento da participação da energia renovável na matriz brasileira, melhoria do setor de transporte coletivo e combate ao desmatamento continuarão a ser o tripé da política de clima.

Embora a ministra não demonstre muita intimidade com a agenda ambiental, ela participou de decisões importantes na área. O Fundo Amazônia, a definição de metas para o Plano Nacional de Mudanças Climáticas e a inclusão de painéis solares no projeto de casas populares do PAC da habitação contaram com seu apoio.

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