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segunda-feira, outubro 19, 2009

Sheldon é ateu?


Sim, de volta ao CTRL-C CTRL-V, pois tenho que preparar a prova de Estatística para Pedagogia...

Acho que este post está relacionado ao post sobre se o ateísmo e o autismo teriam como fator comum uma mutação no gene DUF1220.

As correlações neuronais da crença religiosa e não religiosa

Este é um resumo (muito resumido) do artigo publicado pelo grupo da UCLA (University of California in Los Angeles) liderado por Sam Harris.

O artigo é muito interessante, mas seria uma tarefa enorme estar a traduzir todas as partes. Fica aqui parte da discussão. Para ver o artigo na totalidade, visitar aqui.

“Cerca de um século de sondagens mostra que 70 a 85% dos Americanos professam não apenas uma crença num Deus genérico, como inclusive crença em proposições religiosas muito específicas: a Bíblia é a palavra de Deus, Jesus Cristo irá retornar à terra no futuro, Satanás existe e faz as pessoas praticarem o mal, que orações podem ser respondidas, etc.

Bloom e col apresentaram o conceito de “senso comum dualista” -  o que quer dizer que podemos estar de maneira inata inclinados para ver a mente como uma parte distinta do corpo, e que imaginamos a existência de mentes em acção fora do corpo que as retém. Isto poderá significar que podemos ter relações com amigos já falecidos ou com familiares, que podemos antecipar a nossa sobrevivência à morte, e que geralmente pode-se pensar nas pessoas como tendo almas imortais.

Devido ao facto de as nossas mentes terem evoluído para detectar padrões no mundo, podemos detectar padrões que não existem na verdade – desde ver faces nas nuvens até à mão do divino em acção na Natureza.

Estudos recentes para compreender as correlações neuronais entre crenças religiosas sofreram com o facto de não terem um grupo de controlo de pessoas não religiosas, ou não foram desenhados para isolar as variáveis das crenças. Para investigar as correlações neuronais da crença tanto para religiosos como para não religiosos, perguntámos a Cristãos e a não crentes para avaliar um certo número de afirmações enquanto se encontravam numa máquina de ressonância magnética.

O nosso trabalho sugere que o cérebro humano pode ter diferentes estados cognitivos, que podem ser observados com neuroimagética funcional, e que estão intimamente ligados a redes neuronais ligadas a centros de auto-representação e de recompensa. Apesar das vastas diferenças nos mecanismos de processamento cerebral para pessoas com maneiras de pensar religiosas e não religiosas, a distinção entre acreditar e não acreditar numa proposição parece transcender conteúdos.

Estes resultados podem ser aplicados em muitas situações – desde a neuropsicologia da religião, até ao uso de “detecção de crenças” como um substituto de “detecção de mentiras”, até ao entendimento de como a prática de ciência, assim como o desenvolvimento de afirmações que traduzem o mundo real, podem emergir da biologia do cérebro humano.

De qualquer modo, estas investigações podem também aprofundar a nossa compreensão de como o cérebro aceita, como válidos, pressupostos de todos os tipos para a descrição do mundo.

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