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domingo, abril 27, 2008

Quando os clones não são gêmeos


Um ótimo artigo do Carl Zimmer no NYT, cuja tradução pelo Terra Notícias coloco aqui. Apenas não entendi a tradução Bactéria de tripa humana produz clones idênticos para o título do NYT Expressing our individuality , the way E. Coli do. ("Tripa"? Argh, por que será que o brasileiro gosta de mudar os títulos dos filmes?). O título em português acaba sugerindo exatamente o contrário do tema do artigo

Zimmer, no The Loom (curioso que não existem permalinks ali), anota os seguintes artigos científicos sobre o tema :

Stochastic Gene Expression In A Single Cell

Persister cells, dormancy and infectious disease

Predicting stochastic gene expression dynamics in single cells

Zimmer diz:

Other studies suggest that the unpredictable noisiness in E. coli’s cellular machinery is also responsible for persistence, hairy coats, selfless suicide and vulnerability to viruses. The big question for many scientists is why E. coli has evolved so that noise can produce such drastic changes in its biology.

Mathematical models suggest E. coli uses noise as a way to hedge its bets. A colony of E. coli can’t simply wait until they’re doused with antibiotics to slip into persistence. They’d be killed before they were done. Instead, noise causes a fraction of them to be persisters. If they do get hit with antibiotics, at least a few of them will survive. If the antibiotics never come, the majority of the bacteria can continue to grow and divide.

E. coli appears to follow a universal rule. Other microbes exploit noise, as do flies, worms and humans. Some of the light-sensitive cells in our eyes are tuned to green light, and others to red. The choice is a matter of chance. One protein may randomly switch on the green gene or the red gene, but not both.

In our noses, nerve cells can choose among hundreds of different kinds of odor receptors. Each cell picks only one, and evidence suggests that the choice is controlled by the unpredictable bursts of proteins within each neuron. It’s far more economical to let noise make the decision than to make proteins that can control hundreds of individual odor receptor genes.



É interessante pensar nas colônia de E. Coli como proto-organismos multicelulares, cujo mecanismo de diferenciação celular é estocástico (um mecanismo presente mesmo nos organismos multicelulares, como o exemplo dos neurônios receptores de odor mostra). Se assim é, essa diferenciação poderia ser otimizada em sistemas perto de bifurcações, pois é onde o ruído faria diferença, jogando o sistema de uma bacia de atração fenotípica para outra.

Mais um possível exemplo ilustrando a fé do Santa Fe Institute?



sábado, abril 26, 2008

Possessões e reencarnações tecnológicas


O blog Infoneuro, mantido por algum tempo por Antônio Roque e Gustavo Miranda Forte foi "possuído" por um novo usuário ou robot. Alguém poderia me esclarecer como isso acontece? Aparentemente, as pré-condições são deixar o blog com poucos posts e não fazer o claim dele em algum lugar, por exemplo no Technorati.

Já o meu celular "reencarnou" num novo corpo, bastando para isso transferir seu chip. Hum, mas neste caso o termo não é totalmente adequado, pois na verdade seria mais como um transplante de cérebro. Curiosamente, as memórias (de telefones) do novo chip se misturaram com as do celular anterior.

Mas prossigamos com a analogia: se cada chip de celular equivale a um espírito, e se cada espírito preexiste à sua encarnação em um corpo (o celular), então como explicar os bilhões de chips de celular hoje existentes?

Uma das teorias é que tais chips, na sua vida passada imediata, eram chips animais. Outra idéia é que eles viriam de outro planeta. Mas quando examinamos a memória de tais chips (usando as teclas apropriadas ou o "método de regressão de vidas passadas") não encontramos tais relatos ou informações sobre isso. Pois, afinal de contas, para se ter um bom relato sobre uma vida em outro planeta você tem que ser um ótimo escritor de ficção científica. Mas esses, são raros...

sexta-feira, abril 25, 2008

Xis-Xis blog



Hummm... localizado mais um blog de ciências (de novo, localizado por causa dos comentários aqui). O XIS-XIS é assim definido:

  • Ciência, meio ambiente e comportamento...
  • Em princípio, as fêmeas são XX e os machos XY. Além dessa discreta diferença, nós, mulheres, possuímos alguns bilhões de neurônios a menos. Nada de muito importante, já que nossas ligações cerebrais são imensamente mais eficientes que as deles. Também somos cheirosas, aplicadas e não precisamos mais dos homens para nos reproduzir. Então, vou provar que ciência é coisa de mulher. Que é fácil. E, ainda por cima, muito atraente.

Não entendi se é um blog recente ou a reencarnação no Wordpress de um blog mais antigo. Recomendo dar uma olhada no post Calcule o TAMANHO do seu pé (ecológico).

Lendo a Isis, fico com a impressão que os blogs científicos escritos por mulheres são mais, como direi, "femininos": ou seja, melhor escritos, menos agressivos, mais empáticos e gostosos de ler. Acho que isso fará bastante diferença no futuro dessa mídia.

Boas vindas e tudo de bom para este novo blog de ciência.

quarta-feira, abril 23, 2008

Terremoto na Blogosfera

Portuguese (Português) posts that contain Terremoto per day for the last 30 days.
Technorati Chart
Get your own chart!

terça-feira, abril 22, 2008

Peirce já disse isso...


Recebi um exemplar do livro esta semana. Destaco (claro!) a Introdução do meu irmão Renato.





Por: R$34,20

"Ilustrações da Lógica da Ciência", sem exagero, constitui um pequeno clássico da filosofia ocidental. Mas, a propósito, o que faz uma obra tornar-se um clássico? Em primeiro lugar, a originalidade das idéias nela contidas, isto é, suas inovações em relação ao tempo em que foi escrita. Em segundo lugar, a robustez e a popularidade da obra frente ao exame crítico da posteridade. Com efeito, essa série de ensaios satisfaz completamente esses dois critérios. Em seu todo, essa é uma obra popular, dirigida para o grande público, mas isso em nada diminui sua inegável qualidade.

Qual é a essência do conhecimento científico? Como se dá o processo de produção desse conhecimento? Qual o papel do acaso no mundo natural? Qual a relação entre a probabilidade e o método indutivo? Há uma ordem que subjaz nosso universo? Questões como essas ocupam a mente de cientistas e filósofos há tempos. Charles S. Peirce, propõe-se a discutir esses assuntos. Com a profundidade de pensamento que lhe é própria, Peirce esclarece e discute conceitos que ainda hoje informam boa parte da epistemologia e da filosofia da ciência contemporâneas. Uma obra de referência para cientistas, professores e estudantes dedicados às mais diversas áreas do conhecimento.

"Ilustrações da Lógica da Ciência", sem exagero, constitui um pequeno clássico da filosofia ocidental. Mas, a propósito, o que faz uma obra tornar-se um clássico? Em primeiro lugar, a originalidade das idéias nela contidas, isto é, suas inovações em relação ao tempo em que foi escrita. Em segundo lugar, a robustez e a popularidade da obra frente ao exame crítico da posteridade. Com efeito, essa série de ensaios satisfaz completamente esses dois critérios.
Em seu todo, essa é uma obra popular, dirigida para o grande público, mas isso em nada diminui sua inegável qualidade.

Qual é a essência do conhecimento científico? Como se dá o processo de produção desse conhecimento? Qual o papel do acaso no mundo natural? Qual a relação entre a probabilidade e o método indutivo? Há uma ordem que subjaz nosso universo? Questões como essas ocupam a mente de cientistas e filósofos há tempos. Charles S. Peirce, propõe-se a discutir esses assuntos. Com a profundidade de pensamento que lhe é própria, Peirce esclarece e discute conceitos que ainda hoje informam boa parte da epistemologia e da filosofia da ciência contemporâneas. Uma obra de referência para cientistas, professores e estudantes dedicados às mais diversas áreas do conhecimento.


Mais informações neste site aqui.

Autor: Charles Sanders Peirce

Tradução e Introdução: Renato Rodrigues Kinouchi

Título original: The essential Peirce: selected philosophical writings

Páginas: 200

Edição: 1ª

Ano: 2008

Coleção: Filosofia e História da Ciência

ISBN: 9788598239927

Formato: 23,00 x 16,00

Peso: 0,326

Cód. Fabricante: 3.01.02.1138

Como aumentar o tráfego do seu blog


Vou listando aqui links que dão dicas para aumento de tráfego:

ONG promete prêmio a possível criador de "carne in vitro"


Da Folha Online, da France Presse, em Washington


A ONG Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) informou que vai dar um prêmio de US$ 1 milhão para quem, até 2012, criar um método de produzir carne in vitro que seja semelhante em gosto e aparência à de verdade.
Deve ganhar o prêmio o indivíduo que conseguir desenvolver, produzir em escala comercial e ainda vender carne de frango feita em laboratório. O produto deve estar à venda até 2012 em dez Estados norte-americanos a preços competitivos.
"A produção de carne in vitro poderia usar células-tronco animais colocadas em um meio para crescerem e reproduzirem. O resultado imitaria a carne real e poderia ser cozinhada e comida", afirmou a ONG, em um comunicado.
Segundo a organização, como muitas pessoas "se recusam a deixar seu vício por carne, a Peta deseja ajudá-los a ter acesso a uma carne que não causa sofrimento e morte".
Equipes ao redor do mundo já trabalham para produzir carne em laboratório, mas deve levar algum tempo até que esses produtos cheguem de fato ao mercado. No concurso, dez jurados da ONG vão provar a carne artificial para ter certeza de que a textura e o sabor são semelhantes aos do frango comum.
De acordo com a Peta, a medida tem o objetivo de diminuir o sofrimento animal. "Mais de 40 bilhões de frangos, peixes, porcos e bois são mortos por ano de modos horríveis para gerar comida nos Estados Unidos", diz a organização.
"A carne in vitro poderia livrar os animais do sofrimento. Além disso, a carne in vitro poderia reduzir de modo dramático os efeitos devastadores dessa indústria no ambiente", diz.


En passant, achei isso fazendo buscas sobre "chicken":



The game of Chicken, also known as the Hawk-Dove game, is an influential model of conflict for two players in game theory. The principle of the game is that while each player prefers not to yield to the other, the outcome where neither player yields is the worst possible one for both players. The name "Chicken" has its origins in a game in which two drivers drive towards each other on a collision course: one must swerve, or both may die in the crash, but if one driver swerves but the other does not, he or she will be called a "chicken"; this terminology is most prevalent in the political science and economics. The name "Hawk-Dove" refers to a situation in which there is a competition for a shared resource and the contestants can choose either conciliation or conflict; this terminology is most commonly used in biology and evolutionary game theory. From a game-theoretic point of view, "Chicken" and "Hawk-Dove" are identical; the different names stem from parallel development of the basic principles in different research areas.[1] The game has also been used to describe the mutual assured destruction of nuclear warfare.[2]
The game is similar to the prisoner's dilemma game in that an "agreeable" mutual solution is unstable since both players are individually tempted to stray from it. However, it differs in the cost of responding to such a deviation. This means that, even in an iterated version of the game, retaliation is ineffective, and a mixed strategy may be more appropriate.

segunda-feira, abril 21, 2008

O poder do Anel


Luis Brudna, do Glúon Blog, coloca o seguinte comentário no post ABC do LDC, onde afirmei que os critérios de inclusão seguem uma "lógica fuzzy" pois se nem Popper conseguiu definir o que é Ciência, como poderíamos querer definir o que é um blog científico:

luisbr said...

Isso é um problema.
Como manter a qualidade sem fazer patrulha texto a texto?
Vai que algum blogueiro surta e passa a escrever sobre astrologia e leitura das mãos! hehe
Conhecendo a mania pseudocientífica que brasileiro tem, eu ainda acho que isso vai ocorrer cedo ou tarde.

Luís, acho que você levantou um ponto importante: dado que o ABC é um portal patrocinado pelo Departamento de Física e Matemática da FFCLRP - USP, seria o caso de que a inclusão de um link para um blog seria uma expécie de aval ou selo de qualidade IMETRO da cientificidade do blog?


Não tenho respostas prontas para isso. É de comum acordo que blogs específicos sobre pseudociências (entendidas como práticas ou teorias que se dizem fundamentadas cientificamente mas que não são avalizadas pela comunidade científica) e paraciências (entendidas como práticas ou teorias que não afirmam serem fundamentadas cientificamente) não são o objeto primordial do portal (lembrar a letra C do ABC). Assim, existe uma triagem, mas é uma triagem grossa.

Por exemplo, eu imagino que muitos psicanalistas se sentem desconfortáveis caso fossem chamados de cientístas (embora Freud não), pois afinal "todo mundo sabe" que a Psicanálise é maior e mais ampla que uma disciplina científica. Sendo assim, caso um blogueiro psicanalista como o Rogério Silva, do Freud Explica, participante da Roda da Ciência, quiser se inscrever no Portal, ele seria filtrado fora?

Por outro lado, eu tenho visto textos e comentários tão fracos (do ponto de vista científico - ou seja, cheios de falácias e pensamento sofismático) em blogs "céticos" ou de "ateísmo militante", que pretendem "defender a ciência", que uma filtragem estrita em termos de qualidade também deveria excluí-los...

Ou seja, em que sentido a Blogosfera pode divulgar ciência ou cultura científica? Será que não seria melhor dizer que o que a Blogosfera Científica faz é uma "conversação sobre ciência", como o Science Blogs da SEED afirma? Ou seja, assim como a USP não avaliza nossas conversas (na cantina) sobre ciência e filosofia, também o portal ABC não o faria. Mas patrocinar essas conversas ajudaria principalmente a enfraquecer estereótipos sobre a ciência. Isso já seria um grande feito.

Quem vai dar o selo de qualidade final de cada blog é o "mercado" (hummmm, quem diria que um dia eu me expressaria deste modo!), ou seja, os leitores e blogueiros, com as avaliações em forma de comentários, número de visitas, autoridade Technorati de cada blog etc. OK, OK, não apenas o "mercado" leitor, pois sempre estaremos "puxando a sardinha" para propósitos educativos...

O objetivo de um portal de blogs científicos poderia ser patrocinar um elenco selecionado de blogs científicos strictu sensu. Ou talvez apenas blogs pedagógicos. Talvez outros portais o façam, mas no presente estágio, o objetivo do ABC é outro: um mapeamento extensivo da blogosfera científica latu senso (até agora localizamos 130 blogs, que estão sendo convidados), uma facilitação de acesso visando catalizar sua expansão, pois acreditamos que a qualidade vai emergir da quantidade: a blogosfera científica brasileira talvez ainda não tenha massa crítica para esse salto qualitativo.

Bom, essas são tentativas de respostas, mas o problema colocado é intrigante. Assim, no I EWCLiPo - Encontro de Weblogs Científicos em Língua Portuguesa, uma das mesas redondas será dedicada à essa questão.

domingo, abril 20, 2008

Itinerância caótica com outro nome

Ler e mandar para Juliana Dias. Verificar as referências, especialmente a do New Journal of Physics. Ver também:

Neuroscience: States of mind: Nature 425, 912-913 doi : 10.1038/425912a

Neural networks with transient state dynamics

Claudius Gros 2007 New J. Phys. 9 109 doi: 10.1088/1367-2630/9/4/109 Help


Claudius Gros1
Institute of Theoretical Physics, J.W. Goethe University Frankfurt, 60438 Frankfurt, Germany
1 http://itp.uni-frankfurt.de/Ëœgros

Abstract. We investigate dynamical systems characterized by a time series of distinct semi-stable activity patterns, as they are observed in cortical neural activity patterns. We propose and discuss a general mechanism allowing for an adiabatic continuation between attractor networks and a specific adjoined transient-state network, which is strictly dissipative. Dynamical systems with transient states retain functionality when their working point is autoregulated—avoiding prolonged periods of stasis or drifting into a regime of rapid fluctuations. We show, within a continuous-time neural network model, that a single local updating rule for online learning allows simultaneously (i) for information storage via unsupervised Hebbian-type learning, (ii) for adaptive regulation of the working point and (iii) for the suppression of runaway synaptic growth. Simulation results are presented; the spontaneous breaking of time-reversal symmetry and link symmetry are discussed.

A mecânica quântica de Jim Carey


Muita chuva aqui em Ribeirão, sem nada para fazer a não ser navegar, ler artigos, mexer no portal ABC, blogar aqui. Hummmm, preciso descobrir em que canal passa a Battlestar Galactica.

OK, OK, eu sei que deveria estar escrevendo o paper com o Pablo Batista e Alexandre sobre os índices de rankeamento na rede de citações da American Physical Society. Ou poderia estar escrevendo o paper da itinerância caótica e teoria de sonhos com a Juliana Dias, ou o paper da formação de colônias como processo crítico com o Thiago, ou ainda iniciar o novo artigo com Peter Riegler, Roque, Rosa e Adriano sobre os novos dados que coletamos sobre a culinária.

Por falar nisso, parece que o Peter eliminou aquela possibilidade da lei de potência de frequência de uso dos ingredientes ser uma lei lexical simples tipo lei de Zipf: a forma da curva é diferente, o expoente é diferente. Ele verificou isso em um livro de receitas judaicas kosher disponível na internet. Faltam agora os dados do Roque sobre a culinária chinesa - acho que depois disso poderemos descansar e deixar para outros a tarefa de polir os resultados.

Bom, se você está entediado como eu, dê uma olhada nesta entrevista com Jim Carey. Fica a pergunta: Jô Soares copiou seu programa desse tal de Conan ou do David Letterman?

Crianças e Trolls


Angélica Mandrá até agora listou 120 blogs a serem convidados para o Anel de Blogs Científicos e estima que seu número passará de 200. Uma de suas conclusões é a de que nenhum deles se dedica à divulgação científica para crianças. Isso me motivou a dar uma olhada na Revista Ciência Hoje das Crianças. Sendo físico, cliquei curioso na relação de artigos de Física e Química (humpf! a Biologia têm quatro seções de artigos, mas a Física apenas 1/2).

Estes são os artigos encontrados:
*A química da digestão
*A transformação dos alimentos
Aprenda física se divertindo!
*Ciência para fazer bolo
Energia elétrica: economizar no que for preciso
Experiência: o ar existe?
Experiências eletrizantes!
Magnetismo e eletricidade
O balão que não estoura
*Ovos coloridos!
Para fugir dos raios
Pedra que te quero ouro
Plásticos do futuro
Tem ciência no picadeiro!

Interessante que aí se encontra quatro artigos ou experiências sobre alimentos. Mais uma evidência de que a cozinha é um grande laboratório de física e química, um laboratório acessível a qualquer um.

Nossa recente experiência (Roque, Rosa, Adriano, Pedro e eu) com a mídia sobre o artigo da culinária (que por acaso está na mão dos referees do New Journal of Physics) trouxe algumas reflexões: uma delas é a de que um artigo científico causa polêmica quando trata de algum assunto no qual as pessoas têm confiança que conhecem: no caso, a culinária. Se você acha que os cientistas são por vezes arrogantes, então leia os comentários dos leitores da New Scientist... Mas talvez tenha sido culpa minha: violei o princípio de "Don´t feed the trolls".

PS: Para ver o significado da figura, vá para o Gluon Blog.

Para ler e mandar para o Alexandre, Pablo e Mônica


EDITORIAL

To Share the fame in a fair way, h_m modifies h for multi-authored manuscripts

Michael Schreiber

2008 New J. Phys. 10 040201 (9pp) doi: 10.1088/1367-2630/10/4/040201
Michael Schreiber
Institut für Physik, Technische Universität Chemnitz, 09107 Chemnitz, Germany
E-mail: schreiber@physik.tu-chemnitz.de

Abstract. The h-index has been introduced by Hirsch as a useful measure to characterize the scientific output of a researcher. I suggest a simple modification in order to take multiple co-authorship appropriately into account, by counting each paper only fractionally according to (the inverse of) the number of authors. The resulting hm-indices for eight famous physicists lead to a different ranking from the original h-indices.

Received 16 November 2007
Published 10 April 2008

OK, OK, ninguém disse que o h_I era perfeito, mas sim um degrau na busca de índices melhores. Agora já existem três tipos de índice h individuais (existe um, não publicado, mas usado pelo site Publish or Perish, que calcula vários índices usando o Google Scholar). A popularização dos mesmos é importante, pois são os únicos índices que combatem a corrupção de incluir gente demais nos papes.

Precisaríamos fazer um estudo sobre se existe uma curva universal para P(h_m), como foi encontrada para P(h_I).

Overall, I’m more interested in physics than citations
By Jorge Hirsch, Physics Professor, University of California San Diego, USA

Many people ask me why I came up with the “highly cited index” or h-index, a method for quantifying a scientist's publication productivity and impact. Basically, the truth is that I dislike impact factors because, due to the controversial nature of my articles and research, I’m unable to get my work published in journals with high impact factors. Despite this, many of my articles have received large numbers of citations.

Background of the h-index

At many institutions, including my own, citation counts are considered during decisions relating to hiring, promotion and tenure. Despite the fact that citation counts can contain misinformation, for example, when many co-authors or self-citations are involved, they form a basic quantitative measure of a researcher’s output and impact. Hence citation counts should play an important role in evaluations, even if (or maybe especially when) the papers are not published in “high-impact journals.”

The h-index is about providing a simple objective measure for research evaluation.

In the summer of 2003, I first discussed the concept and mathematical calculation of the x-coefficient, as I initially called the h-index, with some colleagues at UCSD, and started to use it informally in evaluations. I wrote up a draft paper but wasn't sure it would be of sufficient interest for publication. In the spring of 2005, I sent the paper to some colleagues and asked for comments. Some time later, a colleague from Germany emailed me inquiring about the index and expressing great interest. Then I decided to upload my h-index paper1 onto the Los Alamos server, which I did on August 3, 2005. I was still not sure whether to publish it in a refereed journal. To my surprise, the preprint received a very high level of interest. Before long, I found my email box filled with comments related to the article.

In essence, the h-index is about providing a simple objective measure for research evaluation. Since it is not related to the popularity of a journal, this index is a way to put more democracy into research performance measurements. In fact, papers that receive high numbers of citations in “low-impact” journals should be especially noteworthy.

Possible improvements to the h-index

Naturally no single quantitative measurement is sufficient on its own. One can add other features of the citation distribution besides the h-index to reflect additional citation information. For example, one may also consider the slope (first derivative) and curvature (second derivative) of the distribution, as well as the integral (total number of citations), as additional criteria. In the relation NTotal = ah2, a is normally between 3-5, but deviations do occur.

The h-index does not normalize for the number of years that a researcher has been active. This can be done by dividing by the time since graduation or receipt of a PhD: h(t) = mt (where m is expected to be approximately time independent). It is also interesting to normalize the h-index taking into account the number of co-authors. Furthermore there are variations in the h-index between different disciplines and subdisciplines.

Will I continue my investigation into indicators of research evaluation? To some extent, yes; however overall, I am more interested in physics than citations.

Whaling no CNPq

Do blog Circuito Integrado da Folha:

Já tem versão nacional o esquema de estelionato digital que, nos Estados Unidos, vem sendo chamado de whaling (um phishing para graúdos). É menos elaborado que o americano, mas segue na mesma vertente. O e-mail, que traz o assunto "Relatório de investigação", é simples e severo, aparentando ser algo oficial. Sem mais delongas, diz apenas "PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO N.º tal". E depois manda ver: "Assunto: INTIMAÇÃO PARA COMPARECIMENTO EM AUDIÊNCIA, relativa ao procedimento investigatório em epígrafe, em tramitação nesta Regional, conforme despacho em anexo". O tal despacho em anexo é um link para um arquivo zipado. Se e quando a vítima em potencial clicar, passa a ser vítima real.

Uma versão desse programa invasor têm sido mandado aos pesquisadores do CNPq, via o e-mail institucional:
Subject: INTIMAÇÃO PARA COMPARECIMENTO EM AUDIÊNCIA
Date: Sun, 22 fever 2008 15:40:55 +0000

PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO N.º 324/2008


Assunto: INTIMAÇÃO PARA COMPARECIMENTO EM AUDIÊNCIA, relativa ao procedimento investigatório em epígrafe, em tramitação nesta Regional, conforme despacho em anexo.

Executivos dos EUA caem no conto do processo

Culpa no cartório

Cada vez mais sofisticados, os vigaristas que lançam mensagens falsas para roubar dados pessoais de suas vítimas estão conseguindo até enrolar aqueles que, supostamente, são os mais espertos da sociedade, os grandes executivos de de empresas norte-americanas.

Pelo visto, trata-se apenas de, como se diz, apertar os botões certos. Montes de altos executivos vêm recebendo e-mails informando que está aberto contra eles processo na Justiça dos EUA e que eles terão de comparecer frente um a um corpo de jurados.

A mensagem, que inclui os nomes do executivo e da empresa, diz ainda que ele deve clicar num link para ler o texto completo da intimação. Quando o faz, automaticamente permite a instalação de um software que grava tudo o que dedilha no teclado e manda para o computador do vigarista, que então pode descobrir senhas e dados confidenciais da empresa.

O software também serve para escravizar o computador da vítima. Segundo revela o repórter John Markoff, do "The New York Times", menos de 40% dos softwares comerciais de antivírus foram capazes de detectar o programa e interceptar o ataque.

Essa nova modalidade de ataque foi apelidada de whaling, um jogo de palavras com phishing (que já é um jogo de palavras com fish, fishing, pescaria) e whale, baleia. Ou seja, caça aos graúdos.

O que impressiona é a facilidade com que os executivos são enganados: as estimativas de vítimas estão na casa dos vários milhares. É que os vigaristas conseguiram acertar num ponto sensível do mundo corporativo norte-americano, o temor a processos. E, talvez, cada um ache que, efetivamente, tenha feito algo que possa ser tema de uma ação judicial...

Várias cortes de Justiça já colocaram em seus sites avisos sobre a manobra.


Ubiquity


Como vocês sabem, este não é um blog jornalístico de divulgação científica, mas um "weblog" de viagem na vida científica. Isso quer dizer que vou registrando aqui notícias e referências que vou encontrando nas minhas navegações, idéias para papers, idéias "malucas" que um dia talvez poderiam se mostrar frutíferas, divulgação dos meus trabalhos e dos meus amigos, comentários diversos "sem ciência" e principalmente tudo o que acho que vou esquecer se não anotar. Ah, sim, tem uma dose exagerada de "auto-centrismo" (eufemisticamente falando), mas o blogueiro que não tiver ego que atire a primeira pedra...

Bom, hoje, de novo, vou divulgar um livro que recomendo aos meus alunos. Abaixo, meu review na Amazon, escrito sob o pseudônimo literário de B. B. Jenitez:

This is the book that I would like to have written. Although being a popular account, it is scientifically accurate and carefull in its suggestions, always informing the reader what is consolidated science and what is scientific speculation. In contrast to a previous review, I have read all the pages of this book. Since I am a physicist working in this very subject (self-organized criticality), I probably can say that if someone use the example of a Gaussian (bell shaped curve) to illustrate that the power laws discussed in the book are trivial, well, this person have not understood anything. Gaussians have exponential decays, so they predict that very larg events (catastrophes) will occur with vanishing probability. For example, the heigh of people is distributed as a Gaussian. What is the probability of finding a 3 meter person? Zero.

Distributions wich have power law tails, depending on the power exponent, may have no well defined variance or even average value. This means that there is no "average" earthquake, and that very big earthquakes (or other cathastrophes) are not "acts of God" but have a no desprezible chance of occur due to simple chain reactions of events.
I have introduced my students to ideas like critical states and modern physical thinking by using this book. So, I can recommend it to any reader without reserve. The emphasis by the author that critical chain reactions of events must be accounted by any view of History and Society is an important mind tool in our increasing interconnected (and, because it, prone to global chain reactions) world.

sábado, abril 19, 2008

Miss Cientista III

OK, OK, eu sei que a Janaina não vai me perdoar por colocá-la como nossa representante brasileira neste concurso, mas aqui vai...
Possui graduação em Engenharia de Alimentos pela Universidade Federal de Santa Catarina (2000) e mestrado em Engenharia Química pela Universidade Federal de Santa Catarina (2003). Atuando principalmente nos seguintes temas: plasticidade, células glia. Página do Neurolab da UFSC.

Avaliação e Interdisciplinariedade


Fui convidado para participar do fórum "Avaliação e Interdisciplinariedade" na UNICAMP, dia 08 de maio agora, para falar sobre o tema: É possível comparar pesquisadores com interesses científicos diferentes? A questão de avaliação quando estão envolvidos múltiplas dimensões realmente é complicada. Sempre gostariamos de ter um índice, um número, para realizar comparações.


Imagino que o problema central é encontrar as dimensões relevantes e examinar os vetores multidimensionais, fazer clusterização etc. O problema, acho eu, é que as dimensões realmente relevantes seriam os eixos componentes principais (por exemplo, de uma análise PCA), mas os mesmos, por serem combinações de outros, não possuem interpretação clara a priori.


Não conseguimos também visualizar esses espaços multidimensionais. Uma tentativa é usar um gráfico tipo estrela como abaixo (retirado do artigo interessante O Índice DNA Brasil: sistema múltiplo de indicadores por Geraldo Di Giovanni, Pedro Luiz Barros Silva, Norberto Dachs e Geraldo Biasoto Jr. )

sexta-feira, abril 18, 2008

Miss Cientista II


As mulheres cientistas bonitas sofrem um duplo preconceito: por serem mulheres e por serem bonitas.


Um colega me relatou as reações de seus estudates de pós quando estavam fazendo uma pesquisa bibliográfica sobre os trabalhos de Réka Albert, cientista que estuda redes complexas. Primeiro ficaram surpresos com sua produção (engraçado que outro colega me disse que pensava que Réka fosse nome de homem). Concluiram que deveria ser daquelas cientistas mulheres "feias", ou seja, cuja vida social é tão pobre que sobra muito tempo para se dedicar integralmente à ciência. Após visitar sua página e ver suas fotos, preceberam que Réka de modo algum é "feia".


Conclusão: Réka deveria ser "mal-amada" (incrível o uso desses termos machistas mesmo dentro da comunidade científica, não?) Porém, maiores informações da mesma página mostraram que Réka tem um casamento normal com dois filhos.


Ora, o problema é que realmente o fator "beleza" pode afetar a carreira acadêmica das mulheres cientistas, tanto a favor (pessoas bonitas causam boa impressão em seminários, entrevistas para contratação etc, como em qualquer outra atividade humana) como contra (o preconceito de que receberam "ajudinha" de orientadores e colegas pelo fato de serem bonitas).


Acho que o fator principal, porém, é a inveja: sempre queremos minimizar o mérito das pessoas que estão concorrendo conosco (e a comunidade científica é muito competitiva). Uma cientista bonita com poucos papers é tolerável. Mas se ela é competente e tem muita produção, ficamos tentando achar maneiras de minimizar isso. E isso não é apenas machismo: suas colegas mulheres são muitas vezes as mais interessadas em "puxar o tapete".

quinta-feira, abril 17, 2008

Mythbuster I


É incrível a quantidade de mitos científicos que passamos aos alunos nas salas de aula e artigos de divulgação. Esta série de posts visa contribuir para enterrar alguns deles.

O mito de hoje é sobre a origem da ciência moderna (engraçado como mitos em geral se referem às origens): você encontrará em respeitados livros de divulgação científica uma visão de que a ciência moderna se origina na Renascença como uma redescoberta do pensamento greco-romano. E, afirmativa mais absurda ainda, de que a Igreja adotou o Aristotelismo por mais de mil anos (na verdade, a Igreja começa a aprovar Aristóteles apenas a partir do século XIII).


Phillip Ball escreve esta semana na Nature comentando que esta visão é não só inadequada como historicamente incorreta. Aparentemente, ao longo da história da humanidade, temos uma espécie de ciclo de Lotka-Volterra entre visões mais racionalistas e empirístas e visões mais mágico-religiosas. E tais ciclos ocorrem mesmo dentro de uma era como a Idade Média (ou deveríamos dizer Idades Médias?)


Nature 452, 816-818 (17 April 2008) doi:10.1038/452816a; Published online 16 April 2008


Triumph of the medieval mind


Philip Ball is a consultant editor for Nature. His new book Universe of Stone: Chartres Cathedral and the Triumph of the Medieval Mind is published next month by Bodley Head.


The popular caricature locates the origins of modern science in the natural philosophies of ancient Greece and the rediscovery of their spirit during the Renaissance and the Enlightenment. It passes decorously over the intervening period, deemed to be a hotbed of superstition. In fact, the notion of a Universe governed by laws accessible to human reason — the precondition for science — emerged in Western Europe largely during the twelfth century, several hundred years earlier than we have come to imagine.
(...)
A rationalist position was also nurtured at the cathedral school of Chartres (see 'Rationality in stone'). From around the 1120s, this school acquired several chancellors with a deep interest in natural philosophy. These included Bernard of Chartres and his brother (or possibly pupil) Thierry, arguably one of the true founders of Western science. The Chartres scholars were platonists: they believed that the mundane world is underpinned by a transcendental realm governed by order and geometry. Thierry attempted to show how platonic 'physics' could be used to comprehend the world systematically, and even to interpret the biblical creation in Genesis.
Another Chartres scholar and teacher, William of Conches, got into trouble for pushing the rational agenda even harder. His Philosophia Mundi provided twelfth-century Europe with its first comprehensive treatise on the physical world. He argued that natural phenomena arise from forces that, although created by God, act under their own agency. William insisted, echoing Plato, that the divine system of nature is coherent and consistent, and therefore comprehensible: if we ask questions of nature, we can expect to get answers, and to be able to understand them.

(...)

The twelfth-century trust in reason and interest in nature for its own sake flourished in the following century. This was particularly so in the aristotelianism of Thomas Aquinas, Robert Grosseteste and Roger Bacon. Their emphasis on attention to detail and careful observation signals the beginnings of an experimental approach — something that was unlikely to emerge from the abstract platonism of Chartres. Crudely speaking, Plato focused on the generalities, Aristotle on the particulars.


The backlash begins
But the golden age of rationalism in the early thirteenth century instigated a theological backlash, a kind of medieval Counter-Reformation. This culminated in the papal declaration of 1277 condemning many propositions in Aristotle's works. It was a metaphysical power struggle: was the world ruled by God's whims or Aristotle's laws? Could God contradict Aristotle? The battle was also more prosaic: did the universities' theology faculties have more authority than the arts faculties?



Ainda sobre o ABC na CBN


OK, OK, eu sei que não respondi as perguntas da repórter: a entrevista era ao vivo (ver aqui) e as questões não tinham sido previamente combinadas. A pergunta que me perturbou foi sobre como garantir a qualidade dos blogs científicos do portal ABC, ou quais os critérios usados para selecionar o material.

Ora, por definição, a blogosfera científica é uma comunidade, e o objetivo do portal não é "patrulhar" a mesma, mas sim dar um acesso aos leitores, de forma concentrada em listas de links, para blogs científicos, quer sejam populares quer sejam pouco conhecidos.

Mas é claro que a questão da qualidade permanece. Assim, por enquanto, enquanto não existem critérios mais explícitos de inclusão, os blogs estão sendo convidados individualmente.


quarta-feira, abril 16, 2008


Uma bom blog de biologia adicionado ao blogroll: Brontossauros em meu jardim, do Carlos Hotta.

Sobre

Quando criança, eu sonhava estudar dinossauros. Hoje em dia tenho outros sonhos mas ainda tenho brontossauros no meu jardim. Por Carlos Hotta.

O livre arbítrio da Blogosfera




Experimento consegue "prever" decisão cerebral


da Folha de S.Paulo



As decisões atribuídas ao livre-arbítrio humano podem ser formadas inconscientemente vários segundos antes de o cérebro tomar consciência delas. Essa é a conclusão defendida por um estudo publicado no domingo (13) pela revista "Nature Neuroscience". O trabalho se baseou em um experimento no qual voluntários tiveram seus cérebros monitorados por ressonância magnética.
No teste, elaborado por cientistas do Instituto Max Planck para Cognição Humana e Ciências Cerebrais, de Leipzig (Alemanha), pessoas tinham de decidir livremente por apertar um de dois botões em um controle. Ao mesmo tempo ficavam olhando uma seqüência de letras projetada numa tela, que não deveria influir na decisão. Os voluntários tinham apenas de dizer que letra estavam observando quando finalmente decidiam qual botão apertar.
Comparando o momento em que as pessoas se diziam conscientes de suas decisões com padrões de atividade cerebral registrados no aparelho de ressonância magnética, os cientistas tiraram sua conclusão.
"Descobrimos que o resultado de uma decisão pode ser codificado como atividade cerebral nos córtices pré-frontal e parietal [regiões na superfície do cérebro] até dez segundos antes de entrarem na consciência", escrevem os autores do estudo, liderado por John-Dylan Haynes.
"A impressão de que podemos escolher livremente entre duas possíveis linhas de ação é essencial para nossa vida mental. Contudo, é possível que essa experiência subjetiva de liberdade não seja mais do que uma ilusão e nossas ações sejam iniciadas por processos mentais inconscientes bem antes de tomarmos consciência de nossa intenção de agir."




Existe uma analogia (que desenvolverei num próximo post) entre redes de blogs e redes de neurônios. Em particular, cada blog tem um "campo receptivo", ou seja, responde somente a certos tipos de estímulos, e os posts seriam equivalentes a spikes que poderiam induzir o disparo de outros spikes (posts) em blogs conectados (com sinapses ou links efetivos cuja mudança provavelmente obdecem a alguma regra Hebbiana ou correlacional.


Quando um estímulo inesperado aparece (por exemplo, um terremoto), a blogosfera reage com uma onda coletiva de posts. Assim, a atividade é posterior ao estímulo. Porém, no caso de atividade interna, muitas vezes a atividade precede o pico da onda.


Se supormos que a "atenção" ou "consciência" da blogosfera corresponda a esta onda atingir o pico (ou uma meia altura talvez), então a atividade "inconsciente" precede a atividade "consciente" (ou seja, quando a atenção da blogosfera está voltada para o tal tópico ou tag) por vários dias. Isso não lembra essas experiências relatadas acima?

segunda-feira, abril 14, 2008

Miss Cientista 2008


OK, OK, eu sei que este blog parece machista às vezes. Mas, se você perceber bem, não é machismo, é meta-feminismo. É o reconhecimento de que a melhor maneira de tratar com estereótipos é fazer ironia dos mesmos.


Assim, dado que o Miss Brasil aconteceu ontem (não, eu não assisti...), o SEMCIÊNCIA lança o concurso Miss Cientista 2008. Obviamente copiei a idéia de alguns outros blogs. Comente aí embaixo se você quiser sugerir nomes e links. Aqui vai aqui nossa primeira candidata:


Dr. Kirsten H. Sanford


November 12th, 2007

I’ve been interested in science for as long as I can remember, but it was somewhere in the middle of graduate school that I realized I didn’t want to be a scientist for the rest of my life. Somebody could have told me that a little earlier! But, nevertheless, the journey I have been on that allowed me such a realization also helped me to recognize that I am good at teaching, and that my experience in science research enhances my capacity for helping others to understand it. I want to help inform people about science and the important place it holds in our society. So, I have decided to become a science journalist and media personality, and in doing so infiltrate print, broadcast, and internet mediums with science.

In 1999, I started a radio show called This Week in Science with a good friend. The friend has since moved on to different pastures, but I have maintained the program and brought it to more people than ever before by turning it into a podcast. I have even more plans in store for this little radio show. Can you say video-cast? In 2006, I worked at WNBC-TV in NYC as a producer for the medical/health reporter, Dr. Max Gomez. TV is quite a different world from radio, but my whistle is whetted. I’m definitely going to pursue more science television programming employment options in the future. I started this blog this year as well so that I could practice and sharpen my writing skills, and share my thoughts with others.

I finally received my PhD in Physiology with an emphasis in neurophysiology in December of 2006 from UC Davis. My area of specialization is avian leaning and memory, and my dissertation topic was on spatial memory in non-storing songbirds. Don’t tell me any jokes about bird brains, please. I have heard them all.

In my spare time, I also study tae-kwon-do, and received my black-belt in 2005. When I’m not kicking or looking at brains, I enjoy hula hooping to dance music turned up loud. Occasionally, I will even add fire to the mix with my extra-special fire hoop. I am a six year veteran of Burning Man, and will be making the annual pilgrimage to the desert again this year. I hope that you enjoy this blog, and if you have the time and inclination, my radio show as well. If you would like to see my science media resume, click here. If you would like to see my CV, click here.

Eu primata


Singularmente primatas

Por Carlos Vogt

Do Com Ciência:

A novidade que estudiosos da área apresentam é que o comportamento “moral” observado em animais na natureza pode ser produto da cultura e não puro instinto e herança genética como se acreditava até recentemente. Sabe-se, hoje, que animais não humanos são solidários, fazem sexo também por prazer, são capazes de raciocínio lógico e inteligência, conseguem transmitir conhecimentos – a base da cultura – e, portanto, têm uma cultura. São fatos fascinantes, sejam as estratégias de guerra mostradas nos documentários que focam o mundo animal, sejam as ocorrências de quebra de regras em favor da empatia, mesmo que se saiba, o tempo todo, que tanto a preocupação com o sofrimento alheio quanto a união de esforços na realização de determinadas tarefas são muito importantes para a preservação do grupo.


Por outro lado, a constatação de que os pilares da moralidade humana, a solidariedade e o altruísmo, também se manifestam largamente nos animais, traz uma nova visão da construção dessa moralidade, não mais determinada pela cultura, para controlar nossos instintos animais, mas sim inerentes à nossa constituição animal. São descobertas que causarão, senão uma revolução, pelo menos muita marola nos divãs dos psicanalistas e, quiçá, de outras áreas da ciência.

Sensação do momento como obra modelo de popularização da ciência, ou divulgação científica, o livro Eu primata: porque somos como somos, publicado recentemente no Brasil pela Companhia das Letras, foi destacado como “livro notável” pelo New York Times, em 2005. Frans de Waal, o autor, é holandês, biólogo, trabalhando atualmente nos Estados Unidos, e é um dos mais importantes primatólogos do mundo e seu principal objeto de estudo são as estratégias de resolução de conflitos e inteligência social em primatas. O livro descreve detalhadamente as grandes diferenças entre chimpanzés e bonobos e traça paralelos entre o comportamento social desses primatas e de humanos, destacando alguns indivíduos, de uma espécie e de outra, em histórias por vezes hilariantes, e outras terrivelmente violentas.

Marcando a diferença, diz que: “chimpanzés resolvem questões de sexo usando poder e bonobos resolvem questões de poder usando sexo”, e que humanos fazem uma coisa e outra. Propõe, fundamentalmente, que nossa moralidade não é fruto de nossa cultura, que a aprimora ou modifica, mas sim da empatia em relação ao outro. Com a bagagem de anos de observação e estudo, afirma que os primatas têm uma cultura, ou seja, que os comportamentos observados não são apenas instintivos e sim decorrentes de aprendizado. Dentre as observações destacam-se as estratégias de reconciliação e também as de ataque, sempre com histórias que emocionam.


Por outro lado, e paradoxalmente, pela empatia mais evidente nos bonobos, e a reciprocidade presente no comportamento dos chimpanzés, podemos perceber que “nossa moralidade é resultado do mesmo processo seletivo que determina nosso lado competitivo e agressivo”, que a hierarquia é fator fundamental de construção da democracia e que nossa moral tem gosto de sangue. O autor reforça, ainda, que Darwin tinha a convicção de que a ética nasceu dos instintos sociais e o quanto o criador da Teoria da Evolução seria contra o darwinismo social, sabendo que nem sempre são os mais fracos e ineptos que perdem ou desaparecem mesmo no mundo dos animais ditos irracionais.


Mas, para os pessimistas, uma má notícia: Frans de Waal consegue provar que nossa vocação para a guerra é, na verdade, muito menor que nossa vocação para a paz, que somos campeões em construir a paz, apesar da constatação de que “na guerra os humanos ultrapassam a violência dos chimpanzés e na paz as relações intergrupais são bastante mais ricas do que entre os bonobos”. Descreve cenas de reconciliação depois de brigas entre chimpanzés, perguntando-se se, de fato, o perdão e a bondade são características humanas ou tendências naturais entre animais cooperativos e com memória. Por outro lado, em vários momentos somos lembrados de quão terrível e abjeto pode ser um animal, humano ou não, quando violento e cruel, em situações que o autor, mesmo com esforço e disciplina científica, não consegue ser imparcial. São descrições de cenas de violência extrema, inclusive infanticídio, que nos remetem às atrocidades humanas, infelizmente e inclusive da atualidade.

(...)

“As emoções pessoais são cruciais. Combinadas ao entendimento de como nosso comportamento afeta os outros, elas criam princípios morais. Essa é a abordagem de baixo para cima: da emoção ao senso de eqüidade. É o oposto da idéia de que a eqüidade foi uma noção introduzida por homens sábios (fundadores de nações, revolucionários, filósofos) após uma vida de reflexões sobre o certo, o errado e o nosso lugar no universo. As abordagens de cima para baixo, que começam uma explicação pelo produto final, quase sempre são erradas. Perguntam por que somos os únicos a possuir eqüidade, justiça, política, moralidade etc, quando a verdadeira questão é quais são os tijolos da construção. Quais são os elementos básicos necessários para construir eqüidade, justiça, política, moralidade etc? como o fenômeno maior derivou do mais simples? Assim que refletimos sobre essa questão, torna-se óbvio que temos em comum com outras espécies muitos dos blocos construtores. Nada do que fazemos é realmente único”. (pág. 260)


“Assim, a profunda ironia é que a nosso mais nobre conquista, a moralidade, tem laços evolutivos como nosso mais torpe comportamento, a guerra. O senso de comunidade requerido por aquela foi fornecido por esta”. (pág. 262)


“O fato de o bem comum nunca se estender além do grupo se explica porque as regras morais raramente mencionam o lado de fora: as pessoas sentem-se autorizadas a tratar os inimigos de modo inimagináveis para os de sua comunidade. Aplicar a moralidade além dessas fronteiras é o grande desafio de nossa época. Criando direitos humanos universais – mesmo para nosso inimigos, como faz a Convenção de Genebra – ou debatendo a ética para o uso de animais, aplicamos fora do grupo, e mesmo até fora de nossa espécie, um sistema que evolui das razões intragrupo. A expansão do círculo moral é uma empreitada frágil. Nossa maior esperança de sucesso são as emoções morais, pois as emoções são desobedientes. Em princípio a empatia pode vencer qualquer regra sobre como tratar os outros”. (pág. 263)


Assim, os animais, que têm também, como os humanos, preferências sexuais, vivem culturalmente a regulação de seus comportamentos – mesmo que mais os públicos do que os privados. Se isso relativiza o papel da cultura para os humanos, relativiza também a força da natureza para os animais. Ou, como escreve Frans de Waal: “A natureza humana pura é como o Santo Graal: eternamente procurada, mas nunca encontrada”.

sábado, abril 12, 2008

Estado Indescritível No. 7


Mais dois blogs científicos para o blogroll: localizei o blog do Leo e da Karynn, o Estado Indescritível No. 7 através de um comentário que o Leo postou aqui (viu como vale a pena postar comentários?)


No perfil do Leo, havia outro blog, que descobri ser um blog coletivo da décima quinta turma do curso de ciências moleculares da USP: o T15 CCM. Existirão outros blogs, de outras turmas? Peguei o artigo abaixo nesse blog.
Researchers propose a mathematical model of marriage
The Cronicle of Higher education - From the issue dated April 25, 2003
By DAVID GLENN
(...)
So what's the cash value of all this mathematics? What insights has it offered Mr. Gottman that he couldn't have derived through ordinary intuition, or by analyzing his data with humdrum statistical techniques? "I believe it was Lord Rutherford who said, If you need to use statistics, then you should design a better experiment," says Mr. Murray. "Statistics will just give you the bare facts. If you want to understand why a dynamic system behaves as it does, then you need to use nonlinear tools."
Perhaps the most important insight generated by these marriage models is that particular couples tend to have more than one style of emotional connection. In 1968, the theoretical biologist Ludwig von Bertalanffy suggested that couples might have a homeostatic emotional set point, just as our metabolism regulates our weight around a particular set point. That metaphor has since been taken up by many family theorists. Mr. Gottman and his colleagues believe, however, that the metaphor of homeostasis is misleading, because couples tend to have multiple set points, not just one. "Volatile" couples, for example, tend to shift between highly positive and highly negative exchanges, without stopping in between on some neutral ground. "The concept of homeostasis doesn't easily describe the potential existence of sudden, catastrophic change," the authors write, "or any other 'bifurcations' in which the system has two possible paths it can take, depending on the critical threshold values of the parameters. So again we need mathematics." Moreover, says Mr. Gottman, "The mathematical model draws you to doing certain types of experiments that you wouldn't have thought of doing without the model."
(...)
Psychological applications of dynamic nonlinear models are quite rare, according to Steven H. Strogatz, a professor of theoretical and applied mechanics in the College of Engineering at Cornell University and the author of the new book Sync: The Emerging Science of Spontaneous Order (Theia). "There's definitely a community of people out there who are interested in the interaction between two people as a dynamical system," he says, citing a recent mathematical study of psychotherapists and their patients. But on the whole, he continues, such studies still face skepticism.
"Biologists, who by definition don't like math -- they're people who like science but didn't want to study math, right? -- have been resistant to mathematical biology, and often wonder whether the equations give you anything more than a redescription of what you already knew from common sense. And so far, there are really only perhaps 10 clear-cut cases where the mathematical modeling has provided fundamentally new insights." But even if Mr. Gottman's nonlinear models never transform marital therapy, Mr. Strogatz says, they are likely to prove a useful exercise. "The mere fact of writing equations forces you to be clear about your hypotheses. With nonlinear modeling there's nothing hidden."
Mr. Gottman retired from the university last fall and has established an independent laboratory in Seattle called the Relationship Research Institute. For his next project, which he calls "bringing baby home," Mr. Gottman is studying the effects of newborns on married couples' emotional equilibriums. Because these models will involve three actors rather than two, he will be able to experiment with new mathematical tools. In a declaration that will probably come as no surprise to the families in his study, he says, "Adding the baby allows you to get into chaos theory." (artigo completo, clique aqui).

quinta-feira, abril 10, 2008

Critical Mind


Para ser lido. Mauro, você já o tinha visto?


The brain: What is critical about it?
Authors:
Dante R. Chialvo, Pablo Balenzuela, Daniel Fraiman
(Submitted on 31 Mar 2008)
Abstract: We review the recent proposal that the most fascinating brain properties are related to the fact that it always stays close to a second order phase transition. In such conditions, the collective of neuronal groups can reliably generate robust and flexible behavior, because it is known that at the critical point there is the largest abundance of metastable states to choose from. Here we review the motivation, arguments and recent results, as well as further implications of this view of the functioning brain.
Comments:
Proceedings of BIOCOMP2007 - Collective Dynamics: Topics on Competition and Cooperation in the Biosciences. Vietri sul Mare, Italy (2007)
Subjects:
Disordered Systems and Neural Networks (cond-mat.dis-nn); Neurons and Cognition (q-bio.NC)
Cite as:
arXiv:0804.0032v1 [cond-mat.dis-nn]

quarta-feira, abril 09, 2008

Problema desafio


Vou oferecer um livro aqui (e colaboração num paper).


Para um dado (ou cubo) com densidade uniforme, a probabilidade de sair uma face é 1/6. Agora considere um paralelepípedo com lados a x a x b. Temos dois tipos de faces, uma com área A= a^2 e uma com área B = ab. Será possivel calcular a partir de primeiros princípios qual a probabilidade de ocorrência de cada tipo de face?


Para ter idéia da função P(B) em função da razão b/a basta fazer um experimento, ou seja, ir variando essa razão em um paralelepípedo de densidade uniforme e fazer a estatística correspondente da frequência relativa de ocorrência das faces. Alguém se dispõe a fazer isso? Acho que este problema vale um Stanislaw Lem: "His Master Voice" é uma boa pedida...


Obviamente, se for possível realizar o cálculo, então deve ser fácil generalizar o problema para três faces diferentes, densidade não uniforme em um cubo etc. Não sei não, calcular resultados estocásticos a partir de mecânica newtoniana me parece algo muito difícil. Esse problema me cheira um PRL.

Macacos mordam o Marcelo Leite!





Macacos me mordam, já que se sou um antideterminista biológico militante: segundo leio em reportagem da revista de divulgação britânica New Scientist, filhotes machos de macacos resos têm clara preferência por brinquedos típicos de meninos humanos, como carrinhos. E macaquinhas, por coisas como bichos de pelúcia...
Em outras palavras, como não se pode atribuir a esses primatas o mesmo espectro de influências sociais que ensinam às crianças humanas quais são seus papéis de gênero, haveria algo de inato nessa preferência. Vale dizer, de "biológico". Alguma coisa nas disposições naturais desses bichos os predispõe para uma coisa ou outra - só falta descobrir o quê (a rigor, pelo menos o meu antideterminismo se queixa é da incapacidade dos deterministas de apontar o que seja esse quê).
A pesquisa foi realizada pela equipe de Kim Wallen, do Yerkes National Primate Research Center em Atlanta, Geórgia (EUA), na Universidade Emory. O
artigo científico correspondente, "Sex differences in rhesus monkey toy preferences parallel those of children" (Diferenças sexuais nas preferências por brinquedos de macacos resus são paralelas às de crianças) foi publicado no periódico Hormones and Behavior.
"Eles não são sumetidos a publicidade. Não são submetidos ao encorajamento dos pais, não são submetidos à pressão dos pares", disse Wallen.
O grupo de pesquisa pôs apenas brinquedos de dois tipos de brinquedos à disposição da macacada (11 machos e 23 fêmeas), com rodas ou sem rodas, com dez metros de distância enrte eles. De início, todos rodeavam os dois tipos. Com o passar do tempo, os machos agarravam os que tinham rodas e saíam correndo. Típico. Ou então, pegavam os bichos de pelúcia para socar. Veja aqui um
vídeo.

terça-feira, abril 08, 2008

Blog do Thadeu Penna


Thadeu Penna comunica:



Está disponível no arXiv.org, o artigo Blogging in the physics classroom: A research-based approach to shaping students' attitudes towards physics, que mostra a experiência de dois professores ao introduzir um blog oficial em uma disciplina de física (Creighton University, California Plaza, USA). .

A leitura do blog era uma das tarefas da disciplina e valia pontos na média, caso os comentários fossem considerados relevantes pelos instrutores. O blog era atualizado algumas vezes na semana. O interessante é que o estudo foi motivado por um outro anterior (ref. 9 do artigo) que mostrava que as expectativas dos estudantes dos cursos de física eram piores depois que o estudante cursava a disciplina.

Com a utilização do blog (contendo principalmente aplicações da Física no “mundo real”), as expectativas foram significativamente melhoradas.
Uma das principais fontes para o blog, foi o site "How Stuff Works", que permitiu a cópia integral de seu material no blog oficial.

É legal ver como técnicas modernas mas simples podem ser implementadas e mostrarem-se efetivas.


Blogging in the physics classroom: A research-based approach to shaping students' attitudes towards physics



Authors: Gintaras Duda, Katherine Garrett
(Submitted on 13 Aug 2007)
Abstract: Even though there has been a tremendous amount of research done in how to help students learn physics, students are still coming away missing a crucial piece of the puzzle: why bother with physics? Students learn fundamental laws and how to calculate, but come out of a general physics course without a deep understanding of how physics has transformed the world around them. In other words, they get the "how" but not the "why". Studies have shown that students leave introductory physics courses almost universally less excited about the topic than when they came in. This paper will detail an experiment to address this problem: a course weblog or "blog" which discusses real-world applications of physics and engages students in discussion and thinking outside of class. Student attitudes towards the value of physics were probed using a 26-question Likert scale survey over the course of four semesters in an introductory physics course at a comprehensive Jesuit university. We found that students who did not participate in the blog study generally exhibited a deterioration in attitude towards physics as seen previously. However, students who read, commented, and were involved with the blog maintained their initially positive attitudes towards physics. Student response to the blog was overwhelmingly positive, with students claiming that the blog made the things we studied in the classroom come alive for them and seem much more relevant.
Comments:
17 pages, 6 figures
Subjects:
Physics Education (physics.ed-ph)
Cite as:
arXiv:0708.1759v1 [physics.ed-ph]

Fitando Leis de Potência


Cosma Shalizi, do Three-Toed Sloat, me enviou um paper de sua autoria com Mark Newman e Aaron Clauset. Alunos de IC, por favor leiam o paper. Talvez valesse a pena marcarmos um journal club sobre ele.




This page is a companion for the review article on power-law distributions in empirical data, written by Aaron Clauset (me), Cosma R. Shalizi and M.E.J. Newman. The intention is that this page will host implementations of the methods we describe in the article. For now, these are simply the versions we wrote (in Matlab and R), but our hope is to eventually host versions in a variety of languages. In general, we want to make the methods as accessible to the community as possible.Journal Reference: A. Clauset, C.R. Shalizi, and M.E.J. Newman, "Power-law distributions in empirical data" E-print (2007). arXiv:0706.1062

segunda-feira, abril 07, 2008

Até que enfim!

Com um atraso difícil de explicar (basta comparar com o portal G1), o portal da Folha Online finalmente inaugura um blog de ciência. Parabéns Marcelo, o novo link já está colocado no Blogroll ao lado.





O colunista Marcelo Leite, 50, inaugura nesta segunda-feira (7) o blog "Ciência em Dia" na Folha Online. "Meus temas mais freqüentes, duas antigas paixões, são as biotecnologias --sobretudo engenharia genética-- e ambiente --em especial Amazônia", diz.




O blog "Ciência em Dia" existe desde novembro de 2004 --já foi hospedado pelo Blogspot e pelo UOL. Leite diz que tenta abordar os temas científicos "de maneira reflexiva e problematizada".

"Um blog veio muito a calhar, porque oferece uma grande agilidade jornalística, oportunidade de relatar e opinar sobre assuntos que não consigo aproveitar na coluna semanal e, acima de tudo, mais liberdade na hora de escrever."

Graduado em jornalismo pela ECA (Escola de Comunicações e Artes da USP), Leite foi também ombudsman da Folha (1994-96), representando os interesses dos leitores junto à Direção de Redação. Escreve aos domingos a coluna "Ciência em Dia", no caderno Mais!. Já foi editor de Ciência, Opinião e Mundo, além de correspondente em Berlim.

Sua tese de doutorado em ciências sociais pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) foi publicada em março de 2007 pela Editora da Unesp, com o título de "Promessas do Genoma".

Lançou pela editora Publifolha os livros "Os alimentos transgênicos" (2000), "A Floresta Amazônica" (2001) e "O DNA" (2003), todos pela série "Folha Explica".

Para a Imprensa Oficial e a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, escreveu "Nos Caminhos da Biodiversidade Paulista", sobre a história da ocupação dos biomas da região.

A Editora Ática publicou seus livros paradidáticos Brasil --"Paisagens Naturais" (2007), "Pantanal - O Mosaico das Águas" (2006), "Amazônia - Terra com Futuro" (2005) e "Meio Ambiente e Sociedade" (2005). Pela mesma editora lançou as obras de ficção juvenil "Clones Demais" e "O Resgate das Cobaias", dentro da coleção "Ciência em Dia", e tem no prelo "Fogo no Canavial". Pela Escala Educacional, publicou o volume de ficção juvenil "O Clube da Capivara".