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domingo, abril 01, 2007

Gradualismo e catastrofismo

Ver vídeo impressionante aqui.

Foto e vídeo: 24 de maio de 2005 - tornado em Idaiatuba (SP), classe F3, com vórtices múltiplos.

Do G1, em São Paulo


Um estudo publicado na edição desta semana da prestigiosa revista científica americana "PNAS" traça um quadro sombrio para os ambientes do planeta no final deste século. Segundo a pesquisa, vastas regiões da Terra poderão estar tomadas por dois fenômenos igualmente aterradores no ano 2100: o surgimento de climas que não se parecem com nada que conhecemos hoje e o desaparecimento de climas típicos do mundo atual.


Como os chamados envelopes climáticos (as condições de temperatura, umidade e outras variáveis típicas de cada região) são essenciais para a manutenção dos ambientes naturais, isso significa que muitos deles poderão simplesmente sumir sem deixar vestígio -- levando consigo boa parte da diversidade de vida existente na Terra hoje.

O trabalho coordenado por John Williams, da Universidade de Wisconsin em Madison (Estados Unidos), envolve uma boa parcela de incertezas, tal como acontece com quase todas as projeções envolvendo a mudança climática global. Williams e seus colegas usaram como base o aquecimento previsto pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática), órgão da ONU considerado a autoridade máxima no tema.

O IPCC usa uma série de cenários -- projeções para o futuro feitas com base em vários pressupostos, os principais envolvendo a quantidade de dióxido de carbono (o mais importante gás causador do aquecimento global) a ser lançada na atmosfera. Segundo o IPCC, o cenário mais otimista envolveria um aumento de cerca de 1,8 grau Celsius nas temperaturas médias globais, enquanto um dos mais pessimistas incluiria um aquecimento de 3,4 graus Celsius.

No novo estudo, os pesquisadores usaram simulações para ver o que aconteceria com os climas da Terra em cada um desses cenários. O resultado: no cenário mais pessimista, entre 12% e 39% do planeta abrigaria climas totalmente 'inéditos', enquanto entre 10% e 48% da Terra teriam regimes climáticos em fase de desaparecimento. No cenário mais pessimista, a fração estimada tanto para climas 'inéditos' quanto para climas em desaparecimento fica entre 4% e 20% da superfície terrestre.

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