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quinta-feira, janeiro 24, 2008

Colonias de células podem possuir mentes?


Bom, cérebros são colônias de células, logo...


E colônias de mentes, poderiam apresentar supermentes (inteligências coletivas?)


Será que a personificação do mercado, que possui "emoções" (nervoso, ansioso, calmo, otimista, pessimista), "inteligência" (faz cálculos de otimização de preços e alocação de recursos) e "memória" (isso é trivial nos mercados) seria algo mais do que uma analogia fetichista? Não é o mercado, ou talvez os diversos mercados, inteligências coletivas?
E não seriam os deuses de cada comunidade religiosa o análogo cultural de tais inteligências coletivas? Não seria Yavhé uma inteligência coletiva do povo judeu, emergindo de uma rede social onde as pessoas fazem o papel de neurônios, as instituições fazem o papel de memória sináptica e palavras e ações fazem o papel de spikes?

Uma rede social possui memória, inteligência e emoção (na forma de estados emocionais coletivos, emergentes e muitas vezes irracionais do ponto de vista do indivíduo - tipo reação das multidões à morte da princesa Diana). Ou seja, uma rede social possui um tipo de mente, e é apenas uma questão de gosto (ou nomenclatura) chamar essa mente de um "deus" (no sentido do paganismo, ou seja, uma inteligência finita mas sobre-humana).


OK, eu não sei se redes de seres humanos possuem inteligência coletiva, mas redes de neurônios burrinhos e redes de bactérias estupidas como o slime mold parece que possuem...


Quem acredita nesse tipo de deus = inteligência coletiva, é ateu ou teísta?



Slime mould displays remarkable rhythmic recall.
Philip Ball


Slime moulds demonstrate primitive learning and memory.


Learning and memory — abilities associated with a brain or, at the very least, neuronal activity — have been observed in protoplasmic slime, a unicellular organism with multiple nuclei.

The team found that when the mould experienced three episodes of dry air in regular succession an hour apart, it apparently came to expect more: it slowed down when a fourth pulse of dry air was due, even if none was actually applied. Sometimes this anticipatory slow-down would be repeated another hour later, and even a third. The same behaviour was seen when the pulses were experienced at other regular time intervals — say, every half hour or every 1.5 hours.
If the dry episodes did not recur after the first three, the amoeba's sense of expectation gradually faded away. But then applying a single dry pulse about six hours later commonly led to another anticipatory slowing in step with the earlier rhythm.

The same team has previously shown that these amoebae can negotiate mazes and solve simple puzzles2,3. So the new finding adds to “the cool things Physarum can do”, says applied mathematician Steven Strogatz of Cornell University in Ithaca, New York.

Like all living organisms, slime moulds have built-in biochemical oscillators, like the human body clock. In other kinds of slime mould, these oscillators can create periodic ripple patterns in response to environmental stress, helping the organism coordinate its movements. Nakagaki's group thinks that the versatile rhythmic sense of Physarum stems from many different biochemical oscillators in the colony operating at a continuous range of frequencies.
The team's calculations show that such a group of oscillators can pick up and 'learn' any imposed rhythmic beat, although the knowledge decays quickly once stimulus ceases. The calculations also show that a memory of the beat can stay within the system, and be released again by a single, later pulse — just as the researchers observed.
References
Saigusa, T., Tero, A., Nakagaki, T. & Kuramoto, Y. Phys. Rev. Lett. 100, 018101 (2008). Article ChemPort
Nakagaki, T., Yamada, H. & Tóth, Á. Nature 407, 470 (2000). Article PubMed ChemPort
Nakagaki, T., Kobayashi, R., Nishiura, Y. & Ueda, T. Proc. R. Soc. B 271, 2305-2310 (2004). Article PubMed

2 comentários:

João Carlos disse...

Essa notícia também foi destaque no Physics News Update. Os místicos chamam essa aparente "mente coletiva" de "egrégora".

E existe uma máxima que os militares empregam em Controle de Distúrbios Civis: "a mentalidade de uma turba é sempre menor do que a do menor QI presente".

Paulo J disse...

Gostei bastante do seu blog

se estiver a fim de parceria me avisa
http://designinteligente.blogspot.com/

aguardo resposta

abraços