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terça-feira, novembro 27, 2007

Modelos simples são mais didáticos...


El Nino and the Delayed Action Oscillator


Authors: Ian Boutle, Richard H. S. Taylor, Rudolf A. Roemer
(Submitted on 10 Mar 2006)
Abstract: We study the dynamics of the El Nino phenomenon using the mathematical model of delayed-action oscillator (DAO). Topics such as the influence of the annual cycle, global warming, stochastic influences due to weather conditions and even off-equatorial heat-sinks can all be discussed using only modest analytical and numerical resources. Thus the DAO allows for a pedagogical introduction to the science of El Nino and La Nina while at the same time avoiding the need for large-scale computing resources normally associated with much more sophisticated coupled atmosphere-ocean general circulation models. It is an approach which is ideally suited for student projects both at high school and undergraduate level.
Comments:
13 RevTeX pages, 14 .eps figures included, submitted to the American Journal of Physics
Subjects:
Atmospheric and Oceanic Physics (physics.ao-ph); Geophysics (physics.geo-ph)
Journal reference:
American Journal of Physics 75, 15-24 (2007)
DOI:
10.1119/1.2358155
Cite as:
arXiv:physics/0603083v1 [physics.ao-ph]

Para ler...


Possible Structures of Sprites
Authors: Kwang-Hua W. Chu
(Submitted on 19 Sep 2006)
Abstract: Upon using the hydrodynamic analog we can derive some families of stationary Beltrami field-like solutions from the free Maxwell equations in vacuum. These stationary electromagnetic fields are helical and/or column-like once they are represented in a suitable frame of reference. Possible dendritic and jelly-fish-like patterns of sprites are demonstrated.
Comments: 2005 Feb. works; 5 figures
Subjects: General Physics (physics.gen-ph)
Cite as: arXiv:physics/0609157v1 [physics.gen-ph]

Submission history
From: K.-H. W. Chu Dr. [view email]
[v1] Tue, 19 Sep 2006 09:46:54 GMT (314kb)

Livre arbítrio


26/11/2007 - 10h23


Problema não é no DNA, mas os genes influenciam, diz cientista


da Folha Online


É errado enfocar a análise do comportamento violento na genética. Essa é a opinião do geneticista Renato Zamora Flores, da UFRGS (Universidade Federal do RS), que coordenará as análises de DNA no trabalho com os adolescentes homicidas, como informa matéria da Folha de S.Paulo de hoje (conteúdo exclusivo para assinantes da Folha e do UOL).
No trabalho que irá desenvolver junto com a PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do RS), Flores fará uma análise para avaliar se os meninos têm algum polimorfismo --diferença genética-- que já tenha sido associada a comportamento violento em outros estudos.
"Nenhum polimorfismo age sozinho nem influencia comportamento violento sem um efeito ambiental por trás", diz o cientista. "Mas, na presença de um ambiente estressor, aqueles geneticamente mais frágeis têm o risco muito aumentado."
Acompanhe as notícias em seu celular: digite o endereço wap.folha.com.br
Leia mais
Para grupo de pesquisa, índole violenta é uma doença mental
Estudo vai mapear cérebro de homicidas
Mapeamento cerebral aponta área ligada a competitividade e inveja

domingo, novembro 25, 2007

Seminários de Neurociência



Prezados (as) senhores (as):

Dentre os 200 pesquisadores convidados para os seminários, 15 retornaram o e-mail sobre o local preferível para sua realização. Desses, 10 optaram pelo prédio central e 5 pelo HC.

Sendo assim, nessa nova tentativa de maior adesão aos seminários, a próxima reunião será no dia 29 de novembro, às 17 horas, na Sala da Congregação do Prédio Central da USP.

Palestrante: Prof. Dr. Norberto Cysne Coimbra.
Título: "Vias que Modulam o Medo sob a Óptica da Neuroanatomia Funcional e Tractrografia por Tensão de Difusão (DTI)"

Agradecemos a presença de todos,

Atenciosamente,

Janaína Brusco
Departamento de Biologia Celular e Molecular e de Bioagentes Patogênicos
Laboratório de Estrutura Sináptica
FMRP-USP

sábado, novembro 24, 2007

Quer pena que os humanos não sejam vermes...


Do G1: Quer viver mais? Tome um antidepressivo. Mas só se você for um verme nematóide. Em essência, essa foi a descoberta que fez um trio de cientistas do Instituto Medico Howard Hughes, em Seattle, Estados Unidos. Sabe-se há um bom tempo que certas circunstâncias fazem com que alguns animais vivam bem mais que o normal. Os campeões da longevidade induzida são os vermes Caenorhabditis elegans, mas fenômenos parecidos já foram reportados em criaturas mais próximas dos seres humanos, como camundongos. Em geral, o jeito mais fácil de fazer um animal viver mais é deixá-lo morrendo de fome. Por algum motivo, restrição calórica ativa certos circuitos no organismo que fazem com que ele viva mais. Mas os detalhes ainda não estão totalmente claros. Alguns experimentos de laboratório já demonstraram que também é possível que certas substâncias façam esse serviço para o C. elegans, que é um favorito dos cientistas nesse tipo de experimento por seu tempo de vida relativamente curto: cerca de três semanas. Michael Petrascheck, Xiaolan Ye e Linda Buck estavam justamente à procura de substâncias capazes de produzir um verme-matusalém quando tropeçaram com a mianserin -- um dos 88 mil compostos testados em seus experimentos. Ao ser administrada, ela produziu um aumento no tempo de vida em aproximadamente um terço. Para um verme, é uma semaninha de bônus. Mas, se traduzido para um ser humano, seria algo como se sua expectativa de vida saltasse de 90 anos para 120 anos. E a grande surpresa: a tal mianserin é um antidepressivo que já é usado por humanos. É possível que ele tenha um efeito semelhante em nós? "O problema é que ninguém sabe se o tempo de vida pode ou não ser aumentado em humanos", disse Petrascheck ao G1. "Estamos planejando olhar dados que poderiam indicar se o mianserin tem um efeito no tempo de vida das pessoas que já o tomam. Mas isso é bem difícil, porque os dados de pacientes são protegidos. Além disso, você tem que levar em conta que as pessoas que tomam mianserin sofrem de depressão, o que pode influenciar seu tempo de vida consideravelmente."


Continue a ler aqui.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Marxismo experimental


Stanisław Lem (12 de setembro de 1921, Lviv, então Polônia - 27 de Março de 2006, Cracóvia, Polônia) foi um ensaísta, filósofo e autor de ficção científica polonês.


"A tragédia do séc. XX consiste em não ter sido possível experimentar as teorias de Karl Marx em ratos primeiro".


Stanisław Lem (pronunciation (help·info), September 12, 1921March 27, 2006) was a Polish science fiction, philosophical and satirical writer. His books have been translated into 41 languages and have sold over 27 million copies.[1] In 1976, Theodore Sturgeon claimed that Lem was the most widely read science-fiction writer in the world.[2]
His works explore philosophical themes; speculation on technology, the nature of intelligence, the impossibility of mutual communication and understanding, despair about human limitations and humankind's place in the universe. They are sometimes presented as fiction, but others are in the form of essays or philosophical books. Translations of his works are difficult; Michael Kandel's translations into English have generally been praised as capturing the spirit of the original.


1957 - City of Kraków's Prize in Literature (Nagroda Literacka miasta Krakowa)
1965 - Prize of the Minister of Culture and Art, 2nd Level (Nagroda Ministra Kultury i Sztuki II stopnia)
1973 - Prize of the Minister of Foreign Affairs for popularization of Polish culture abroad (nagroda Ministra Spraw Zagranicznych za popularyzację polskiej kultury za granicą)
1972 member of commission "Poland 2000" of the Polish Academy of Sciences
1973 Literary Prize of the Minister of Culture and Art (nagroda literacka Ministra Kultury i Sztuki) and honorary member of Science Fiction Writers of America
1976 State Prize 1st Level in the area of literature (Nagroda Państwowa I stopnia w dziedzinie literatury)
1981 - Doctor honoris causa honorary degree from the Wrocław Polytechnic
1986 Austrian State Prize for European Literature
1991 Austrian literary Franz Kafka Prize
1994 - member of the Polish Academy of Learning
1996 - recipient of the Order of the White Eagle
1997 - honorary citizen of Kraków
1998 - Doctor honoris causa: University of Opole, Lwów University, Jagiellonian University
2003 - Doctor honoris causa of the University of Bielefeld

segunda-feira, novembro 19, 2007

Homens "emburrecem" diante de loiras, diz estudo


Da BBC Brasil:



Um estudo publicado na revista especializada Journal of Experimental Social Psychology sugere que os homens mudam de comportamento e "emburrecem" para se adequar ao estereótipo da "loira burra".
No estudo liderado pelo psicólogo social Thierry Meyer, da Universidade Paris-X Naterre, o desempenho intelectual dos homens cai quando eles são expostos a fotográficas de mulheres loiras.
Os cientistas fizeram testes de conhecimento geral em homens em duas ocasiões, depois de mostrar a eles diferentes fotos de mulheres. Nas experiências, os homens que viram fotos de loiras tiveram resultados inferiores.
Os cientistas acreditam que os resultados não foram causados por simples distração causada pelas loiras, mas sim porque, inconscientemente, eles teriam sido contaminados pelo estereótipo da "loira burra".
"Isso prova que as pessoas confrontadas com estereótipos geralmente se comportam de acordo com eles", disse Meyer. "Neste caso, as loiras têm potencial para fazer homens agirem de forma mais burra, porque eles 'imitam' inconscientemente o estereótipo da loira burra."
Pesquisas anteriores já mostraram que o comportamento do ser humano é fortemente influenciado por estereótipos. Alguns trabalhos apontaram que as pessoas tendem a andar e a falar mais devagar diante de idosos.
Segundo os pesquisadores, o esterótipo da "loira burra" se intensificou, particularmente, no último século. Nos Estados Unidos, a imagem ganhou peso com a publicação do livro Os homens preferem as loiras, de Anita Loos, em 1925, que trata loiras como desfavorecidas intelectualmente, apesar da atenção privilegiada que elas despertam no mundo masculino.
O romance virou filme estrelado por Marilyn Monroe e contribuiu para fortalecer o estereótipo.
BBC Brasil

Da Wikipedia Quotes: "Well behaved woman rarely make history" - Marilyn Monroe.

terça-feira, novembro 13, 2007

Funes o Memorioso


Drogas para melhorar atividade mental geram debate


Ben Hirschler


O aumento no número de casos de pessoas saudáveis que ingerem pílulas para melhorar sua performance em provas ou no trabalho representa uma preocupação ética e médica de longo prazo, afirmou na quinta-feira a Associação Médica Britânica (BMA).
O órgão deseja promover um debate público sobre os riscos e os benefícios envolvidos na utilização de remédios que aumentam a memória e a concentração, chamados algumas vezes de "aperfeiçoadores de cognição".
A possibilidade de prescrever medicamentos e procedimentos médicos para melhorar a performance intelectual deve expandir-se significativamente nos próximos 20 ou 30 anos devido aos avanços da ciência.
"Sabemos que, provavelmente, haverá uma demanda por esses tratamentos vinda de pessoas saudáveis", afirmou Tony Calland, presidente da Comissão de Ética Médica da BMA, no lançamento de um estudo sobre a questão.
"No entanto, levando-se em consideração que nenhum remédio ou procedimento médico está livre de riscos, seria ético disponibilizá-los para pessoas que não sofrem de doença nenhuma?"
O uso ilegal de medicamentos controlados que aumentam a capacidade mental é bastante comum nos EUA e deve aumentar na Grã-Bretanha, afirmou a BMA.
Hoje, o consumo de produtos farmacêuticos para melhorar a performance limita-se, de modo geral, a certos grupos - em especial, aos estudantes na época de provas.
Entre as escolhas mais comuns incluem-se medicamentos usados no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, como o Ritalina, ou metilfenidato, fabricado pela Novartis AG e por outras empresas.
Tais medicamentos podem ser comprados facilmente pela Internet. No futuro, os cientistas poderão oferecer tratamentos definitivos contra distúrbios de memória ou déficit de concentração por meio de estímulos cerebrais e neurotecnologia.
Esses tratamentos envolveriam técnicas como o estímulo magnético transcraniano, conhecido como "botox para o cérebro", em que pulsos magnéticos são usados para estimular regiões específicas da massa cinzenta.
Esse tipo de tratamento poderia beneficiar os indivíduos e, potencialmente, a sociedade como um todo se aumentarem a competitividade da força de trabalho.
Mas uma "supercapacitação" das funções cognitivas pode ter efeitos colaterais indesejados, como prejudicar a capacidade do cérebro de filtrar informações triviais ou traumáticas, fazendo com que a pessoa seja atormentada por memórias indesejadas ou traumáticas.
Reuters

Ainda sobre o YouTube do Osame

Dos comentários da Roda da Ciência:


Silvia Cléa disse...



Oi, Osame! Quero me ater, ou tentar, aos aspectos ditos "científicos" do tema proposto pelo vídeo: ao meu ver o mais provocativo e instantâneo e a exposição (sua, enqto professor; e, da aluna pega como exemplo em sala de aula).


Desconheço se, tanto vc qto ela, sabiam do fato de seus comportamentos naquele momento estarem sendo gravados (tal ignorância só piora os fatos, na verdade). Mas, com este exemplo, podemos perceber até onde estamos expostos em nosso cotidiano durante nossas práticas laborativas. Esse sim seria um ótimo assunto para debatermos aqui!




Não vi maldade em sua atitude não, Osame. Conheço vc um pouco, através de conversas (em PVT) e dos debates aqui no Roda e de seus posts...não diria que essa é uma de suas características. Mas escrevi aquilo, porque a leitura do vídeo pode conduzir a tal.




Acho que para encerrar este comentário, gostaria de dizer mais uma opinião estritamente pessoal:Não sou a Regina Duarte, ms tenho muito, digamos, medo, das pessoas que ficam falando de si...com ou sem "falsas modéstias". Aqui, todos somos alguma coisa...eu por exemplo, jamais me vangloriei por andar, respirar, mastigar, dormir, acordar, sonhar e até pensar! E olha, que às vezes, tento fazer algumas dessas coisas concomitantemente!!!! ;o))))bjos
12 Novembro, 2007 12:44



OK disse...



OK, OK, Silvia, retiro o que disse (afinal foi um exagero), embora eu tenha aprendido a duras penas que nunca se deve ser condescendente, ou seja, se uma pessoa bem sucedida diz para os outros que se considera mediocre, ela ofende a todas as pessoas que não tiveram tanto sucesso ou sorte assim, pois estaria chamando-as de mais mediocres ainda.




Além do mais, como disse um amigo mais experiente quando eu falei que achava certo fisico brasileiro muito bom, " - Você nunca conheceu um físico realmente bom aqui no Brasil"... O que eu estou querendo dizer é que as pessoas muito sérias, pomposas, que buscam a respeitabilidade social acima de tudo, são essas o principal alvo de chacotas entre seus pares, e nao acho que isso seja fruto do ressentimento Nietzcheniano dos mediocres. Acho que essas pessoas pomposas e arrogantes merecem ser alvo de chacotas sim, porque nao reconhecem o ridículo da situação humana - exemplo, assisti um dos maiores físicos brasileiros, conhecido por sua pouca modéstia, dar uma palestra no IFUSP na frente de 100 pessoas, com a braguilha aberta e sua cueca aparecendo... E ninguem moveu uma palha para avisa-lo...




Será que me fiz entender? É preciso ter senso do ridículo e bom humor nesta vida, senao aí é que seremos realmente tontos (ridiculamente querendo mostrar o que não somos, pobres e estúpidos seres humanos, não importa nosso QI!). Quando Einstein tira aquela foto com a lingua de fora, não era apenas porque ele tinha cacife para fazê-lo e nós não, mas sim para dizer a todos os seus colegas: Se o cientista mais popular da historia nao tem medo do ridículo, querer ser mais sério, mais correto, mais presbiterianamente responsável que ele é o supremo da arrogância... É querer se passar por alguém superior a Einstein...Ou seja, se Einstein lavou nossos pés (fazendo aquela foto), devemos lavar os pés uns dos outros...




Quanto a questão da privacidade em sala de aula (sim, eu nao sabia nem tinha autorizado a filmagem), acho que seria um ótimo tema e eu apóio vocé para que seja um tema de discussão (em dezembro?). Também nao autorizei que se colocasse no YouTube (ainda estou tentando descobrir qual foi o aluno que fez isso), mas uma vez colocado, achei melhor eu patrocinar e divulgar o filme em vez de outros fazerem isso pelas minhas costas. Se eu faco piada de mim mesmo, então não posso ser alvo de piada, concorda? É por isso que judeu gosta de contar piada de judeu...




Finalmente, reconheço que foi uma grande marcada não ter ajudado a Karla a se levantar. Pedi desculpas a ela em público (nos comentários do YouTube), algo que não sei se outros professores "sérios" fariam. Aqueles que nunca pecaram, que atirem a primeira pedra...




Para todos, recomendo a música "Senhas" de Adriana Calcanhoto.


segunda-feira, novembro 12, 2007

Sobre mulheres inteligentes...


12/11/2007 - 10h34
Estudo relaciona curvas femininas à inteligência dos filhos
da BBC Brasil
Um estudo publicado pela revista científica "Evolution and Human Behaviour" afirma que mulheres com curvas são mais inteligentes e têm filhos mais espertos.
A explicação dos pesquisadores é que os ácidos graxos ômega 3, que se acumulam nos quadris e nas coxas das mulheres, servem de alimento para o cérebro e são essenciais para o desenvolvimento neurológico dos bebês durante a gravidez.
Os pesquisadores Stephen Gaulin, da Universidade da Califórnia, e William Lassek, da Universidade de Pittsburgh, usaram dados do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde, nos Estados Unidos, para fazer o estudo e descobriram que a relação cintura-quadril das mães estava diretamente relacionada ao desempenho delas e dos filhos em testes de cognição.
Quanto mais gordura acumulada na parte inferior do corpo das mães, e não na cintura, melhor eram as notas nas provas.
"Coxas e quadris fartos guardam nutrientes essenciais que alimentam o cérebro e podem produzir crianças inteligentes também", disse Gaulin ao jornal "The Daily Telegraph".
Os cientistas acreditam que é essa é mais uma razão pela qual os homens se sentiriam mais atraídos pelas mulheres "com curvas".
"Os homens reagem a isso porque é importante para a reprodução (da espécie)", afirmou Lassek ao jornal.
O estudo também concluiu que mães adolescentes têm filhos com problemas cognitivos porque não têm uma reserva suficiente de ácidos graxos, mas os pesquisadores afirmam que as que têm quadris largos acabam sendo menos afetadas pelo problema.

domingo, novembro 11, 2007

Desciclopedia


OK, OK, sei que não devia colocar nada sobre o Diogo Mainardi aqui, pois tenho amigos fãs dele que ficam muito chateados comigo quando faço isso...


Mas, dado que o verdadeiro sinal de que não somos fanáticos políticos é a capacidade de rir de si mesmo e de seus correligionários, acredito que os dois links abaixo serão apreciados por todos, da esquerda ou direita (OK, OK, eu sei que não existe mais esquerda e direita, só os de cima e os de baixo...)


Biografia de Diogo Mainardi


Biografia de Olavo de Carvalho


Sim, na Desciclopédia tem biografia do Lula, também, não se preocupe!


Conselhos de um cientista a estudantes no início da carreira científica


Extraído do blog Blógui-Ci!





Quando consegui meu diploma de bacharel em física - uns cem anos atrás - a literatura sobre física me parecia tão vasta, como um oceano inexplorado, onde cada enseada eu deveria mapear antes de começar minha própria pesquisa. Como eu poderia fazer qualquer coisa, antes de saber tudo que já não tivesse sido feito? Felizmente em meu primeiro ano na pós-graduação, tive a sorte de cair nas mãos de alguns físicos mais experientes que insistiram, apesar de minha ansiosa relutância, que eu deveria começar a pesquisar e que fosse aprendendo o que me era necessário ao longo do tempo. Era nadar ou afundar. Para minha surpresa descobri que isso funciona. Consegui obter um rápido doutorado - apesar de que quando o consegui não sabia quase nada de física. Mas eu aprendi uma coisa importante: que ninguém sabe tudo, e nem precisa saber.
Outra lição a ser aprendida, continuando com minha metáfora oceanográfica, é que enquanto você está nadando e não afundando, deve-se procurar por águas turbulentas. Quando eu estava ensinando no Instituto Tecnológico de Massachussetts perto do fim dos anos 60 (1960), um estudante me disse que gostaria de adentrar na relatividade geral ao invés da área em que eu trabalhava, a física de partículas elementares, pois os princípios do primeiro eram bem conhecidos, enquanto que os dos últimos lhe pareciam confusos. Em realidade, o motivo que ele acabara de dar era a razão perfeita para se fazer o contrário. A física de partículas era uma área onde o trabalho criativo ainda poderia ser feito. Realmente era uma bagunça na década de 60, mas desde aquela época, o trabalho de vários físicos teóricos e experimentais foram capazes de resolver e colocar tudo (bem, quase tudo) junto em uma bela teoria conhecida como o modelo padrão. Meu conselho é que se vá à bagunça - é lá onde está a ação.
Meu terceiro conselho é provavelmente o mais dificil de se aceitar. É perdoar-se a si mesmo por estar perdendo tempo. Estudantes são apenas cobrados para resolver problemas que seus professores (a não ser que sejam cruéis, o que não é comum) já sabem que são solucionáveis. Ainda mais, não importa se o problema é importante cientificamente - eles devem ser resolvidos para se obter aprovação no curso. Mas no mundo real, é muito difícil reconhecer quais problemas são importantes e você nunca sabe, em um dado momento da história, se o problema é solucionável. No início do século vinte, vários físicos de ponta, incluindo Lorentz a Abraham, tentaram trabalhar com a teoria do elétron. Isso requeria em parte entender por que todas as tentativas de detectar os efeitos dos movimentos da Terra pelo éter falharam. Sabemos hoje que eles estavam trabalhando no problema errado. Mas na época, ninguém poderia desenvolver uma teoria de sucesso para o elétron, porque a mecânica quântica ainda não havia sido descoberta. Foi preciso o gênio de Albert Einstein em 1905 para descobrir que o problema certo no qual trabalhar era o efeito do movimento na medição do espaço e tempo. Isso o levou a uma teoria especial da relatividade. Como você nunca terá certeza em quais os problemas certos para se trabalhar, a maior parte do tempo gasto no laboratório ou em sua mesa será um desperdício. Se você quer ser criativo, então você deve se acostumar a gastar a maior parte do seu tempo em não ser criativo para se submeter a ficar parado no oceano do conhecimento científico devido à falta de vento.
Finalmente, aprenda sobre a história da ciência ou no mínimo a história do seu ramo de ciência. A razão menos importante para isso é que a história pode ser útil para algum uso no seu próprio trabalho científico. Por exemplo, de vez em quando cientistas se enganam por acreditar em um dos super-simplificados modelos de ciência que foram propostos por filósofos desde Francis Bacon até Thomas Kuhn e Karl Popper. O melhor antídoto para a filosofia da ciência é o conhecimento da história da ciência.
De maior importância, a história da ciência pode fazer seu trabalho parecer valer a pena para você. Como um cientista, você provavelmente não será rico. Seus amigos e parentes provavelmente não entenderão em que você trabalha. E se você trabalha em uma área como física de partículas elementares, nem terá a satisfação de fazer algo que terá utilidade imediata. Mas poderá ter uma grande satisfação por reconhecer que seu trabalho em ciência é parte da história.
Olhe 100 anos atrás, para 1903. Qual a relevância tem hoje de quem foi o primeiro ministro da Grã-Bretanha em 1903, ou o presidente dos Estados Unidos? O que realmente se destaca como importante é que na universidade McGill, Ernest Rutherford e Frederick Soddy trabalharam na natureza da radioatividade. Esse trabalho (é claro!) teve aplicações práticas, porém muito mais importantes foram suas implicações culturais. O entendimento da radioatividade permitiu que físicos pudessem explicar como o centro da Terra e o centro do Sol, poderiam estar quentes mesmo depois de milhões de anos. Nesse sentido, isto removeu a última objeção científica na qual geólogos e paleontólogos pensavam sobre a idade avançada da Terra e do Sol. Depois disso, os cristãos e judeus tiveram que abdicar de seus credos da verdade literal da bíblia ou resignar-se na irrelevância intelectual. Esse foi apenas um passo na sequência de passos desde Galileo, passando por Newton e Darwin até o presente, os quais, tempo após tempo, enfraqueceram os dogmas religiosos. Lendo qualquer jornal hoje em dia é suficiente para lhe mostrar que este trabalho não está completo. Mas é um trabalho civilizatório do qual os cientistas são capazes de sentir orgulho.
Steven Weinberg, físico norte-americano do departamento de física na Universidade do Texas, recebeu em 1979 o Prêmio Nobel de Física pelo seu trabalho de unificação de duas forças fundamentais da natureza (o electromagnetismo e a força fraca, através da formulação da teoria da força electrofraca), em conjunto com os seus colegas Abdus Salam e Sheldon Glashow.
Nature 426, 389 (27 November 2003) doi: 10.1038/426389a
Traduzido por Osvaldo Pereira, em discussão da comunidade Física do orkut. Revisado por Norberto Akio Kawakami.

sexta-feira, novembro 09, 2007

Momento Angular

OK, OK, deixa eu explicar. Karla estava tendo um ataque de riso, eu sabia que ela estava bem... OK, acho que não tem desculpa...

http://br.youtube.com/watch?v=m_YkK722PDU

Jessica Alba é perfeita, dizem cientistas



publicado em 2007-09-01 10:05:00



A conclusão é de um grupo de cientistas britânicos que recorreram a modelos matemáticos para chegar à fórmula capaz de medir à forma feminina perfeita.

A atriz norte-americana Jessica Alba é actualmente a mulher com maior poder de atracção sexual. Os cientistas da Universidade de Cambridge responsáveis pela elaboração de uma pesquisa sui generis concluíram que a protagonista dos recentes êxitos de bilheteira "Sin City" e "Quarteto Fantástico" tem as proporções perfeitas para uma mulher.


Tudo se resume numa equação matemática para medir este poder de atracção. A fórmula assenta na proporção entre a largura da cintura e e das ancas. Até ao momento, a melhor relação entre os parâmetros cintura-ancas é de 0,7 e pertence, precisamente, à atriz.


A chegar quase aos calcanhares de Jessica Alba estão Eva Longoria da série "Donas de Casa Desesperadas" e a estrela de Tomb Raider, Angelina Jolie.Alba consegue suplantar a eterna diva do grande ecrã Marilyn Monroe já que, de acordo com a fórmula dos cientistas, a loira mais famosa da sétima arte contava com uma proporção na ordem dos 0,69. Já a modelo Kate Moss fica um pouco mais abaixo. Dada a sua figura franzina aproxima-se dos 0,67.

O DNA do racismo


25/10/2007


James Watson, o co-descobridor da molécula de DNA e ganhador do Nobel de 1953, pisou na bola. Em Londres para a divulgação de seu novo livro "Avoid Boring People" (evite pessoas chatas ou evite chatear as pessoas), ele deu declarações escandalosamente racistas. Acho que nem o Borat ou qualquer outro comediante querendo troçar do politicamente correto teria ido tão longe.


Em entrevista ao jornal britânico "The Sunday Times", o laureado disse na semana passada que africanos são menos inteligentes do que ocidentais e que, por isso, era pessimista em relação ao futuro da África. "Todas as nossas políticas sociais são baseadas no fato de que a inteligência deles [dos negros] é igual à nossa, apesar de todos os testes dizerem que não", afirmou.


Até aqui, com muito boa vontade para com Watson, poderíamos argumentar que o venerando pesquisador procura apenas exercer sua liberdade acadêmica, afinal, se há mesmo evidências a mostrar que negros são menos inteligentes, ele poderia ter um ponto. Mas já na frase seguinte ele mostrou que seu raciocínio não era exatamente científico: "Pessoas que já lidaram com empregados negros não acreditam que isso [a igualdade de inteligência] seja verdade".


Watson cometeu aqui pelo menos dois grandes pecados epistemológicos --deixemos por ora a questão moral de lado. Falou em "todos os testes" sem dizer quais e fez uma generalização apressada. Eu já lidei com patrões e empregados brancos, negros, amarelos e pardos, com pessoas burras e inteligentes, e posso asseverar que todas as combinações são possíveis.


Como era previsível, a reação às declarações de Watson foram efusivas. Ele foi desconvidado para vários eventos e houve até quem procurasse nos estatutos da Fundação Nobel uma brecha legal para cassar-lhe o prêmio. O experiente cientista, agora com 79 anos, acabou escrevendo um artigo em que pediu desculpas a quem tenha ofendido.


Não há dúvida de que Watson, reincidente em matéria de opiniões preconceituosas, merecia censuras. Receio, porém, que alguns de seus críticos tenham recaído nos mesmos erros que ele, isto é, afirmar coisas que não podem provar e proceder a generalizações problemáticas.


Os testes a que o laureado se referiu são provavelmente as tabelas de Richard Herrnstein e Charles Murray publicadas em "The Bell Curve" (a curva do sino ou a curva normal), de 1994, um dos livros mais explosivos da década passada. A obra pretendia sustentar que a inteligência medida por testes de QI é um fator preditivo de indicadores sociais como salário, gravidez precoce e problemas com a Justiça melhor do que o nível socioeconômico da família. O texto também afirma que negros dos EUA têm em média um QI mais baixo do que o de outros grupos sociais como brancos, judeus, asiáticos.


Sobretudo na imprensa, circulou a versão de que os autores diziam que a inteligência é dada pelos genes, mas Herrnstein e Murray não foram tão longe em seu determinismo. Eles afirmaram que permanece em aberto o debate sobre se e quanto genes e ambiente influem nas diferenças de QI entre os grupos étnicos --o que representa mais ou menos o consenso científico sobre a matéria.


"The Bell Curve" foi competentemente criticado por grande parte do establishment acadêmico norte-americano. De um lado, vieram as objeções conceituais, encabeçadas por cientistas como Stephen Jay Gould, que contestaram a idéia de que a inteligência possa ser reduzida a um teste de QI. Fazê-lo implicaria aceitar uma série de pressupostos de engolir, como o de que uma noção tão complexa possa ser traduzida num único número e que ela permaneça invariável ao longo de toda a vida do indivíduo. Aqui, estudar não serviria para nada além de acumular informações, coisa que computadores fazem melhor do que seres humanos.


Um pouco mais tarde, uma segunda leva de trabalhos, iniciada por Michael Hout e colegas da Universidade de Berkley, mostrou que os próprios dados de Herrnstein e Murray apresentavam problemas metodológicos, que exageravam a importância dos testes de QI como fator preditivo e diminuíam a do background familiar.


O debate é apaixonante, mas eu receio que, da forma como foi travado, ele esconda o ponto central, que é o de mostrar por que o racismo é errado. E essa é muito mais uma questão moral do que científica.


A evidência empírica não favorece o argumento da igualdade entre os homens, pela simples razão de que eles não são iguais. E opor-se ao racismo não pode depender de uma ficção filosófica que começou a ser escrita por John Locke no século 17, ao criar o conceito de "tábula rasa", segundo o qual os homens nascem como uma folha em branco, e que todo o conhecimento que adquirem, bem como as diferenças que acabam por desenvolver, é fruto das condições externas a que são submetidos. Um rápido passeio pelos rudimentos da neurologia mostra que já nascemos, senão prontos, pelo menos com uma série de estruturas mentais pré-definidas. E elas têm muito em comum, mas em certos pontos variam significativamente de pessoa para pessoa. Embora Locke seja um dos pais espirituais do liberalismo, a "tábula rasa" fez carreira entre pensadores de esquerda do século 20. Por alguma razão obscura, em vez de defender que todos devem ter os mesmos direitos (o que já estaria de bom tamanho), resolveram que a igualdade deveria ser um dado da natureza, mesmo que isso contrariasse o senso comum e as observações diretas.


É engraçado como estamos dispostos a aceitar diferenças entre pessoas (fulano é mais inteligente do que ciclano), mas não entre grupos étnicos. Em relação a alguns assuntos, comportamo-nos como se filhos não se parecessem com seus pais, como se não houvesse algo chamado hereditariedade, que em algum grau é dada pelos genes, e contribui para a expressão das mais variadas características de uma pessoa.


Não fazemos objeção a um juízo do tipo: negros são em média mais altos do que japoneses, mas basta alguém sugerir que os asiáticos tenham uma inteligência média (definida por testes de QI) superior à do grupo de ascendência africana para desencadear uma revolução. O mesmo vale para as aptidões femininas para a matemática ou a predisposição masculina para a infidelidade conjugal.


Médias são um conceito traiçoeiro. Representam um valor obtido a partir resultados válidos para vários indivíduos, mas que não podem ser extrapolados a nenhum indivíduo em particular. Na média, a humanidade tem um testículos e um seio. Nossa experiência ensina que é perfeitamente possível encontrar um indivíduo negro mais inteligente (por teste de QI ou qualquer outro critério) do que um branco anglo-saxônico, judeu, coreano ou o que for. Se de fato há uma predisposição de origem genética para a inteligência, como parece que há, ela não chega, exceto em casos patológicos, constituir uma barreira intransponível ao sucesso intelectual de ninguém. A vantagem de uma pessoa mais favorecida pelos genes pode ser facilmente revertida por outras características como a disciplina no estudo, para citar um único exemplo.


O argumento contra o racismo, o sexismo e outras chagas que desde sempre atormentam a humanidade deve ser moral. De outra forma, se um dia inventarem um teste confiável para medir a inteligência e ele mostrar discrepâncias entre grupos, o que acontece? O racismo estará legitimado?


Por maiores que sejam as diferenças entre indivíduos e grupos de indivíduos, quer elas tenham origem nos genes ou no ambiente (ou numa interação entre eles, como parece mais provável), o fato é que é em princípio errado prejulgar alguém por características (reais ou supostas) que não observamos nessa pessoa, mas no grupo ao qual consideramos que ela pertence.


Podemos ir um pouco mais longe e afirmar que o homem tem uma estrutura psíquica que favorece atitudes etnocêntricas e mesmo racistas. Pensamos, afinal, através de operações mentais de categorização e generalização. Se um membro da tribo vizinha uma vez me atacou, é evolucionariamente útil que eu parta do pressuposto de que todos aqueles que pertencem àquela tribo inimiga tentarão me agredir e antecipe o ataque. Só que esse tipo de raciocínio, que fazia sentido no passado darwiniano, perdeu inteiramente a razão de ser em sociedades modernas. Se ele já foi útil para manter-nos vivos, hoje, a exemplo da capacidade de armazenar energia na forma de tecido adiposo, é apenas um estorvo. Serve para separar e fomentar violência. As forças da civilização exigem que abandonemos essa forma primitiva de pensar e utilizemos a razão e não reações instintivas no trato com outros seres humanos. É isso que Watson, mesmo com toda sua genialidade científica, não foi capaz de fazer.


Hélio Schwartsman, 42, é editorialista da Folha. Bacharel em filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão" em 2001. Escreve para a Folha Online às quintas.E-mail: helio@folhasp.com.br

quinta-feira, novembro 08, 2007

Ranking mundial de 200 melhores universidades inclui USP e Unicamp


08/11/2007 - 20h53

da BBC Brasil

A USP (Universidade de São Paulo) e a Universidade de Campinas foram incluídas no ranking das 200 melhores instituições de ensino superior do mundo publicado pelo "The Times Higher Education Supplement".
A USP ocupa o 175º lugar, empatada com a Universidade de Massachusetts, Amherst. A Unicamp ficou no 177º lugar, empatada com o University College de Dublin.
A inclusão da Unicamp na lista representou um grande salto. Em 2006, a universidade estava no 448º lugar do ranking.
A USP também evoluiu em relação aos últimos anos: em 2006, a universidade ocupava o 284º lugar e, em 2005, a 196ª posição.
A lista é publicada anualmente pelo "The Times Higher Education Supplement" e é baseada em um levantamento que inclui a opinião de acadêmicos, de companhias que empregam recém-formados e de estudantes de outros países e pesquisas realizadas pela universidade.
Primeiros lugares
Os dez primeiros lugares do ranking divulgado pelo "The Times Higher Education Supplement" foram dominados por universidades britânicas e americanas.
Em primeiro lugar no ranking, aparece a Universidade de Harvard, dos Estados Unidos. Mas as universidades britânicas subiram no ranking e, em 2007, quatro das dez melhores instituições de ensino superior do mundo ficam na Grã-Bretanha, de acordo com o levantamento.
As universidades britânicas de Cambridge e Oxford ficaram empatadas em segundo lugar com a Universidade de Yale, dos Estados Unidos.
O Imperial College de Londres, que estava em nono lugar em 2006, ocupa a quinta posição no novo ranking.
Salto
A University College, de Londres, foi uma das universidades que mais subiu no ranking ao pular da 25ª posição em 2006 para o nono lugar neste ano e ficar pela primeira vez entre as dez primeiras.
Nunzio Quacquarelli, diretor da QS, o grupo de avaliação de carreiras e educação que elaborou a lista, destacou a qualidade das universidades britânicas.
"Em um ambiente de crescente mobilidade dos estudantes, a Grã-Bretanha está se colocando à frente como a principal escolha para estudantes do mundo todo", disse Quacquarelli ao jornal "The Times".
"Eles examinam com mais atenção a qualidade da faculdade, a diversidade internacional e, claro, a educação que vão receber", acrescentou.
Apesar do bom desempenho das universidades britânicas, a hegemonia das instituições americanas ainda é grande.
Segundo o "The Times", os fundos recebidos pela Universidade de Harvard, primeiro lugar no ranking, são de US$ 35 bilhões.
Esta quantia é aproximadamente igual ao fundo anual combinado de todas as universidades inglesas.
As dez melhores universidades
1-Universidade de Harvard, EUA2-Universidade de Cambridge, GB2-Universidade de Oxford, GB2-Universidade de Yale, EUA5-Imperial College de Londres6-Universidade de Princeton, EUA7-Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), EUA7-Universidade de Chicago, EUA9-University College de Londres10-Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), EUA

Fonte: "The Times Higher Education Supplement"

Estudo indica que foto de Paris Hilton alivia dor de ratos


06/11/2007 - 20h50

da Ansa, em Roma


Cientistas da Universidade de San Diego, no Estado americano da Califórnia, afirmaram que uma foto de Paris Hilton teria a capacidade de aliviar a dor nos ratos do sexo masculino. O estudo foi apresentado durante um congresso da sociedade americana de Neurociências.


Dani Cardona/Reuters


Paris Hilton conseguiu chamar a atenção de ratos; platéia roedora sentiu menos dor
Os pesquisadores perceberam que, depois de uma injeção dolorosa, os ratos do sexo masculino passavam menos tempo lambendo a ferida (sinal utilizado para determinar a quantidade de dor provocada) se na gaiola houvesse uma foto da socialite.
O efeito, que desaparece se a foto é retirada, não foi notado nos ratos do sexo feminino. A pesquisa também concluiu que os ratos, após o "encontro" com Paris, apresentam níveis mais baixos de proteína na parte da medula espinhal responsável pela transmissão da dor.
Os próprios cientistas colocaram em dúvida as propriedades terapêuticas de Paris Hilton. Para eles, a imagem provavelmente age nos hormônios do estresse.
"Os ratos vêem os homens como potenciais predadores e por razões desconhecidas este efeito funciona mais com os machos", explica Jeffrey Mogil, que conduziu o estudo.
A teoria é confirmada por outros estudos conduzidos com imagens muito menos agradáveis, como gatos em poses ameaçadoras. Neste caso, as cobaias também sentiam dores menos intensas.

Mares de Minerva


OK, OK, Maria Guimarães, você venceu (com seu voto de Minerva): eu mudei meu voto na Roda da Ciência na última hora, para dar empate, mas não consegui escapar desse assunto (Mares da Terra) sobre os quais não entendo nada. Assim, para dar a minha contribuição deste mês, apenas dou o link aqui para uma busca que fiz com a palavra "Ocean" no http://www.arxiv.org/ , repositório de preprints de livre acesso que todo mundo conhece interessado em ciência conhece ou deveria conhecer.


PS: Para eu me lembrar depois: o mito de Minerva é muito parecido com o de Ishtar. Minerva também é a deusa da guerra, ciência, poesia, tecnologia, invenção, medicina, conhecimento e comércio.


Figura: Head of Minerva by Elihu Vedder, 1896.


quarta-feira, novembro 07, 2007

Quinto Planeta


Do Yahoo: Os astrônomos descobriram um quinto planeta em órbita próximo à estrela 55 Cancri, a única além do sol conhecida com tantos planetas, anunciou a National Science Foundation (NSF), agência dos Estados Unidos. A agência afirma que o planeta, que órbita dentro da área considerada potencialmente habitável da estrela, poderia dispor de água em forma líquida. Além disso, apesar de o planeta ser uma formação gasosa, a água líquida poderia estar em sua superfície ou em satélites rochosos ainda desconhecidos.
Para mais infomações, clique no site da Nasa aqui que contém animações e gráficos muito interessantes. E aqui, para uma reportagem em português mais extensa, da agência FAPESP.

Teoria errante

OK, OK, primeiro uma Nature mostrando que tem, depois uma outra mostrando que não tem... Mas acho que é correto, um exemplo claro de que a ciência se auto-corrige. Eu mesmo demonstrei que a caminhada do Turista, ao contrário do afirmado em nosso PRL, não possui leis de potência.


07/11/2007 Por Fábio de Castro




Agência FAPESP – Um estudo publicado em 1996 na revista Nature apontou que o vôo do albatroz errante (Diomedea exulans), na busca de uma presa sobre o mar, seguiria a estratégia conhecida como vôo de Lévy – um padrão de movimento com propriedades fractais que ocorre em sistemas físicos e químicos descrito pelo matemático francês Paul Pierre Lévy.
O estudo era mais uma tentativa de demonstrar a existência do vôo de Lévy em sistemas biológicos naturais. Mas agora, um grupo internacional de pesquisadores, com a participação de brasileiros, acaba de mostrar o contrário. O trabalho foi publicado na edição de 25 de outubro da revista Nature.
De acordo com um dos autores, Marcos Gomes Eleutério da Luz, do Departamento de Física da Universidade Federal do Paraná, entender como animais buscam alimentos em seu hábitat e abordar o problema da otimização de estratégias de busca são importantes para o conhecimento sobre questões ecológicas e para a sobrevivência de certas espécies.
“Mostramos que o albatroz errante não realiza vôos de Lévy, embora ainda haja fortes evidências de que outros animais usam essa estratégia. Nosso objetivo principal era corrigir o trabalho de 1996, do qual participamos e que continha falhas de interpretação”, disse Luz à Agência FAPESP.
Os pesquisadores adicionaram dados colhidos a partir de dispositivos instalados em 20 pássaros às informações analisadas na pesquisa anterior. As aves foram estudadas na Geórgia do Sul, na Antártica – o albatroz errante é encontrado geralmente da Antártica ao trópico de Capricórnio. “O sistema preso nas patas das aves detectava quando o animal estava molhado (na água se alimentando) e quando estava seco (voando em busca de alimento)”, disse.
Alguns animais também receberam um dispositivo para a obtenção de detalhes sobre posicionamento, caracterizando sua trajetória com precisão. “Usamos o sistema conhecido como PTT, semelhante ao GPS”, disse Luz.
Segundo outro autor da pesquisa, Gandhimohan Viswanathan, do Instituto de Física da Universidade Federal de Alagoas, em um vôo de Lévy, ao contrário do movimento aleatório comum – o movimento browniano –, é possível tomar passos arbitrariamente grandes antes de uma mudança de direção. A trajetória se caracteriza por grupos de passos curtos ligados a passos longos mais raros.
“O comportamento total de deslocamento é dado pelo conjunto desses passos. Ao tentarmos descrever matematicamente esse processo, associamos tamanhos possíveis a cada um dos passos. Formalmente, em um vôo de Lévy, a distribuição de passos decai segundo uma lei de potência com expoente entre 1 e 3”, explicou.
Segundo Viswanathan, a probabilidade relativa de um passo muito grande ocorrer em uma estratégia de Lévy é bem maior do que em uma estratégia browniana, levando a uma otimização de busca. “Um movimento com passos ou vôos muito grandes deve aumentar a probabilidade de encontrar alimentos percorrendo uma distância total menor.”
De acordo com o pesquisador, como a seleção natural, entre outros fatores, age para selecionar as melhores respostas ao meio ambiente por parte de uma espécie, eventualmente certas espécies, em condições apropriadas, poderiam ter chegado à estratégia mais vantajosa do vôo de Lévy.
“O interessante é saber quando e por que uma espécie usa o vôo de Lévy e quando adota outra estratégia. Nosso estudo suscitará muitas outras pesquisas na tentativa de responder, por exemplo, se um animal poderia mudar de estratégia de acordo com o ambiente que ele encontra”, disse Viswanathan. Sistemas complexos
Para outro dos autores brasileiros do artigo, Ernesto Raposo, do Departamento de Física da Universidade Federal de Pernambuco, o estudo não invalida a teoria matemática que aponta o vôo de Lévy como processo mais eficiente para a busca de comida pelos animais.
“O ponto crucial é que, para a teoria matemática ser aplicável, certas condições – como densidade da comida e o poder de detecção do animal caçador – devem ser satisfeitas. A questão é saber quando tais condições são aplicáveis para uma certa espécie de animal. Provavelmente, os albatrozes, ao contrário do que se pensava, não satisfazem os pré-requisitos”, disse Raposo.
Segundo o cientista, em sistemas tão complicados como os biológicos, vários fatores podem contribuir para um determinado comportamento. “Mesmo se o padrão de Lévy for o mais vantajoso, pode ser que determinado animal precise desempenhar outras tarefas, e não só procurar por alimento. Isso o levaria a não tentar otimizar exclusivamente a busca, não tendo motivos para seguir tal padrão.”
Raposo explica que muitos sistemas físicos, químicos e computacionais apresentam distribuições de Lévy para grandezas importantes que os caracterizam. Um exemplo são os elétrons que fazem “hopping” em polímeros.
“Um elétron pode ‘saltar’ ao longo de uma cadeia principal de polímeros – que são moléculas orgânicas muito grandes – auxiliado por flutuações térmicas. Esses saltos, em certas situações, podem apresentar uma distribuição que segue lei de potência, isto é, uma distribuição de Lévy”, disse.
O artigo Revisiting Lévy flight search patterns albatrosses, bumblebees and deer, de Andrew Edwards, Gandhimohan Viswanathan e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em
www.nature.com.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Bicho de estimação pode atrapalhar vida amorosa, diz pesquisa




13/08/2007 - 18h41
da BBC Brasil
Os solteiros britânicos estão se voltando cada vez mais para seus bichos de estimação em busca de companhia, sugere uma pesquisa encomendada por uma das maiores agências de relacionamentos do Reino Unido, a Parship.
A agência diz, no entanto, que os solteiros que possuem animais podem estar colocando em risco suas chances de romance.
Ter um bicho de estimação reduziria em 40% as probabilidades de encontrar o amor, segundo o levantamento.
O estudo, realizado em parceria com a empresa britânica de pesquisas de marketing YouGov, revelou que quase a metade (47%) dos 13 milhões de solteiros do país possui hoje um bicho de estimação, gastando em média US$ 1.800 por ano com seu animal e dedicando anualmente cerca de 21 dias ao seu bem-estar.
Tratar animais como crianças, dividir sua cama com seu bicho de estimação, mimar o animal com acessórios caros ou possuir dois ou mais bichos são alguns dos hábitos que impediriam os solteiros de se relacionar com outras pessoas.
Além disso, 25% dos solteiros britânicos que possuem bichos disseram que se tivessem de escolher entre seu animal e um novo parceiro, optariam pelo animal.
As implicações podem ser sérias, já que os solteiros britânicos possuem 1,24 milhão de gatos, 1,18 milhão de cachorros, 624 mil peixes, 436.800 hamsters, ratos ou outros roedores, 187.200 pássaros, 124 mil cavalos, burros ou porcos, 64 mil cobras e 120 mil animais exóticos --o que inclui aranhas e insetos.
Dois mil solteiros britânicos participaram do estudo. Cerca de metade deles possuía um bicho de estimação.