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terça-feira, abril 03, 2007

Marcelo Knobel



A religião tem um forte impacto na sociedade norte-americana, com uma forte influência calvinista. Ao contrário de outros países, os americanos valorizam muito a religião, e esperam que o presidente sempre termine os seus discursos com a frase “God bless America”, por exemplo, ou que se refira ao demônio, em seus discursos. O calvinismo e o pioneirismo dos primeiros imigrantes também fazem parte da cultura americana hoje. Os norte-americanos apreciam o individualismo, a competitividade, a coragem de arriscar, e acreditam que podem subir na vida devido a seus próprios esforços (é o chamado sonho americano). Não é à-toa que o herói americano é solitário, corajoso, teimoso, um verdadeiro caubói (ou um Rambo, em uma versão mais atualizada). Um dos piores insultos por aqui é sugerir que alguém possa depender de outros.

Eles ajudam os outros, mas sempre indiretamente, através de colaborações financeiras para associações locais, nacionais e internacionais, o tão cultuado filantropismo. De fato, os números do terceiro setor por aqui são impressionantes. Vamos aos dados de 2005: US$ 1,1 trilhões (10 % do PIB, maior que quase todos os países do mundo, com exceção de apenas seis). O setor emprega 12 milhões de pessoas (7,2 % dos empregos norte-americanos), mas conta com um contingente de aproximadamente 100 milhões de pessoas, considerando empregos indiretos, voluntários, etc... São 1,3 milhões de organizações de caridade ou filantrópicas, que movimentam 260 milhões de dólares doados em média por ano, sendo que desse valor aproximadamente 200 milhões são doados por pessoas físicas.

Isso possibilita uma força incrível em diferentes setores, e, em particular, o setor cultural, incluindo aí os museus e centros de ciências. A competitividade é evidentemente exacerbada, pois eles têm que literalmente lutar pelas mesmas fontes de recursos. O setor de captação de recursos está fortemente estruturado, e há toda uma ciência por trás das estruturas dessas organizações, incluindo a presidência, a diretoria, os conselheiros, e a equipe. Na realidade, estou ainda tentando compreender toda a complexidade deste setor aqui nos EUA.

2 comentários:

André Cordeiro disse...

Hey Osame, estava pegando as coisas da sua materia no coteia e acabei dando uma olhada no seu blog ^_^

Legal que você gosta de Malvados, hehe, o Dahmer é muito engraçado.

Abraços Osame, uma feliz pascoa para você e sua familia. Até Terça

André Cordeiro disse...

Alias, osame, acho que o arquivo da aula 4 está corrompido. Se você puder dar uma olhada.

Abraços novamente