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terça-feira, fevereiro 27, 2007

Lily Safra


Ok, ok, deixa eu continuar minha série de posts sobre o Simpósio do IINN-ELS. Eu estava aqui verificando no Google se tinha escrito o nome de Lily Safra direito (não tinha, eu havia posto Lili) quando apareceu esta reportagem sobre as 200 mulheres mais ricas do mundo.

Como eu já mostrei num post anterior que se perdeu, os ricos são diferentes, ou seja, a estatística dos mais ricos segue uma lei de Pareto muito equalitária, muito socialista podemos dizer: o primeiro colocado possui apenas 10 vezes mais do que o centésimo colocado, em contraste com as leis de potência para a população geral, que são muito mais desigualitárias. Eu não entendo de onde vem esse socialismo dos bilionários, deve ser do fato de que eles tem poder suficiente para não deixar que todo o capital fique na mão de apenas alguns poucos.

Aprendi nessa reportagem que Lily Safra é brasileira de verdade, gaúcha, ou seja, suas atividades filantrópicas não advém dela ter sido criada em uma cultura diferente da nossa. Isso dá um ânimo, uma esperança de que nossa elite, um dia, esteja competindo para mostrar quem faz mais filantropia do que mostrar quem faz o casamento mais chique ou a festa de aniversário do cachorro mais cara.

Mas o que quero deixar registrado aqui foi o fato inesperado (para mim, certamente não para quem conhece Lily) de que ela não apenas esteve presente na cerimônia de inauguração do IINN-ELS mas sim que assitiu com paciência e interesse várias das palestras científicas. Achei muito curioso, na verdade aí sim minha admiração por essa senhora decolou!

As pessoas vivem desejando a imortalidade. Como a doação ao IINN-Edmond e Lyli Safra, os Safras se tornaram imortais, não porque fizeram a maior doação particular para um projeto desse tipo (eu espero e acredito que outras maiores virão) mas porque foram os primeiros que o fizeram de forma marcante (me desculpe se estou esquecendo filantropos anteriores, sei que eles existem). Eles deram o exemplo. Se outros brasileiros (não precisam ser bilionários, podem ser milionários apenas) também derem o exemplo, isso vai percolar pela sociedade inteira. Afinal, o exemplo vem de cima...

De um box da reportagem da Dinheiro:

“Não gosto de aparecer”

A “completamente brasileira” Lily Safra, como frisou à DINHEIRO, brilha em 11o lugar no ranking das mulheres mais ricas do planeta, elaborado pela revista inglesa Eurobusiness. Aos 64 anos, viúva do banqueiro Edmond Safra e dona da rede de lojas Ponto Frio, ela possui uma fortuna pessoal de US$ 4,7 bilhões. Radicalmente discreta, empenhada em patrocinar obras de caridade pelo mundo, circula pelos endereços em que têm propriedades: Nova York, Londres, Monte Carlo, Genebra, o sul da França e, claro, Paris, de onde, pelo telefone, concedeu esta rara entrevista:

DINHEIRO – A sra. gostou de estar na lista das mais ricas?
Lily Safra – Não gosto de ficar posando de milionária. Prefiro o meu cantinho, não sou uma mulher pública. Existem pessoas que gostam de publicidade e eu não critico, não tenho nada contra. Mas eu não estou procurando publicidade. Tem a questão dos netos, da segurança. Não gosto de ficar aparecendo. É contra os meus princípios.
DINHEIRO – A sra. já viu a revista?
Lily – Ainda não, mas vou ver se encontro por aqui, mandar comprar. Uma amiga comentou comigo que escreveram que eu sou inglesa.
DINHEIRO – O que a sra. achou?
Lily – Olha, eu sou completamente brasileira, gaúcha.


2 comentários:

Anônimo disse...

Nossa eu adoraria ter o telefone de Lily.
g.benhour@hotmail.com

Anônimo disse...

Nossa eu adoraria ter o telefone de Lily.
g.benhour@hotmail.com