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quarta-feira, janeiro 10, 2007

Devemos ser lacônicos ou lacânicos?

Obs: Este texto faz parte da rodada de janeiro da Roda de Ciência, sobre o tema "Escrever de modo simples". Os comentários devem ser colocado lá na Roda.

Não, o texto a seguir não foi gerado pelo Postmodernist Generator, pois afinal é só ler devagar que você o entende perfeitamente. Em outro post defenderei minha tese de que o pessoal de Humanidades, devido a seu largo treino de leitura e discussão escrita e oral, desenvolve regiões específicas de seu cortex que ampliam sua memória de trabalho para leitura de frases longas na voz passiva intercaladas com sentenças nuançadas, condicionais e ambíguas, uma capacidade cerebral profissional similar a dos matemáticos quando usam expressões matemáticas longas. Ok, desculpem pela longa frase anterior, foi sem querer querendo.

Da Wikipedia: Although Lacan is often associated with it, he was not without his critics from within the major figures of what is broadly termed postmodernism. (Several writers, such as Slavoj Žižek, have argued specifically against considering Lacan a poststructuralist theorist.) Along these lines, Jacques Derrida (though Derrida did not endorse nor associate himself with postmodernism) made a considerable critique of Lacan's analytic writings, accusing him of taking a structuralist approach to psychoanalysis, but this is hardly surprising. In particular, Derrida criticises Lacanian theory for an inherited Freudian phallocentrism, exemplified primarily in his conception of the phallus as the "primary signifier" that determines the social order of signifiers. It could be said that much of Derrida's critique of Lacan stems from his relationship with Freud: for example, Derrida deconstructs the Freudian conception of "penis envy", upon which female subjectivity is determined as an absence, to show that the primacy of the male phallus entails a hierarchy between phallic presence and absence that ultimately implodes upon itself.
Nonetheless, Lacan can be said to enjoy an awkward relationship with feminism and post-feminism in that, while he is much criticised for adopting (or inheriting from Freud) a phallocentric stance within his psychoanalytic theories, he is also taken by many to provide an accurate portrayal of the gender biases within society. Some critics accuse Lacan of maintaining the
sexist tradition in psychoanalysis. Others, such as Judith Butler and Jane Gallop, have offered readings of Lacan's work that opened up new possibilities for feminist theory, making it difficult to seriously reject Lacan wholesale due to sexism - although specific parts of his work may well be subject to criticism on these grounds. In either case, traditional feminism has profited from Lacan's accounts to show that society has an inherent sexual bias that denigratingly reduces womanhood to a status of deficiency.
Critics from outside psychoanalysis, critical theory and the humanities have often dismissed Lacan and his work in a more or less wholesale fashion. François Roustang, in The Lacanian Delusion, called Lacan's output "extravagant" and an "incoherent system of pseudo-scientific gibberish".
Noam Chomsky described Lacan as "an amusing and perfectly self-conscious charlatan". In Fashionable Nonsense (1997), Alan Sokal and Jean Bricmont accuse Lacan of "superficial erudition" and of abusing scientific concepts he does not understand (e.g., confusing irrational and imaginary numbers). Defenders of Lacanian theories dispute the validity of such criticism on the basis of Sokal's misunderstanding of Lacan's texts. According to Lacanians, the dismissal by Sokal and his allies precludes any valid criticism of his theories, and is instead motivated by a desire to "police the boundaries" of what constitutes an appropriate use of scientific terminology.

Foto: Um esquema dos neurônios receptores da mucosa nasal mandando seus axônios para a camada glomerular do bulbo olfatório? Não. Da correspondência Jacques Lacan - Pierre Souri, legenda alemã traduzida pelo Babel Fish:
Generalized Borromaeer in the closer sense 6-3. Soury formed a generalized borromaeische chain according to our method in the case of six rings. It is necessary and sufficient to pull three rings out so that it dissolves. Its attached comment illuminates and confirms our interest in the reading of the Pascal' triangle.

Quem puder me ajudar com uma melhor tradução do alemão, já agradeço.
Não consegui colocar o diagrama do sistema olfatório (sempre me policiando em escrever olfatório, como querem os biólogos, em vez de olfativo...) aqui noBlogger, mas a figura muito bonita e esclarecedora (e incrivelmente parecida com o desenho Lacaniano :o)) está aqui.
PS: Lembre-se, os comentários devem ser colocado lá na Roda de Ciência.

2 comentários:

Norberto Kawakami disse...

Éééé... Se vamos responder a uma crítica dizendo que quem a fez não entendeu o texto, sem dizer nem onde, nem porque, então tudo fica fácil... tão fácil que acaba terminando em uma discussão nonsense, já que podemos dizer que ninguém entendeu a ninguém. E fim de papo. Ou não?

Agora se o pessoal das humanidades não querem fazer ciência, então para quê ficar mentendo termos científicos em seu discurso? Ainda mais, esticando-os para fora de seu campo de validade... vai entender...

Anônimo disse...

osame, se você for editar este texto, pode impedir que comentários sejam feitos aqui. fica lá no pé da janela de edição.