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terça-feira, dezembro 26, 2006

Fractais para crianças

Bom, parece que não conseguirei escrever mais nada sobre a questão da escrita simples na divulgação científica, especialmente depois que o João Alexandrino, com seu poema iconoclasta, fez a pergunta fatal: simples para quem?

Assim, acho que talvez pudessemos pensar a questão em termos de um emissor (o jornalista ou cientista) que tenta enviar uma mensagem para um receptor (vários grupos a serem definidos, por exemplo, leitor de jornal, estudante do ensino médio, espectador do Fantástico etc.). Assim, a nossa questão seria: como diminuir o nível de "ruído" ao longo da transmissão da mensagem, ruído produzido pelo uso de termos e conceitos que não fazem parte da bagagem cultural do público alvo? Você concorda com esta redefinição do problema, Maria?

Bom, há algum tempo atrás, informado por um editor da Ediouro de que o verdadeiro filão do mercado editoral brasileiro é o setor de paradidáticos (por exemplo, as edições em geral têm entre 100.000 e 500.000 exemplares, na maior parte comprados pelo governo), e cabisbaixo por meu eterno cheque especial negativo, pensei se teria capacidade de escrever um livro desses. Ok, minto, na verdade foi puro idealismo, eu achei que seria um importante trabalho de divulgação científica e extensão universitária etc. Pois bem, não consegui terminar o livro, mas tentei realmente escrever sobre Fractais de modo que pudesse ser lido e apreciado por estudantes do ensino fundamental (note, fundamental, nao médio! Você já tentou explicar o que são logarítmos para crianças de 12 anos?). Os dois capítulos iniciais de minha tentativa você pode encontrar aqui (Kentaro Mori, do Ceticismo Aberto, me pediu permissão para hospedar o texto, não sei se isso vai comprometer a venda do livro (será que isso detona com o Copyright?) quando eu acabar de escrevê-lo daqui a cinco(?) anos, vender para a Ediouro e ficar zilionário...

PS: Se você é de alguma outra editora e acha que o livro pode ser viável, e quiser fazer um contrato com pagamento antecipado... hum... ok, eu acabo o livro em oito meses! Sim, eu sei que o tema não faz parte do currículo nacional etc, mas as apostilas do Positivo contém três páginas sobre fractais (minhas filhas viram isso ao cursarem a quinta série).

PS2: Vitório me informa que é dois anos mais velho que Pedro, de modo que não sei exatamente quem era quem no capítulo inicial do texto.

Um comentário:

DE TUDO UM POUCO disse...

Sou uma apaixonada por matemática e jà trabalho fractais com alunos do ensino fundamental, mas com as últimas séries ( 7º e 9º anos). A experiência foi está sendo super válida, inclusive é o tema da minha monografia.
Parabéns pelo blog
abraços