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terça-feira, março 31, 2009

Ruth de Aquino na Wikipédia


OK, OK, é claro que eu não ia resistir... Nossas Antenas foram inventadas por cientistas que faziam pesquisas ridículas e inverossímeis em eletromagnetismo, apresentadas como brincadeiras de salão no século XIX.

Para aqueles que querem ter uma idéia dos critérios de edição e de como se decide o que manter na Wikipédia, ver a discussão abaixo:


Peço a atenção da comunidade para o seguinte artigo: Época (revista) ao qual foi adicionada uma seção sem relevância enciclopédica. Deixei por lá um comentário, mas por se tratar de página pouco consultada, temo que ninguém venha a lê-lo. Peço encarecidamente à comunidade da wikipédia que avalie a relevância da seção Época (revista)#A polêmica de Ruth de Aquino com jornalistas e divulgadores de ciência com a finalidade de removê-la o mais rápido possível pelos seguintes motivos:

  1. Falta de relevância enciclopédica;
  2. Falta de fontes fiáveis;
  3. Parcialidade e uso de "weasel words".
  4. Uso para divulgação de blogs (na verdade já removi o link que apontava para um blog por considerar uma forma de "spam").

Obrigado,

--189.61.82.125 (discussão) 04h00min de 27 de março de 2009 (UTC)

Retirei tudo, justifiquei na aba do histórico, quem quiser que reponha. MachoCarioca oi 05h52min de 27 de março de 2009 (UTC)

Quem quizer que reponha droga nenhuma. Pra repor tem que apresentar fontes "fiáveis". De quem, é que me pergunto. Dos Civita? Dos Frias? Dos Marinhos? Da imprensa do único pais cujo presidente da mais alta corte dá dois habeas corpus ao maior bandido em menos de uma dia, se confia em quem? Na imprensa? Até mesmo a Roda agora é Morta. Fulcanelli msg 06h26min de 27 de março de 2009 (UTC)

PS (© MC): É mesmo morta o Neves

A intenção do autor foi expor dois casos em que a revista se meteu em polêmicas. O texto não é tendencioso porque apresenta a crítica da editora da revista e a réplica dos cientistas. Faltaram as referências, isso sim. Tempus (discussão) 07h34min de 27 de março de 2009 (UTC)

Pois é meu caro, o autor do texto na wikipédia, o autor da reversão ou o autor da reportagem na revista? Ainda que fossem dadas referências, acreditaria? Um texto se torna imparcial apenas por se dar o mesmo equilíbrio nas vozes dissonantes? Há que se ser imparcial no Holocausto, p. ex., dar o direito dos Nazistas se explicarem? Referência e Imparcialidade aqui só não são mais desacreditadas porque - pecado máximo que Dante não estipulou círculo - um administrador masturbou-se com um sock ilícito. Fulcanelli msg 07h49min de 27 de março de 2009 (UTC)

Como a revista é Época, que se dê Tempus ao tempo :) Namastê. Fulcanelli msg 07h57min de 27 de março de 2009 (UTC)

Texto parcial é aquele que toma partido. O autor do artigo não tomou partido, apenas citou o texto que gerou a controvérsia e a refutação dos interessados. O Holocausto não está acima de qualquer crítica, quem tiver um estudo sério sobre a realidade dos campos de concentração deve publicá-lo sem sofrer censura. Se não havia câmaras de gás, que se prove isso com documentos. Tempus (discussão) 08h09min de 27 de março de 2009 (UTC)

O proprio autor da seção retirada concordou com a retirada e criou o artigo Ruth de Aquino, colocando aquela seção dentro dele, muito mais pertinente. A quesrão ali nem se trata de referencias ou imparcialidade, mas de estilo do verbete mesmo. E o Gunnex retirou tbém do artigo da Ruth marcando VDA.MachoCarioca oi 08h14min de 27 de março de 2009 (UTC)

[editar]

Ainda no mesmo assunto, propus a eliminação da página, já que a jornalista em questão não apresenta relevância suficiente para constar numa enciclopédia e foi incluida apenas por causa de um conflito entre ela e o autor do artigo. Retirados os dados sobre o conflito, o artigo não faz mais sentido de existir. Página de eliminação em Wikipedia:Páginas para eliminar/Ruth de Aquino.

Obrigado, --189.6.107.167 (discussão) 13h29min de 27 de março de 2009 (UTC)

P.S.: Não sou de forma nenhuma afiliada à jornalista ou revista em questão. Apenas acho que a wikipédia não deve ser usada para divulgar conflitos entre autores de blogs.

Minha cara, também acho que a Ruth de Aquino e 90% dos jornalistas presentes na Wikipedia não tem nem de longe relevancia para constar como verbete em uma enciclopedia, pois são apenas profissionais fazendo o seu trabalho ( e alguns deles, mal). Entretanto, num lugar onde não se consegue eliminar aritigos sobre ex-bbbs, e prostitutas que escreveram um livro, porque elas tem fã-clube enciclopedico, acho que a Ruth é um luminar de relevancia. Sds MachoCarioca oi 13h35min de 27 de março de 2009 (UTC)

Respeito sua opinião, mas acredito que um erro não deve justificar o outro. O fato de celebridades efêmeras terem fã clubes na wikipédia não justifica que se mantenha uma página criada por conflitos de egos. Enfim, minha opinião.
--189.6.107.167 (discussão) 13h56min de 27 de março de 2009 (UTC)

O que sobrou no artigo dela não é um 'conflito de egos'. a intenção com que foi feito, não importa, o que importa é o resultado. Uma micro biografia normal como tantas. De uma jornalista enciclopedicamente irrelevante mas como centenas que existem aqui, não vejo problema. Aproveita e se registra pra ajudar a votar na eliminação das bbbzetes na proxima rs MachoCarioca oi 14h00min de 27 de março de 2009 (UTC)

  • Hmmm...seilá por que essa discussão toda tem um cheiro de censuuura... Gerbilo :< 19h41min de 27 de março de 2009 (UTC)
Eu acredito que o arquivo não deva ser retirado, porém, acredito que esta enciclopédia embora "livre", não seja lugar para estes conflitos, eles não contém conteudo enciclopédico.100% matemática (discussão) 00h09min de 29 de março de 2009 (UTC)

Prezados, antes de blogueiro sou cientista profissional da USP e coordenador do Laboratório de Divulgação Científica da FFCLRP-USP. Não tenho muita familiaridade com a wikipedia e seus criterios e assim peço desculpas por qualquer inconveniente. Entretanto discordo com a retirada da seção sobre a polêmica entre Ruth de Aquino e a comunidade de blogs científicos do Brasil (os blogueiros dessa comunidade são jornalistas cientificos, cientistas e pós-graduandos em ciências). Embora seja uma guerra de egos (na medida que os cientistas se sentiram ofendidos enquanto que a jornalista continua afirmando que quem a está criticando é porque não sabe português nem interpretação de texto), acredito que não seja apenas "uma guerra de egos" , mas sim um evento potencialmente importante (embora pequeno) que sinaliza as novas possibilidades de conflito e cooperação no jornalismo 2.0 onde colunistas recebem críticas extensivas em suas janelas de comentários e comunidades de blogueiros podem checar as informações com profundidade. Por exemplo,

Roberto Takata do blog Gene Reporter entrevistou dois dos cientistas estrangeiros criticados por Ruth de Aquino como tendo feito pesquisas irrelevantes ou preconceituosas que, na opinião dela, não deveriam receber subsídios governamentais. Tais pesquisadores estrangeiros de alto gabarito e cujas pesquisas foram publicadas em ótimas revistas científicas com peer review responderam a Takata, traçando comentários sobre a questão do jornalismo científico sensacionalista e explicando em detalhe a motivação e as aplicações concretas de suas pesquisas, ver as respostas de Paul Gregg e Susan Fiske.

Além disso, foi pedido à Sociedade Brasileira de Física e seus associados, e outras sociedades científicas, para se manifestarem. Novos desdobramentos estão a vista nos próximos dias e a página da Wiki seria um site de centralização de informação sobre este (pequeno mas significativo) affair jornalístico. Infelizmente, embora a coluna da editora-chefe tenha sido a segunda ou terceira mais comentada da semana, com 98% de comentários negativos, e várias cartas tenham sido enviadas para o espaço do Leitor na revista impressa (não por mim, enfatizo), nem uma única linha saiu na revista na semana seguinte. Do mesmo modo, dois amigos blogueiros cientificos que são jornalistas das organizações Globo se vêem impedidos de tecer qualquer comentário sobre o episódio (a favor ou contra Ruth de Aquino!), visto que isso põe em risco seus empregos.

Minha proposta é que seja mantida a página bio de Ruth de Aquino assim como está (talvez melhorando as referências) uma vez que outros colunistas e jornalistas menos relevantes que ela (da mesma revista Época!) também possuem páginas bio na wiki. Mais tarde, quando a poeira baixar, se avaliado que o affair entre a jornalista e a comunidade científica realmente adquiriu relevância enciclopédica, então uma PEQUENA seção sobre o affair, com links para as fontes relevantes, seja colocado. E eu sinceramente espero, torço e acredito que a Wiki não possua entre seus editores, jornalistas da Globo de plantão cujo único trabalho seja o de relações públicas, mantendo biografias expurgadas do falecido Roberto Marinho e de seus atuais funcionários. Lembremos que crítica de leitor (ou mesmo blogueiro) não constitui censura. Quem censura é apenas quem tem o poder (econômico, midiático) de censurar... 189.5.205.221 (discussão) 11h24min de 31 de março de 2009 (UTC)

O que é a Wikipédia Lusófona?


Wikipédia em português ou Wikipédia lusófona é a versão em língua portuguesa da Wikipédia, a enciclopédia livre. A palavra "lusófona" refere-se a um país ou povo que tem como língua oficial o português.

A Wikipédia em língua portuguesa foi a quinta edição da Wikipédia a ser criada. Iniciou suas atividades em junho de 2001, tendo alcançado a marca de cem mil artigosem 26 de janeiro de 2006. Atualmente, é a oitava colocada em número de artigos, com 469 153 artigos.

A partir do final de 2004, esta edição cresceu rapidamente. Durante o mês de maio de 2005, ultrapassou o número de artigos das edições em Espanhol e Italiano. Comparando-se com a posição atual, em maio de 2004 era apenas a décima sétima Wikipédia em número de artigos.

Os artigos em língua portuguesa podem conter pequenas variações de escrita, já que esta edição engloba todos os falantes do português, seja qual for a norma que utilizem.

O português escrito em PortugalCabo VerdeSão Tomé e PríncipeGuiné-BissauAngolaMoçambiqueTimor-Leste e Macau apresenta diferenças em relação ao português escrito no Brasil. Assim, os artigos podem variar suas características de escrita dependendo de quem os escreveu; porém, como acontece nas outras grandes línguas internacionais, não existem versões superiores ou inferiores: são apenas diferentes. Em outubro de 2007, a wikipédia lusófona ultrapassou a marca dos 300 mil artigos e, em junho de 2008, a marca dos 400 mil.

O que é a Wikipédia?


Por incrível que pareça, muita gente não possui uma idéia exata sobre o que é a Wikipédia. É comum se expressarem dúvidas e críticas que já foram amplamente debatidas e respondidas há anos atrás. Para contribuir para um maior esclarecimento (e deixar Ruth de Aquino em paz!) , começo esta série de posts sobre a nova Enciclopédia do século XXI, que talvez venha a desempenhar um papel social até maior que a Enciclopédia de D´Alembert e Diderot.

É claro que a qualidade da Wikipédia lusófona está anos-luz atrás da inglesa, mas imagino que isso se deve à preguiça, ceticismo e descrença de portugueses e brasileiros, não é mesmo? Será que nunca faremos um mea culpa?

Entretanto, a Wikipédia provavelmente é a principal fonte de informação para trabalhos escolares no Brasil, atualmente. Qualquer estudante pode ir em uma lan house na sua cidadezinha (se tiver escola, a cidade deve ter lan house também!) e acessar a Wiki. Que tal se em um esforço coletivo, todos náo brasileiros e portugueses déssemos nossa contribuição (em dinheiro, tempo e conhecimento) para essa grande fonte de educação coletiva e barata que é a Wikipédia? Afinal, se você encontrar alguma informação errada em um artigo da Wiki, basta você editar e consertar!

Wikipédia[3] é uma enciclopédia multilíngüe online livre colaborativa, ou seja, escrita internacionalmente por várias pessoas comuns de diversas regiões do mundo, todas elas voluntárias. Por ser livre, entende-se que qualquer artigo dessa obra pode ser transcrito, modificado e ampliado, desde que preservados os direitos de cópia e modificações, visto que o conteúdo da Wikipédia está sob a licença GNU/FDL (ou GFDL).

Criada em 15 de Janeiro de 2001, baseia-se no sistema wiki (do havaiano wiki-wiki = "rápido", "veloz", "célere").

O modelo wiki é uma rede de páginas web contendo as mais diversas informações, que podem ser modificadas e ampliadas por qualquer pessoa através denavegadores comuns, tais como o Internet ExplorerMozilla FirefoxNetscapeOperaSafari, ou outro qualquer programa capaz de ler páginas em HTML e imagens. Este é o fator que distingue a Wikipédia de todas as outras enciclopédias: qualquer pessoa com o acesso à Internet pode modificar qualquer artigo, e cada leitor é potencial colaborador do projeto.

A enciclopédia sem fins lucrativos, é gerida e operada pela Wikimedia Foundation. Ela está disponível em 257 idiomas ou dialetos[1] com um total de 7,5 milhões de artigos[4], dos quais 2,1 milhões de artigos são referentes à versão em língua inglesa (dados de 11 de Dezembro de 2007)[5] e 469 151 artigos na versão em língua portuguesa (dados de 31 de março de 2009). O número total de páginas ronda os 24 milhões e inclui imagens, páginas de usuários, páginas de discussão, categorias, predefinições, páginas de gestão dos projectos, etc. A versão alemã distribui-se também em DVD-ROM. Propõem-se, ainda, as idéias na versão anglófona, além de uma edição impressa.

Desde seu início, a Wikipédia tem aumentado firmemente sua popularidade[6], e seu sucesso tem feito surgir outros projetos irmãos. Segundo o Alexa, a wikipédia está entre os quinze websites mais visitados no mundo[7]. A popularidade também deve-se ao fato de muitas das páginas terem sido ou copiadas ou "forkiadas". Nas palavras do co-fundador Jimmy Wales, a Wikipédia é "um esforço para criar e distribuir uma enciclopédia livre e em diversos idiomas da mais elevada qualidade possível a cada pessoa do planeta, em sua própria língua".[8]

Contudo, o fato de qualquer um, especialista ou não, poder editar o conteúdo da Wikipédia, tem gerado controvérsias. Algumas revistas e/ou enciclopédias rivais, tais como Encarta e Encyclopædia Britannica, têm criticado os artigos contidos na Wikipédia, que afirmam serem abordados de tal forma que condigam com a opinião da maioria e não com os fatos.

domingo, março 29, 2009

Ruth de Aquino cometeu plágio de idéias?

Ótima iniciativa do Roberto em entrevistar os pesquisadores estrangeiros, algo de Ruth não fez e não faria pois não era este seu objetivo: ela queria apenas encher linguiça em sua coluna semanal com algo engraçadinho, tipo beautiful people comentando sobre nerds

Engraçado que um jornalista amigo meu disse que existe sim o tal plágio de idéias, e não apenas plágio de textos. Ou seja, ao não citar o artigo do The Independent onde se inspirou, Ruth cometeu plágio de idéias. Ela deveria ter começado seu texto assim: "A ciência também pode ser fonte de riso: afinal, muitas pesquisas parecem levar a conclusões ridículas ou apenas confirmar o óbvio. É o que comentam os jornalistas fulano de tal e sicrano de tal em sua coluna no The Independent, em fevereiro passado (link para eles).  E eu, Ruth, concordo com eles... etc"

Besteirol de Ruth de Aquino no Observatória da Imprensa


Link para Roberto Takata no Observatório da Imprensa.

Recebido do Atila Iamarino, do ScienceBlogs Brasil.



















Texto do Carl Zimmer sobre se os jornais estão abrinido mão da ciência informativa pela sensacionalista.

(adjetivo) repórter (verbo) reportagem. (substantivo)! - 42

O Besteirol de Ruth de Aquino - Ciência, Educação e Mais



Paul Gregg responde a Ruth de Aquino - Gene Reporter

Besteirol sobre pesquisas científicas - Roberto Takata no Observatório da Imprensa


Roberto Takata  do Gene Reporter também escrutinou o texto de Aquino em 10 outros posts, de uma conferida. Eu o estou convidando a criar e editar uma página do "Caso Aquino" na Wikipédia. Tentei colocar na página da Revista Época mas o texto foi eliminado. Criei uma página biográfica de Ruth de Aquino com uma seção sobre o Caso Aquino, mas os editores a eliminaram com o argumento de que a jornalista Ruth de Aquino é uma jornalista com produção irrelevante e não possui status para constar na wikipedia!

Mas uma página sobre o Caso Aquino talvez tivesse chance de emplacar, dado que a wiki possui páginas muito menos relevantes sobre bobagens pop.

sexta-feira, março 27, 2009

Qual a porcentagem de "homens e mulheres de bem, pagadores de impostos e leitores de Veja" que são bandidos-chics?



Agência Estado e Yahoo: Leia a integra aqui.

Procurador do Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) Matheus Baraldi Magnani afirmou, em coletiva de imprensa, que a dona da butique Daslu, Eliana Tranchesi, e os outros envolvidos na Operação Narciso, presos novamente hoje pela Polícia Federal (PF), não poderão recorrer em liberdade. Na avaliação do MPF, a sentença da juíza da 2ª Vara Federal de Guarulhos, Maria Isabel do Prado, imputa o reconhecimento da existência de uma organização criminosa e a reiteração dos crimes já cometidos, o que impede o recurso em liberdade. Somados todos os crimes, a pena de Tranchesi chega a 94,5 anos de prisão.
(...)

Na avaliação do procurador, a Operação Narciso atingiu o seu objetivo, pois quando foi deflagrada, em 2005, se falou em exagero, a atuação das autoridades foi questionada e não se acreditava em uma condenação, "mas o MPF federal estava confortável e amparado em um mar de provas, principalmente pela boa atuação da Receita Federal". Ele disse também que a atuação da juíza foi louvável. "Organização criminosa não é só coisa de desgraçado com fuzil na mão, rico também integra organização criminosa."
Ele voltou a afirmar que as penas dos réus são bastante severas porque "eles não precisavam disso e (foram motivados) por cobiça".

Entretanto, na entrevista coletiva que concedida hoje, o procurador do MPF-SP reconheceu que os habeas-corpus foram rejeitados antes que a sentença fosse dada e prevê que a defesa deve entrar com uma série de novos habeas-corpus na Justiça, agora que a sentença já foi expedida. Segundo o procurador, essa quadrilha atuava de forma muito confiante pelo poder social e político que tinha.

Obviamente usei um título provocativo: a probabilidade condicional P(RB|V) que um leitor de Veja seja um rico-bandido (ou bandido-chic) é baixa mas a probabilidade P(V|RB) é alta, nem que seja porque esses caras adoram ler Diogo Mainardi.

E um exemplo mais claro sobre probabilidades condicionais: a probabilidade P(B|R) de um cara rico ser bandido é alta (no sentido de sonegação de impostos e evasão ilegal de divisas), mas a probabilidade P(R|B) de um bandido ser rico é baixa.

Finalmente: a probabilidade de P(V|R) de um rico ser leitor de Veja é baixa (ricos em geral são pessoas cultas) e a probabilidade P(R|V) de um leitor de Veja ser rico também é baixa: leitores de Veja são basicamente a classe média e média-baixa inculta, que até poderiam comprar revistas melhores mas preferem revistas que apenas reforcem seus pobres pontos de vista.

Não adianta banda larga se a mente é estreita... 

quinta-feira, março 26, 2009

Ruth de Aquino affair na Wikipedia

Uma possível resposta de porquê editores da Época não simpatizamcom pesquisas científicas...

Embora Ruth de Aquino não tenha página própria na Wikipédia (ao contrário de outros seus colegas colunistas da Época), a seguinte seção foi colocada na wiki-página da Revista Época. Sintam-se à vontade para editar e adicionar seus links para posts e comentários sobre essa polêmica que, por sua natureza de gota d' água da falta de profissionalismo jornalístico em relação à ciência, pode se tornar o caso Sokal brasileiro.

A polêmica de Ruth de Aquino com jornalistas e divulgadores de ciência

Em março de 2009 a colunista e editora-chefe da sucursal do Rio de Janeiro, Ruth de Aquino, suscitou uma grande polêmica devido ao seu texto "O Besteirol da Ciência é melhor que o do Senado [1]". Entre outras afirmativas, a colunista declara:

Com tanta desgraça na política, uma receita de riso certo é ler sobre pesquisas “científicas” de universidades respeitadas. Conclusões: o cérebro masculino vê mulher de biquíni e sem rosto como objeto. Canhotos vão pior na escola – e os mais desajustados são as meninas ambidestras. Genes gays excitam as mulheres. Brincadeiras fazem bem às crianças. Resultados variam do óbvio ao inverossímil e preconceituoso. Como se arruma patrocínio para tanto besteirol?

Cientistas, jornalistas científicos, divulgadores de ciência e blogueiros científicos interpretaram o texto como sendo uma provocação gratuita e irresponsável que apenas reforça, de forma populista, estereótipos sobre a ciência e a academia, ao afirmar que pesquisas de senvolvidas em importantes universidades internacionais nada mais eram que perda de tempo, inúteis, preconceituosas, inverossímeis ou estatisticamente irrelevantes.

Aquino foi contestada por vários especialistas, que mostraram que a relevância dessas pesquisas só pode ser avaliada com a leitura (pelo menos) da Introdução e Conclusão dos artigos científicos, e não através de press releases ou notícias publicadas por jornalistas não especializados em cobertura científica. Também argumentaram que as pesquisas citadas não poderiam ser escaradas como irrelevantes ou triviais, e que a autora seria ignorante de conceitos básicos de estatística de pequenas amostras.

Para uma lista parcial das reações da blogosfera científica, ver [2]

Upgrade: alguém deletou a seção na página da Revista Época, mas uma página especial para o Ruth de Aquino Affair foi inaugurada na Wikipédia.

quarta-feira, março 25, 2009

Em defesa de Ruth de Aquino


Ainda com teclado sem acentos...

O Cientista da Religiao e pastor Guilherme de Carvalho colocou um 'otimo post em defesa de Ruth de Aquino, ponderado e advertindo os cientistas e blogueiros de ciencia contra o perigo de cair no Cientificismo (transformar Ciencia em Ideologia) e corporativismo cientifico.

De quebra, agiu como Jesus, deu a outra face e andou a segunda milha, dado que Ruth pretensamente eh ateia. Eu sempre disse que os teologos esclarecidos e progressistas e os ateus moderados deveriam se unir contra a mare' religiosa antimodernista, em vez de aceitar as provocacoes de Dawkins. Mas nunca me deram atencao, e aqueles que deveriam estar do mesmo lado da barricada (ou seja, aqueles que aceitam uma sociedade plural secular) agora estao separados e em conflito.

Guilherme Vilela Ribeiro de Carvalho, pastor da Igreja Esperança em Belo Horizonte, é obreiro de L'Abri no Brasil e presidente da Associação Kuyper para Estudos Transdisciplinares. É também organizador e autor de Cosmovisão Cristã e Transformação e membro da associação Christians in Science (CiS). http://guilhermedecarvalho.blogspot.com/

Pesquisas com 21 loiras valem?


Teclado sem acentos, depois conserto isso:

Ser'a que podemos concluir a partir de uma amostra de 21 fotos como esta que loiras destras sao burrinhas e que morenas ambidestras sao inteligentes como Ruth de Aquino? Nao, nao podemos, pois as fotos teriam sido escolhidas a dedo (como os artigos comentados por Ruth) em vez de constituirem uma amostra aleatoria sobre a populacao de loiras.

Ruth de Aquino e mesmo alguns dos blogueiros que a contestaram afirmaram que realmente uma pesquisa com 21 pessoas 'e muito pouco. Não necessariamente. Se as pessoas forem escolhidas de forma razoavelmente aleatoria, 'e poss'ivel sim extrair informacao de uma amostra pequena. Se o desvio-padrao da populacao for S, entao para resultados que seguem uma distribuicao Gaussiana, o desvio-padrao da media 'e sigma/sqrt(21) , ou seja, aproximadamente igual a 0.22 sigma. Ou seja, a barra de erro j'a eh razoavelmente pequena.

Isso vem do Teorema Central do Limite. 'E ele tambem que explica porque podemos fazer estimativas razoaveis em pesquisas eleitorais com apenas 2000 pessoas escolhidas aleatoriamente emum universo de 80 milhoes de eleitores. 'E o velho argumento de que para saber se um caldeirao de sopa est'a salgado, basta experimentar uma colherinha, nao preciso esperimentar metade do caldeirao...

Talvez este exemplo seja mais intelig'ivel: Voce d'a uma droga nova para 21 rapazes e 18 deles morrem em 24 horas. Ser'a que precisariamos dar a droga para uma amostra de 2100 jovens antes de poder concluir que a droga 'e perigosa? Eu acho que qualquer comite de etica pararia a pesquisa depois dessa amostra de 21 pessoas (mesmo que fosse possivel que cada caso de morte pudesse, por puro acaso, acontecer independentemente da droga). Sim, isso 'e poss'ivel, mas bastante improv'avel, e a Estat'istica pode quantificar essa improbabilidade...

terça-feira, março 24, 2009

Ruth de Aquino já é a segunda colocada em comentários na Revista Época

Um dos argumentos contra simples contagem de citações para avaliar a qualidade de um paper é que ele pode estar recebendo citacões simplesmente para ser criticado, pois apresentou resultados errados. Parece que isso está acontecendo com a coluna de Ruth de Aquino, que agora às 19:20 de 24/03/2009 já é a segunda mais citada, perdendo apenas para "Estou grávida de minha namorada". É claro que 98% dos comentários foram críticas. E ela ainda não deu satisfação nenhuma aos leitores!
Uma das coisas que mais me impressionaram em minha carreira foi o caso de um artigo de Bernard Derrida (físico famoso primo daquele filósofo meia boca) e Elisabeth Gardner sobre redes neurais que continha um calculo de uma linha de estabilidade (mostrada em uma figura). Essa figura e cálculo eram citados por todo mundo, apareceu até em livro. Até que um dia um orientador pediu a um estudante de doutorado que refizesse a conta, e o menino não conseguiu. Na verdade, mostrou que a conta e a figura daquele paper famosíssimo estavam erradas!
Eles publicaram um comment no Physical Review Letters, falando disso e mostrando os novos resultados, a nova linha de estabilidade. Nessa revista, os autores cujo paper recebeu o comment tem direito a uma réplica (em geral eles usam essa réplica para contestar, escapar, dizer que não foi bem aquilo que disseram, desviar a atenção, encher linguiça etc). Nessa épca Gardner já tinha falecido (morreu jovem, de cancer), mas Derrida respondeu. Foi a menor réplica que eu já vi publicada no PRL e dizia mais ou menos assim: "Os autores do comment estão corretos, parabéns!"
E depois chamam os físicos de arrogantes! Arrogante é editora chefe de sucursal do Rio de Janeiro...
Vou passar aqui uma pauta para Ruth: se ela quiser criticar de verdade a inutilidade da produção científica, ela deveria comentar com os leitores sobre a porcentagem de papers que nunca recebem citação alguma. Eu não sei o número exato, mas deve estar por volta de 10% ou mais.
Entretanto, cuidado. Falta de citações também não é demérito, pois podem ocorrer devido a vários fatores:
1. Era um trabalho novo mas preliminar, e uma versão mais completa foi publicada posteriormente. Cita-se a versão mais completa.
2. O trabalho é bom, mas é publicado em uma época em que os pesquisadores da área estão migrando para outros assuntos (os físicos, em especial, sempre estão atrá de novidades, e como os problemas mais dificeis são resolvidos com muito esforço e tempo, um paper tour de force mas tgardio pode não receber a atenção devida.
3. O trabalho é bom, mas foi publicado em uma revista com baixo status. As pessoas sempre tendem a citar artigos publicados em revistas com status (Impact Factor), principalmente porque o espaço ou número de citações permitido nas revistas é finito.
4. O trabalho é tão original que demora um certo tempo para a comunidade absorvê-lo, e as vezes ele passa despercebido por anos. São os papers chamados de "Belas Adormecidas", que só despertam muitos anos depois.
5. O trabalho é bom, mas um outro na mesma linha é melhor. Escolhe-se o segundo para citar.
6. O trabalho é bom, mas a rede social de amigos do cientista é pequena (ele é timido, não aparece em congressos, não divulga etc). Acaba ficando sem citações.
7. Etc... etc.
Eu tenho vários trabalhos que não receberam nenhuma citação (OK, compensados pelas 400 citações que já recebi pelos outros!). Mas eu me orgulho deles, em todos acredito existirem idéias originais, mas fatores como os descritos acima os deixaram com citação zero. E como eu também não costumo me autocitar muito, isto contribui para o fato.
Me orgulho também dos meus paper que nunca foram publicados: em geral eles são os mais originais e mais interessantes de um ponto de vista amplo, mais filosófico, não restrito a uma especialidade dentro da Física Estatística. É por isso que eu os divulgo aqui no blog...

Gene Reporter analisa texto de Ruth de Aquino


Tá dificil acompanhar a velocidade da blogosfera brasileira. Engraçado que nossos irmãos de Portugual não se manifestaram. Acho que eles achem óbvio (essa palavrinha pegou!) que não vale a pena responder à reporteres brasileiros...

Uma análise mais fina do texto falacioso de Ruth de Aquino feita pelo eBlog Gene Reporter.


Um exemplo da análise passo a passo do post:

Como o novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assina todos os documentos com a mão esquerda, é no mínimo inoportuna a pesquisa recente afirmando que “os canhotos vão pior na escola porque são uns desajustados com Q.I. mais baixo”. Foi um estudo amplo, com 10 mil crianças, da Universidade de Bristol, na Inglaterra. As garotas se saem pior ainda, porque, segundo os pesquisadores, “não existe um senso de superação entre as meninas que não escrevem com a mão direita”. E os ambidestros não desenvolveriam todas as habilidades motoras. Como sou mulher, ambidestra e escrevo só com a mão esquerda, esse estudo poderia ter arrasado minha autoestima. Seria trágico se não fosse cômico.
O fato de Obama ser canhoto não tem nada a ver com isso. A Sra. Aquino desconhece o que significam médias. Se os homens na média são mais velozes do que as mulheres não quer dizer que toda mulher é mais lenta do que qualquer homem. Uma campeã olímpica é certamente mais rápida do que eu. Mesmo uma atleta de fim de semana provavelmente é mais veloz. Não há nenhuma tragédia (a não ser a ignorância da jornalista a respeito de estatística) nem comicidade. Canhotos vão menos bem nas escolas, o que isso tem risível? Mostra exatamente a necessidade de ajustes no sistema escolar para que os canhotos possam ir tão bem quanto os destros.