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domingo, fevereiro 01, 2009

Liberdade, Igualdade e Fraternidade I


Usamos uma Falácia Naturalista quando, estudando cientificamente como as coisas são na sociedade ou biologia humanas, concluímos que a "descrição" desse estado de coisas implica em como as coisas deveriam ser (em algum sentido filosófico, moral ou político). Em outros termos, a Biologia, as Neurociencias e a Teoria de Jogos Evolucionários determinaria (em vez de apenas constranger ou limitar) as possibilidades (r)evolucionárias das sociedades humanas. Por exemplo, podemos usar o status biológico do homo sapiens como mamífero altamente social para construir um argumento de psicologia evolucionária contra o libertarianismo americano ou a favor de uma sociedade mais igualitária. Podemos também construir falácias naturalistas no outro sentido, o que ficou conhecido como Darwinismo Social.
A contraparte da Falácia Naturalista é a sugestão razoável (base do Conservantism político exposta pelos anti-iluministas clássicos, mas atualmente defendida, de forma travestida, pela esquerda política e conservacionismo ambientalista) de que, dado que a evolução e a tradição (evolução cultural memética) produziu um certo status quo sócio-ambiental, tal estado não deveria ser mudado ou negado sem as devidas precauções. Mudanças deveriam ser introduzidas somente após um estudo cuidadoso de análise de riscos: a introdução de nova tecnolgia e novos conhecimentos deveria ser gradual para dar tempo à sociedade se adaptar à ela...

Resumindo, o conservadorismo pessimista (seja reacionário, esquerdista ou verde) se baseia no medo, e progressimismo otimista (neoliberal, marxista ou anarquista) se baseia na esperança.

Eu não sei onde fica a esperança no cérebro humano (em áreas vizinhas às areas ligadas à religiosidade?) mas sei que o medo é um sentimento forte, que leva à ação - nem que seja à reação - controlado pelo sistema límbico, e que basicamente está fora do controle racional. E muitas vezes, na história da Humanidade, especialmente em épocas de crise como a nossa, parece que o medo acaba vencendo é contagioso: desde o medo dos "terroristas" que tudo justificou no governo Bush até o medo do Apocalipse Nova Era em 2012.
Infelizmente, parece que todos somos filhos daqueles que tiveram medo (e escaparam de predadores e adversários)... É por isso que, em vez de sermos racionais, somos todos um pouco paranóicos, um pouco (ou muito) desconfiados, predispostos a acreditar em boatos e teorias conspiratórias.
Os que tiveram esperança talvez tenham sido grandes líderes e espalharam seus memes, mas filhos mesmo... Estavam muito ocupados para isso.

Um comentário:

Anônimo disse...

Bom post.

Renato.