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terça-feira, abril 28, 2009

A gripe suína vai chegar no Brasil...


Em um mundo onde cada vez se viaja mais, com uma rede de aeroportos tipo mundo pequeno livre de escala, é simplesmente impossível que a gripe suína não chegue ao Brasil, especialmente dado que estamos no início da temporada de inverno de gripe (o que não é o caso do México!). 

E não consigo imaginar que teremos um atendimento médico melhor que o México. Se a taxa de 1 para 15 mortes se confirmar, vai ser um belo estrago. Como a USP aqui de Ribeirão (bem como outras universidades) é uma porta para visitantes internacionais, além do HC que  vai centralizar o atendimento na região, eu acho que poderei ver essa coisa de perto. Dá pra sentir um friozinho na barriga, imaginando o que Newton sentiu quando fugiu da peste em 1666. 

Engraçado que não temo por mim, mas apenas por minhas crianças. Andei considerando que seria interessante mandá-las para a casa de algum parente em uma cidadezinha isolada mas que tenha atendimento médico razoável. 

Este post não é alarmista, mas sinto que a gravidade da situação está representada na mídia da mesma forma que a gravidade do linfoma da Dilma: declarações reticentes de governantes e médicos não aumentam nossa confiança...

OK, OK, deixemos o lado pessoal e vamos para o lado científico: aqui você pode acompanhar uma descrição com update diário (ou mais rápido!) do surto de 2009, na wikipédia. Daqui a alguns anos, teremos a versão confiável da Enciclopédia Britânica, mas e daí?


Na barra lateral, um quadro do Technorati com update diário automático com o número de posts contendo a tag "suine flu", "H1N1" e "pandemia".

Talvez fosse interessante adaptar os modelos de propagação de atividade em meios excitáveis em diversos tipos de redes, que Mauro Copelli, seus estudantes e eu temos trabalhado, para a pandemia suína... Interessante que Mauro também já trabalhou com modelos de imunologia.

Dado que os surtos se extinguem, o sistema global é crítico ou subcrítico. Os surtos seriam avalanches (imagino que exista uma lei de potência para pandemias), os focos iniciais seriam nosso processo de Poisson com taxa baixa e os demais parâmetros do modelo correspondem bem às probabilidades de transmissão, tempo de recuperação do doente, tempo refratário de imunização etc. Mauro?


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